SciCats de Segunda [04]

bunnypascal

They Might Be Giants ‚Äď Science is Real

M√ļsica, letra e clipe bacanas, da banda They Might be Giants, com arte de Andy Kennedy e David Cowles (vers√£o em alta resolu√ß√£o aqui). √Č o primeiro single do √°lbum de m√ļsicas apresentando ci√™ncia para crian√ßas, Here Comes Science! Mais clipes na continua√ß√£o

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Um brinde a Alan Turing

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H√° pouco o governo brit√Ęnico desculpou-se pelo tratamento dado a Alan Turing, condenado em 1952 por ser homossexual. Turing suicidou-se dois anos depois. Comentando a desculpa oficial, Matt Harvey escreveu um poema transmitido durante o programa de r√°dio Saturday Live da BBC. Arrisco aqui uma tradu√ß√£o:

um brinde a Alan Turing
nascido em eras mais sombrias e mesquinhas
com um pensamento fora do comum
e com um amor fora das linhas
e assim o quebrador de códigos foi quebrado
e nós pedimos desculpas
sim, agora que o termo com d foi pronunciado
a consciência oficial foi acordada
‚Äď termo cuidadosamente redigido, ao menos n√£o criptografado ‚Äď
e a história assim sugere
uma segunda parte ao Teste de Turing:
1. podem as m√°quinas comportarem-se como humanos?
2. podemos nós?

O original:

here’s a toast to Alan Turing
born in harsher, darker times
who thought outside the container
and loved outside the lines
and so the code-breaker was broken
and we’re sorry
yes now the s-word has been spoken
the official conscience woken
‚Äď very carefully scripted but at least it‚Äôs not encrypted ‚Äď
and the story does suggest
a part 2 to the Turing Test:
1. can machines behave like humans?
2. can we?

[via Mindhacks, Albener, imagem de est√°tua de Turing no Bletchley Park via stevebell]

SciCats de Segunda [03]

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Um SciCat com um gato, atendendo a pedidos, e mais um punhado na continuação!

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Ganhamos!

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O blog 100nexos acaba de ganhar o prêmio Anel de Blogs Científicos (ABC), eleito em primeiro lugar na categoria Ciência Geral, Política Científica e Tecnologia!

O an√ļncio foi feito por Osame Kinouchi, e a lista de ganhadores surpreende porque os primeiros colocados em todas as categorias s√£o SciBlings, participantes do ScienceBlogs Brasil!

Agradeço imensamente a todos os leitores e leitoras, e parabéns a todos os participantes da blogosfera científica! De minha parte, mal sei o que escrever para comemorar uma honra tão grande, e gostaria de lemb…

Yo, 100nexos, Imma let you finish, but O Drag√£o da Garagem had one of the best general science blogs of all time! OF ALL TIME!

Concordo com você, Kanye!

Pedro, Jack Kilby e o Chip

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‚ÄúA Id√©ia Monol√≠tica‚ÄĚ foi registrada pelo engenheiro Jack Kilby em seu bloco de notas em 24 de julho de 1958. Pode parecer simples em retrospecto, mas Kilby e sua equipe foram os primeiros a concretiz√°-la. Todos os componentes eletr√īnicos ‚Äď resistores, capacitores e os novos transistores ‚Äď seriam criados a partir do mesmo material, podendo ser assim inclu√≠dos em um √ļnico e pequeno peda√ßo monol√≠tico. Ou, usando o termo em ingl√™s, em um √ļnico chip. Nascia a√≠ o circuito integrado, um pequeno peda√ßo, um pequeno chip.

Grosso modo como a linha de montagem, a tecnologia de circuitos integrados √© antes de mais nada uma revolu√ß√£o nos m√©todos de fabrica√ß√£o. O transistor j√° havia sido criado dez anos antes, e id√©ias a respeito da miniaturiza√ß√£o e integra√ß√£o de elementos eletr√īnicos eram desenvolvidas mesmo durante a era dos tubos de v√°cuo. Com a ‚Äúid√©ia monol√≠tica‚ÄĚ e processos de fabrica√ß√£o complementares criados pouco depois por Robert Noyce, uma vez que o mesmo substrato e processos seriam utilizados com pequenas modifica√ß√Ķes para criar todos os diferentes componentes, era essencialmente a fabrica√ß√£o dos circuitos que tornava-se vi√°vel.

Mais do que isso, os novos processos para criar os chips eram promissores‚Ķ e cumpriram sua promessa talvez mais do que qualquer outra tecnologia em nossa hist√≥ria. Refinando e aperfei√ßoando as mesmas id√©ias b√°sicas de fabrica√ß√£o, desde 1958 houve um progresso exponencial e cont√≠nuo no n√ļmero e escala de integra√ß√£o, um progresso mais conhecido como a lei de Moore. Das dezenas de componentes chegou-se aos milh√Ķes e ent√£o centenas de milh√Ķes de elementos. Processadores devem em breve ultrapassar a marca do bilh√£o de transistores, a pre√ßos menores do que um conjunto de pneus de autom√≥vel.

Tudo isto ocorre porque os custos de produ√ß√£o de um componente com centenas de milh√Ķes de componentes hoje n√£o √© t√£o distante daqueles com alguns milhares h√° 40 anos. As t√©cnicas de fabrica√ß√£o n√£o mudaram tanto e nem devem mudar radicalmente at√© que cheguemos perto dos limites te√≥ricos em que os circuitos lidem com el√©trons individuais.

Que a mesma id√©ia e processos b√°sicos tenham permitido ir dos primeiros circuitos integrados ‚Äď voc√™ confere o circuito original criado por Kilby acima ‚Äď at√© a manipula√ß√£o individual de part√≠culas subat√īmicas atesta um dos motivos pelos quais Shockley recebeu o pr√™mio Nobel de F√≠sica no ano de 2000. Seu discurso na ocasi√£o (em ingl√™s) conta alguns detalhes da inven√ß√£o e seu desenvolvimento:

‚ÄúHoje, pode ser dif√≠cil acreditar, mas em 1959 enquanto come√ß√°vamos a anunciar a id√©ia, houve muitas cr√≠ticas. Na √©poca n√£o era √≥bvio que a abordagem monol√≠tica de semicondutores teria sucesso sobre as outras. [Havia] a cren√ßa de que as taxas de produtividade seriam sempre muito baixas para gerar lucro. Na √©poca, menos de 10 por cento de todos os transistores fabricados realmente funcionava. Outro grupo de pessoas pensava que ela n√£o fazia o melhor uso dos materiais, uma vez que os melhores resistores e transistores n√£o eram feitos com semicondutores. Esses argumentos eram dif√≠ceis de contrariar, j√° que eram basicamente verdadeiros‚ÄĚ.

E continuam sendo verdadeiros. Ainda temos ‚Äúchips‚ÄĚ de mem√≥ria e processadores defeituosos entre aqueles que chegam √† nossa m√£o. Mesmo as melhores f√°bricas acabam descartando uma boa parcela dos chips fabricados, em seus v√°rios est√°gios de fabrica√ß√£o. Uma f√°brica com maior qualidade n√£o √© apenas uma que fabrica melhores chips e sim aquela que descarta com sucesso todos os defeituosos. Os mais eficientes componentes eletr√īnicos n√£o s√£o feitos em chips e √© por isso que seu computador n√£o possui apenas chips: h√° alguns capacitores, resistores e mesmo transistores dedicados enfeitando sua placa-m√£e com diversas formas geom√©tricas, de cilindros a pequenos ret√Ęngulos. Eles podem ser miniaturizados, mas foram fabricados com materiais e processos dos mais diversos. Um mundo sem chips seria um mundo repleto de tais componentes, muito mais caros, muito mais propensos a falhas.

Chips hoje fazem parte de nossa vida, em uma grande idéia pouco compreendida mas seguramente percebida em seu impacto. Que o diga Pedro, mas há formas mais poéticas, embora com menos schadenfreude, de apreciá-los.

O site Lifehacker oferece alguns wallpapers com a vida íntima dos circuitos, são belíssimas imagens:

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Os arco-√≠ris vistos sobre suas superf√≠cies s√£o iridesc√™ncias, resultado do reflexo da luz em componentes t√£o min√ļsculos e uniformes que fazem com que os diferentes reflexos das ondas luminosas interfiram entre si, anulando certas frequ√™ncias em determinados √Ęngulos. √Č o mesmo fen√īmeno que pode ser visto em CDs, bolhas de sab√£o e asas de borboletas, e nos chips √© inteiramente acidental. Projetistas de chips n√£o planejam criar arco-√≠ris, √© apenas mais uma das consequ√™ncias inesperadas dos processos concebidos h√° meio s√©culo.

J√° a Intel oferece outra galeria de imagens ilustrando todos os principais passos que transformam areia ‚Äď fonte de sil√≠cio ‚Äď no c√©rebro de seu computador:

intel-cpu-manufacturing,T-O-217500-13

A AMD, sem deixar por menos, oferece este vídeo que também ilustra o processo:

De areia a c√©rebros eletr√īnicos com centenas de milh√Ķes de componentes t√£o min√ļsculos que refletem luz criando iridesc√™ncias coloridas, aproximando-se em alguns anos da manipula√ß√£o de part√≠culas fundamentais, e presentes em todo lugar, incluindo na m√£o do Pedro, conhecer melhor os chips √© tamb√©m apreciar um meme em novas dimens√Ķes.

A Kilby, Noyce e todos os cientistas e engenheiros respons√°veis, obrigado por nos dar o chip. [Dicas do Paulim e Hilton, obrigado!]

SciCats de Segunda [02]

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Toda segunda, um LOLcat misturado com ci√™ncia aqui no 100nexos‚Ķ mande tamb√©m suas legendas e sugest√Ķes, publicamos na pr√≥xima segunda!

Ilus√£o √ďtica com Michael Jackson

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Aqui está uma ilusão ótica original baseada na melhor ilusão de 2005.

Acredite se quiser: Michael Jackson é exatamente o mesmo. Ele não trocou de chapéu, calças ou sapatos. Continue lendo caso não acredite… e também para conferir mais.

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A Física contra-intuitiva das Caixas de Cereais

tradução autorizada do fenomenal Fogonazos, de Antonio Martínez Ron

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Imagem:
Universidade de Stanford

Se √© um consumidor habitual de cereais, j√° deve ter observado mais de uma vez um estranho fen√īmeno: os peda√ßos maiores e pesados ficam na parte mais alta do saco, ao inv√©s do fundo, como seria de se esperar. Este fen√īmeno, batizado na¬īf√≠sica como o ‚Äúefeito muesli‚ÄĚ, √© tamb√©m conhecido como ‚Äúefeito castanha-do-par√°‚ÄĚ, uma vez que em latas de castanhas √© esta variedade (a maior) que costuma aparecer na parte superior.

O efeito tem uma import√Ęncia vital para algumas ind√ļstrias dedicadas ao empacotamento e foi descoberto na d√©cada de 1930 ao se observar que os objetos mais pesados tendiam a ascender no interior de uma mistura se esta era agitada. Para comprov√°-lo, basta tomar um recipiente cil√≠ndrico, ench√™-lo de alguma subst√Ęncia homog√™nea, introduzir um objeto mais pesado em seu interior e agit√°-lo. O resultado, como ver√° no v√≠deo de Sixty Symbols, √© o contr√°rio do que nos diz a intui√ß√£o:

Mas por que os objetos mais pesados sobem ao invés de descer? A explicação obedece a uma variedade de fatores físicos que vão desde a aceleração que o movimento produz, a corrente de convecção (o movimento relativo das partículas em relação a outras) bem como a temperatura ou a densidade dos materiais.

Mas n√£o √© o √ļnico fen√īmeno f√≠sico inspirado pelo mundo dos cereais. Na mec√Ęnica de fluidos tamb√©m se conhece o ‚Äúefeito Cheerios‚ÄĚ (em refer√™ncia a uma conhecida marca deste produto) como a propriedade de certos objetos flutuantes de atrairem-se mutuamente. Um exemplo muito ilustrativo ocorre ao verter alguns cheerios sobre uma tigela com leite e observar que muitos se atraem e terminam juntando-se no centro do recipiente.

A explicação está na tensão superficial, que permite à superfície de um líquido atuar como uma espécie de fina membrana e pela qual flutuam alguns insetos. Em função da densidade do objeto esta superfície se deforma e faz com que se desloquem um em direção aos outros (mais exemplos). [via Reddit]

Veja também: Diez reacciones de la materia que quizá no te esperabas | Be maicena, my friend! (Fogonazos)

SciCats de Segunda [01]

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Toda segunda, um LOLcat misturado com ci√™ncia aqui no 100nexos‚Ķ mande tamb√©m suas legendas e sugest√Ķes, publicamos na pr√≥xima segunda! [via Cute Overload, thanks Lila!]

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