Brasil Ameaçado – Sauím de Coleira

Este lindo primata está ameaçado pela fragmentação de nossa maior floresta. (Imagem: Udo Schröter)

O sauím de coleira é um pequeno primata que vive próximo à cidade de Manaus. Como é comum entre os primatas, rios servem de barreira geográfica e isolam populações. O sauím de coleira está isolado ao norte do Amazonas, leste do Negro e sul do Cuieiras. Uma espécie aparentada, Saguinus midas cerca o sauím de coleira e parece estar excluindo nosso personagem de hoje por competição. O sauím de coleira vive em grupos de cerca de dez indivíduos, apenas uma fêmea do grupo se reproduz e dá à luz dois filhotes no início e no fim do ano. Mesmo assim sua população vem declinando nos últimos anos, o que deixou essa espécie criticamente ameaçada de extinção. Isso se deve principalmente à fragmentação do habitat na periferia de Manaus. O controle de natalidade é uma saída para o crescimento populacional humano que ameaça essa espécie, assim como para a maioria das que apresentei nessa série.

Brasil Ameaçado – Toninha Franciscana

Toninha franciscana, pequenas e encurraladas em águas rasas são alvo fácil da captura acidental em redes de pesca. (Imagem: Wurtz-Artescienza)

A Toninha franciscana é um golfinho marinho, mas que entra em estuários. São animais relativamente pequenos (1,80 m e 50 kg). Ele vive em águas rasas onde caça peixes como as corvinas. Essa espécie ocorre desde o norte da Argentina até o Espirito Santo onde a água e a alimentação são adequadas. Ao contrário da maioria dos golfinhos, as toninhas não formam grupos numerosos, vivendo geralmente isoladamente. Sua maior ameaça é a captura acidental nas redes de arrasto. Por isso, para preservá-las compre apenas peixes de pescadores que usam tecnologia dolphin safe. O lixo que jogamos nas praias também é frequentemente ingerido por esses animais.

Brasil Ameaçado – Noronhomys vespuccii

O personagem dessa semana está tão extinto que nem imagem dele sobrou. O rato Noronhomys vespuccii é o primeiro exemplo registrado de extinção de um animal devido às grandes navegações. A IUCN atribui inúmeras extinções a esse processo de colonização, mas poucos foram devidamente documentados como no caso desse roedor. O Rato de Noronha também seria o primeiro mamífero brasileiro extinto. Sua extinção é atribuída à introdução de um competidor voraz, o rato europeu, Rattus rattus. Paralelamente predadores introduzidos, como cães e gatos, e a caça aceleraram ainda mais o processo. Quase nada se sabe sobre a biologia dessa espécie. A única descrição deles vivos foi feita por Américo Vespúcio, que foi homenageado no nome desse roedor. Essa espécie mesmo já era, mas outras espécies nativas podem ser protegidas colocando um guizo na coleira do seu gato. Assim você o impede de atacar sorrateiramente um animal nativo.

Brasil Ameaçado-Preá (Cavia intermedia)

Um preá ameaçado de extinção (Imagem: Nina Furnari)

Um preá ameaçado de extinção (Imagem: Nina Furnari)

Apesar da fama de se reproduzirem desembestadamente, nem todas as espécies de preás gozam de populações enormes. Muito pelo contrário, aliás. Cavia intermedia recebeu o título de mamífero mais raro do mundo devido à sua distribuição extremamente restrita, ocorrendo apenas nas ilhas Moleques do Sul, 10 km ao sul de Florianópolis, que tem 4 hectares. Estimativas populacionais de 2005 sugerem a existência de apenas cerca de 40 animais adultos. Sabemos muito pouco sobre a ecologia dessa espécie, mas parece que eles se alimentam de gramínias em grupos relativamente grandes (até 17 animais), subdivididos em duplas fixas como mãe e filhote. Esses animais se comunicam usando assovios característicos e medem 25 cm, pesando pouco mais de meio quilo. Apesar de seu hábitat estar incluso numa unidade de conservação, a presença humana na ilha não é controlada pelo ICMBio por falta de pessoal e verba. Turistas acampando, introduzindo espécies exóticas e até caçando ali são a principal ameaça a esses preás. Portanto, você pode ajudar Cavia intermedia não colocando os pés no Parque Estadual da Serra do Tabuleiro na ilha Moleques do Sul (Correção da Nina Furnari que nos informa que tem uma parte do Parque que é continental e merece uma visita). Há um bom motivo para o acesso humano ser proibido.

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