Criando um Relojoeiro Cego

A analogia do relógio de Paley é um dos argumentos mais proferidos por criacionistas. De início parece tão persuasiva, e refutá-la revela tanto sobre a evolução, que Dawkins escreveu um livro sobre o tema.
Pois bem, no ótimo vídeo acima — infelizmente apenas em inglês — cdk007 mostra como você poderia mesmo encontrar um relógio na praia, sem implicar um relojoeiro, se os relógios fossem simplesmente organismos vivos submetidos à evolução através da seleção natural. Na simulação que criou, elementos simples como molas, pêndulos, engrenagens e ponteiros se combinam seguindo um código material genético que sofre mutações aleatórias, e as populações geradas são constantemente selecionadas de acordo com sua capacidade de indicar o horário precisamente.
Depois de algum tempo, e a partir de um conjunto inicial aleatório, relógios cada vez mais precisos vão surgindo. De forma fascinante, surgem primeiro relógios simples com pêndulos, para as molas e ponteiros gradualmente surgirem, com engrenagens ajustando-se através da evolução às proporções corretas, chegando ao final a indicar até os segundos! Mais do que isso, a dominância de um tipo de relógio — com pêndulos, dois, quatro ponteiros — muda rapidamente nas populações, sugerindo idéias de equilíbrio pontuado. E rodando a simulação repetidas vezes, os resultados finais são sempre diferentes.
A trilha sonora? Clocks do Coldplay, claro.

Discussão - 2 comentários

  1. Mark von Übelgarten disse:

    Quem é da área de inteligência artificial está acostumado a lidar com algoritmos genéticos; mas confesso que nunca vi um tão “divertido”.

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