Bicho Bizarro: Kiwi


O que é o que é? Tem pena, mas não voa; é pequeno, mas bota um ovo gigante
Fonte: eol.org

O segundo bicho bizarro da série é o kiwi, ou quivi. Apesar desse animal constar de muitos livros didáticos de ensino básico, ele costuma passar despercebido. O kiwi é uma ave com asas apenas vestigiais e, portanto, incapaz de voar, tem hábitos noturnos e alimenta-se de minhocas e insetos sob a terra, mas também de frutos e sementes. Ele também é diferente de outras aves por possuir narinas na ponta do bico e um olfato bem desenvolvido. Para se reproduzir formam casais que duram diversas estações reprodutivas, embora ocorram divórcios. Tanto o macho quanto a fêmea cuidam do ovo que é um dos maiores entre as aves. Estão ameaçados não mais pelo desmatamento, mas por espécies introduzidas como gambás e cães.

ARKive video - North Island brown kiwi - overview
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Concurso cultural- O terceiro chimpanzé


O que não te deixa esquecer sua natureza símia?
Fonte: record.com.br

Recentemente fui convidado a resenhar o livro O terceiro chimpanzé, de Jared Diamond, pelo portal amálgama. Diamond é um excelente biólogo e escritor que já recebeu o prêmio Pulitzer por outra obra. No terceiro chimpanzé ele retoma a história da humanidade e suas peculiaridades sob a ótica de um naturalista. A leitura vale muito a pena.
Falando nisso, eu e a Editora Record, que publicou o livro, resolvemos dar uma força aos leitores do Ciência à Bessa. Sortearemos algum dos comentários para receber em casa um exemplar do terceiro chimpanzé. Para participar é só deixar nos comentários a sua resposta à pergunta:
“O que não te deixa esquecer sua natureza símia?”
Não deixem de preencher seu e-mail para que possamos entrar em contato depois. O prazo para submeter seu comentário e participar da promoção vai até 6 de julho, quarta-feira à meia noite. Boa sorte a todos!


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Pensamento de Segunda

Um cientista que hesita em sugerir uma hipótese audaciosa por duvidar de seus dados não está pronto para realizar nenhuma grande descoberta.

Jack oliver

Uma cidade de fundir os miolos


Centro de Sao Paulo essa época do ano, o ar frio concentra a poluição próximo ao chão e ao seu nariz
Fonte: http://csm7anod.pbworks.com/

Essa semana a revista Nature publicou um estudo sobre os efeitos da vida nas megalópoles sobre o cérebro. Em 2006 eu deixei a enorme cidade de São Paulo para trás e a troquei pela pequenina Tangará da Serra, no interior de Mato Grosso. Nunca fui muito fã de grandes centros urbanos e a vida em Sampa frequentemente me dava desespero. Óbvio que adorava as agitações culturais, teatros, shows, bons restaurantes e livrarias; adorava acima de tudo meu reduto uspiano, o Instituo de Biociências. Nada disso, no entanto, me garantia um futuro ou amenizou as pressões para sempre, assim que fui aprovado na UNEMAT mudei-me para cá.
O número de seres humanos vivendo em cidades, que está em cerca de 3,3 bilhões de pessoas, deve atingir 70% da humanidade em quarenta anos. É sabido que serviços de saúde são mais frágeis fora das cidades e que as zonas rurais têm outros problemas (como as recentes descobertas de agrotóxicos no leite materno aqui em MT). No entanto a vida nos grandes centros reconhecidamente aumenta em 30% as chances de você desenvolver depressão ou síndrome do pânico e a sua chance de desenvolver esquizofrenia dobra se você mora ou nasceu e passou seus primeiros anos de vida numa megalópole. Provavelmente a alta densidade populacional que Tangará ainda não tem é que proporciona a saúde que eu busco e que São Paulo me negava.
O estudo de autoria de Florian Lederbogen correlacionou viver na cidade com atividade em áreas cerebrais relacionadas a doenças psiquiátricas e à violação da privacidade ou espaço pessoal sob estresse. Como o estudo só buscou correlações, e não causa e consequência, passos posteriores são necessários para saber como uma coisa leva à outra, mas os resultados são preocupantes. Quer dizer, preocupantes para aqueles que ainda vivem na cidade grande, eu estou feliz com a minha opção e satisfeito com a vida em Tangará.


Centro de Tangará essa época do ano, a seca estimula os ipês rosas a entrar em floração.
Fonte: diariodetangara.blogspot.com

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Bicho Bizarro: Társio


Társio, para os filhos dos anos 80, praticamente um Gremlim
Fonte: eol.org

O personagem inicial da série “Bicho bizarro” é uma pérola da zoologia, o társio. Este primata de distribuição restrita a algumas ilhas nas Filipinas ou Sudeste asiático possui uma aparência estranha e simpática: pelos castanhos, grandes orelhas arredondadas e enormes olhos. São noturnos e vivem em árvores. Para grudar-se nos troncos utilizam-se de garras (semelhantes às de um gato) em dois dedos dos pés, enquanto todos os outros dedos possuem unhas (semelhantes às humanas), também possuem estruturas nas mãos e pés para aderir melhor ao tronco. Se alimentam de insetos que saltam para apanhar usando os ossos dos pés (os tarsos, daí seu nome) e dos dedos alongados.

ARKive video - Spectral tarsier feeding

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Pensamento de Segunda

Dentro de alguns anos um aparelho simples e barato, capaz de ser transportado por qualquer um, permitirá receber  em qualquer lugar as principais notícias, ouvir uma palestra, um discurso uma música ou uma peça de um instrumento musical feita em qualquer outra região do planeta.

 

Nikola Tesla mostrando-se ou o novo Nostradamus, ou o mentor do Steven Jobs

Fotografias de tirar o fôlego

Saiu a exposição dos vencedores de 2010 da Nature’s best Photographies. Essa revista oferece anualmente um prêmio e uma exposição no Museu de História Natural Smithsonian, em Washington, EUA, com as melhores fotografias de vida selvagem de cada ano.
É uma coleção de cliques incríveis, tirados em momentos decisivos do dia-a-dia de animais em seu ambiente natural. Imagens de dar inveja em qualquer entusiasta dessa arte na qual a luz impressiona o sensor e a foto impressiona o expectador. A imagem campeã é esta abaixo de uma águia pescadora dando o bote em sua presa, mas neste link você acessa a exposição completa.

Fotografia vencedora de Peter Cairns, um Cartier-Bresson da vida silvestre
Fonte: naturesbestphotography.com

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Pensamento de Segunda

Para a maioria, educação é levar crianças a se comportarem  como adultos. Para mim educar é fazer pessoas capazes de fazer coisas novas, não apenas de repetir o que outros já fizeram, homens e mulheres criativos, inventivos e descobridores, que possam ser críticos e verificar (não aceitar) tudo o que lhes é oferecido.

Jean Piaget

Ciência à Bessa no Top Blogs Brasil

O Ciência à Bessa está pela primeira vez concorrendo ao Top Blog Brasil. Você que curte o blog pode me ajudar votando nele nesse concurso importante. Para isso é só clicar no link abaixo, fazer seu cadastro e entrar para votar. O Ciência à Bessa está inscrito na categoria “Animais e Bichos”. Não deixe de apoiar o blog!

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Viva a segregação!

Para a Kátia, notícias boas não têm hora para vir

Esses dias recebi uma notícia legal, uma gravidez temporã na família. Já é o 4o mês de gestação e nos exames de ultrassom o feto sempre estava numa posição na qual era impossível ver o sexo. Após a última ultrassonografia o médico solicitou um exame do líquido amniótico, tanto devido à sexagem quanto a outras condições da gravidez tardia. No exame, uma agulha guiada pelo ultrassom é inserida dentro da placenta e retira dali alguns mililitros do líquido dentro do qual o bebê fica imerso, como esta bolsa e líquido são produtos do bebê, e não da mãe, os chamados anexos embrionários, analisar as células dali é como analisar as células do próprio bebê.


Infelizmente eles não são coloridos assim dentro das suas células.
Fonte: www.brasilescola.com

Mas o que se pode analisar num exame desses? A disposição dos cromossomos do feto pode falar muito sobre sua identidade e saúde. Nós humanos temos um conjunto de 46 cromossomos, 22 pares que tendem a ser idênticos e dois cromossomos sexuais. Os cromossomos sexuais podem ser iguais nas mulheres (XX) ou diferentes nos homens (XY), então ao ver os cromossomos do feto podemos descobrir seu sexo a despeito de seus esforços para manter as perninhas fechadas. Mas não é só, a cariotipagem pode mostrar um monte de coisas sobre alterações cromossômicas.
A segregação que exalto no título não tem nada que ver com preconceito, me referia à segregação cromossômica. Na divisão celular o material genético da maioria dos organismos se duplica e depois se organiza na forma de cromossomos para ser repartido entre as células-filhas. A regra é que metade seja arrastada para uma célula e a outra metade para a outra através de uns filamentos de proteína conhecidos como centríolo. É exatamente isso que ocorre na formação de células como os espermatozóides e os óvulos. Eventualmente, no lugar de puxar um cromossomo de cada tipo para cada célula filha, dois cromossomos vão parar na mesma célula reprodutiva e nenhum na outra. Depois que ocorre a fecundação então passaríamos a ter três cópias ou uma cópia de um determinado cromossomo, em vez das duas usuais. O resultado disso pode variar desde efeitos menos severos como os encontrados em homens XYY (muita espinha na adolescência e alta estatura) até efeitos bem severos como a síndrome de Edwards (três cópias do cromossomo 18) e Patau (três cópias do 13), nas quais a criança apresenta mal-formações graves e pode ser abortada ou não ultrapassa os primeiros anos de vida.
Felizmente o exame nos revelou que nascerá uma menina, a Laura, e que ela tem todos os cromossomos no lugar. Estamos todos ansiosos.

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