Nancy Fraser e o Feminismo

Nathalie Bressiani 

Professora do Departamento e Filosofia da¬†¬†Universidade Federal do ABC (UFABC)¬†‚Äď Lattes¬†

PDF – Nancy Fraser e o Feminismo

Nancy Fraser √© uma te√≥rica cr√≠tica feminista norte-americana. Ao longo das √ļltimas d√©cadas, realizou importantes contribui√ß√Ķes em debates sobre capitalismo, reconhecimento, pol√≠ticas afirmativas, democracia, justi√ßa e feminismo. Essas contribui√ß√Ķes fizeram dela uma refer√™ncia na teoria cr√≠tica contempor√Ęnea e uma das principais te√≥ricas da segunda onda do feminismo nos Estados Unidos.¬†

Fraser¬†nasceu em Baltimore¬†no ano de 1947,¬†concluiu sua gradua√ß√£o¬†em filosofia¬†em¬†1969¬†no¬†Bryn¬†Mawr¬†College, uma faculdade privada exclusiva¬†para mulheres,¬†e defendeu seu doutorado em 1980¬†na¬†City¬†University¬†of¬†New York¬†(CUNY).¬†Desde 1995, √© professora de filosofia e pol√≠tica na¬†New¬†School¬†for Social¬†Research.¬†Em um artigo no qual reconstr√≥i sua trajet√≥ria acad√™mica, Fraser reflete em primeira pessoa sobre o que significa ser mulher em uma √°rea pouco afeita √† filosofia feminista e mesmo √† presen√ßa de mulheres. Embora afirme, nesse texto, que teve a sorte de frequentar universidades com um ambiente mais receptivo e mulheres em seus quadros docentes, Fraser reconhece que elas constitu√≠am exce√ß√Ķes em sua √©poca, na qual as mulheres que queriam fazer filosofia tinham de lutar para que fossem levadas a s√©rio. N√£o √© coincid√™ncia, afirma, que algumas das fil√≥sofas feministas mais reconhecidas de sua gera√ß√£o s√≥ encontraram posi√ß√Ķes em outros departamentos: Judith Butler foi para o de ret√≥rica, Seyla Benhabib para o de estudos governamentais e Iris Young para o de ci√™ncias pol√≠ticas (Fraser, 2012).¬†¬†

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No pref√°cio¬†de¬†Unruly¬†Practices¬†(1989), seu primeiro livro, Nancy Fraser se apresenta como uma acad√™mica radical, uma intelectual cr√≠tica politicamente engajada que se mant√©m atenta aos debates te√≥ricos e √†s pr√°ticas pol√≠ticas poss√≠veis e existentes, com o objetivo emancipat√≥rio de aclarar as lutas e os desejos de uma √©poca. √Č nesse esp√≠rito que alguns anos depois ela afirma que o feminismo chegou a um impasse, depois de sucumbir a no√ß√Ķes simplistas de identidade e a uma compreens√£o unilateral da realidade social, que tende a separar economia de cultura e a dar um peso maior √† segunda em detrimento da primeira (Fraser 1997). Suas interven√ß√Ķes sobre feminismo buscam, sobretudo, resolver esse impasse.¬†

De acordo com a autora, no final dos anos 1960, as principais correntes do feminismo estadunidense entraram em um acalorado debate sobre igualdade e diferen√ßa entre homens e mulheres.1 De um lado, feministas pela igualdade defendiam que a opress√£o das mulheres estava diretamente vinculada √† diferen√ßa de g√™nero. Para elas, a distin√ß√£o entre masculino e feminino, que constr√≥i as mulheres como sens√≠veis, fr√°geis e mais inclinadas ao cuidado do que ao racioc√≠nio e ao comando, ajudaria a justificar porque ser√≠amos mais aptas a determinadas atividades, como a cria√ß√£o dos filhos e o cuidado do lar, e n√£o dever√≠amos exercer outras atividades, como aquelas relacionadas √† pol√≠tica, √† economia, √† arte e √† vida intelectual, para as quais possuir√≠amos uma certa ‚Äúinaptid√£o de g√™nero‚ÄĚ. Tendo isso em vista, as feministas pela igualdade defendiam que a emancipa√ß√£o das mulheres exigiria a supera√ß√£o da diferen√ßa de g√™nero. Seria preciso reconhecer que as mulheres s√£o igualmente capazes de raz√£o e podem participar, em p√© de igualdade com homens, das esferas das quais depende a autorrealiza√ß√£o humana.¬†¬†

Segundo Fraser, essa posição dominou o debate até meados da década de 1970, quando foi confrontada pela posição das feministas pela diferença, que rejeitavam a noção de igualdade de gênero como androcêntrica e assimilacionista. Para estas, ao igualarem pura e simplesmente as mulheres aos homens, as feministas igualitárias teriam partido de um padrão masculino e universalizado objetivos, atividades e formas de vida tradicionalmente associados à masculinidade. Como consequência, teriam reforçado a desvalorização do que é associado à feminilidade. Tendo isso em vista, feministas pela diferença defendiam que a emancipação das mulheres exigiria o reconhecimento da diferença de gênero e não a sua superação. Seria preciso lançar mão de políticas de identidade, valorizando as características e atividades associadas à feminilidade, como a sensibilidade e o cuidado.  

Embora o feminismo pela diferen√ßa possua fortes argumentos contra o car√°ter androc√™ntrico da posi√ß√£o igualit√°ria, Fraser sustenta que ele tamb√©m recai em importantes dificuldades. Na medida em que √© constru√≠da em um contexto marcado por assimetrias de poder e rela√ß√Ķes de domina√ß√£o, a diferen√ßa de g√™nero reproduziria uma vis√£o hier√°rquica e essencialista de g√™nero que privilegia homens. Nesse contexto, simplesmente valorizar o conte√ļdo da feminilidade e atribu√≠-lo √†s mulheres significaria impor a elas uma concep√ß√£o drasticamente reduzida de identidade, refor√ßando os estere√≥tipos e as hierarquias de g√™nero existentes. O debate chega, com isso, a um impasse. Se, por um lado, as duas vertentes possuem argumentos persuasivos, por outro, ambas recaem em dificuldades incontorn√°veis. Como resultado, quest√Ķes cruciais permanecem em aberto: Qual a causa da subordina√ß√£o das mulheres? Quais s√£o as melhores medidas para super√°-la? Afirma√ß√£o ou supera√ß√£o da diferen√ßa de g√™nero?¬†¬†

De acordo com Fraser, o debate feminista norte-americano girou em torno dessas quest√Ķes at√© meados da d√©cada de 1980. Nesse momento, mulheres que n√£o eram representadas por nenhuma das duas posi√ß√Ķes explicitaram que ambas ignoravam outros eixos de domina√ß√£o e negligenciavam as diferen√ßas entre as pr√≥prias mulheres. Apesar de suas discord√Ęncias, feministas pela igualdade e pela diferen√ßa teriam universalizado uma √ļnica perspectiva: a da mulher branca, heterossexual e de classe m√©dia. Movimentos de mulheres negras questionaram a universalidade da depend√™ncia das mulheres em rela√ß√£o aos homens e a tese da reclus√£o dom√©stica, ressaltando que muitas mulheres negras n√£o apenas trabalham como tamb√©m sustentam seus filhos sozinhas. Feministas latinas, judias, ind√≠genas e asi√°ticas protestaram contra a refer√™ncia impl√≠cita a mulheres brancas em muitos dos textos e reivindica√ß√Ķes dos feminismos dominantes. Movimentos de mulheres l√©sbicas, al√©m disso, mostraram como boa parte do discurso feminista sobre fam√≠lia, reprodu√ß√£o e identidade estava ancorado em uma perspectiva heteronormativa e incapaz de abarcar seus interesses ou demandas. As principais correntes do feminismo teriam desconsiderado as diferen√ßas entre¬†as mulheres¬†e, com isso,¬†marginalizado e exclu√≠do¬†muitas¬†daquelas que diziam¬†representar.¬†¬†

O resultado desses questionamentos √© uma altera√ß√£o no foco do debate, que passa, no final da d√©cada de 1980, √†s diferen√ßas entre as mulheres. Com isso, vozes que ocupavam as margens se movem para o centro e passam a chamar aten√ß√£o para a multiplicidade das formas de subordina√ß√£o de g√™nero e para o fato de que mulheres participam de movimentos sociais diversos. Nestes, lutam contra diferentes formas de racismo, etnocentrismo, heterossexismo ‚Äď muitas vezes ao lado de homens. Nesse contexto plural, afirma Fraser, n√£o demorou muito para que o limite do foco nas diferen√ßas entre¬†as mulheres fosse percebido. Ao reconhecerem o car√°ter interseccional das formas de subordina√ß√£o e o entrecruzamento entre as diferentes lutas e reivindica√ß√Ķes sociais, as correntes dominantes do feminismo perceberam que as quest√Ķes de g√™nero n√£o podiam ser pensadas isoladamente. Come√ßa assim, na d√©cada de 1990, uma nova fase do debate cujo foco s√£o as m√ļltiplas diferen√ßas interseccionais.¬†¬†

As principais interven√ß√Ķes de Nancy Fraser sobre o feminismo pertencem a essa fase do debate, frente √† qual ela assume uma posi√ß√£o amb√≠gua. Sem deixar de reconhecer os ganhos incontorn√°veis trazidos pelos desenvolvimentos reconstru√≠dos acima, ela identifica problemas importantes nessa fase do debate, marcada por um esquecimento da quest√£o da desigualdade econ√īmica e por uma reposi√ß√£o do impasse diferen√ßa/igualdade em termos mais amplos, para abarcar diversos outros grupos sociais.¬†¬†

De acordo com Fraser, a posi√ß√£o das feministas pela igualdade ecoa nos argumentos de te√≥ricas antiessencialistas, que mant√™m uma postura cr√≠tica perante √† identidade e √† diferen√ßa. Ressaltando, em geral, o car√°ter ficcional e n√£o necess√°rio das identidades, bem como o fato de que estas s√£o constru√≠das em um contexto marcado por assimetrias de poder e rela√ß√Ķes de domina√ß√£o, representantes dessa vertente tendem a rejeitar pol√≠ticas de identidade, que contribuiriam para a reifica√ß√£o e a cristaliza√ß√£o das identidades de grupo. Assumindo uma vers√£o mais extremada, algumas chegam a rejeitar qualquer tipo de identifica√ß√£o coletiva e defendem apenas formas negativas de pol√≠tica, que envolvam a desconstru√ß√£o de identidades (Butler 1990). No caso do feminismo, o objetivo seria descontruir a categoria ‚Äúmulheres‚ÄĚ, explicitando os mecanismos de poder por tr√°s de sua constru√ß√£o; estrat√©gia que tamb√©m poderia ser mobilizada por aqueles que buscam, por exemplo, desestabilizar a diferen√ßa bin√°ria entre homossexuais e heterossexuais.¬†¬†

O cerne do argumento das feministas pela diferen√ßa, por sua vez, ecoa hoje no multiculturalismo. Explicitando que as sociedades contempor√Ęneas est√£o perpassadas por hierarquias culturais de valora√ß√£o que privilegiam determinados grupos, o multiculturalismo padr√£o busca valorizar uma pluralidade de formas de vida, identidades e culturas distintas. Fomentando lutas afirmativas de reconhecimento, ele busca conferir um sentido positivo √†s diferen√ßas, permitindo que elas n√£o sejam mais vistas como meros desvios de uma norma. Com isso, al√©m de favorecer o pluralismo, o multiculturalismo faria com que fosse cada vez mais dif√≠cil para os grupos dominantes estabelecer seus padr√Ķes como universais e construir os valores e comportamentos dos grupos oprimidos como desviantes ou inferiores (Young 1990).¬†¬†

Assim como o debate sobre igualdade/diferen√ßa, o debate entre antiessencialistas/multiculturalistas traz argumentos persuasivos e, ao mesmo tempo, problemas incontorn√°veis. Enquanto as antiessencialistas mostram que as identidades s√£o relacionalmente constru√≠das e que sua afirma√ß√£o possui um potencial de reifica√ß√£o, as multiculturalistas mostram que a mera desconstru√ß√£o dos padr√Ķes culturais de valora√ß√£o existentes n√£o √© suficiente para garantir um reconhecimento plural das diversas formas de vida. Estas permaneceriam desvalorizadas a menos que fossem objeto de pol√≠ticas afirmativas. Dependendo da perspectiva, os objetivos s√£o n√£o s√≥ diferentes como tamb√©m opostos: desconstruir a identidade e a diferen√ßa ou afirm√°-las. Mais uma vez, nos vemos diante de um impasse.¬†

Nancy Fraser procura resolver esse impasse, deslocando-o. Para ela, ao defender pol√≠ticas desconstrutivas ou afirmativas em bloco, tomando as identidades como essencialmente problem√°ticas ou como indistintamente positivas, os dois extremos do debate assumem posi√ß√Ķes unilaterais e perdem de vista quest√Ķes importantes: Quais reivindica√ß√Ķes de identidade refor√ßam rela√ß√Ķes de desigualdade e domina√ß√£o e quais contribuem para o seu questionamento? Quais delas fomentam ou se contrap√Ķem √† amplia√ß√£o da democracia? Ambos perdem de vista que ‚Äúdiferen√ßas culturais s√≥ podem ser livremente elaboradas e democraticamente mediadas sobre a base da igualdade social‚ÄĚ (Fraser, 1997, p.182), motivo pelo qual esta deveria estar no centro de suas preocupa√ß√Ķes. Tendo isso em vista, Fraser apresenta uma compreens√£o democr√°tica radical de justi√ßa e igualdade social e afirma que as identidades s√≥ seriam livres e democr√°ticas em uma sociedade justa na qual todos pudessem participar como pares na vida social. Ela prop√Ķe, assim, uma nova forma de analisar o reconhecimento cultural, tomando-o como uma quest√£o de status e vinculando-o √† redistribui√ß√£o material.¬†¬†

Da perspectiva do status, o n√£o reconhecimento ou falso¬†reconhecimento¬†s√£o compreendidos como resultados de padr√Ķes institucionalizados e hier√°rquicos de valora√ß√£o cultural que impedem que grupos e indiv√≠duos participem igualmente da vida social. Garantir uma forma emancipat√≥ria de reconhecimento exigiria, portanto, a desinstitucionaliza√ß√£o e a transforma√ß√£o dos padr√Ķes de valora√ß√£o cultural que impedem a participa√ß√£o parit√°ria de todos. Essa posi√ß√£o n√£o se confunde inteiramente com nenhuma das duas apresentadas acima. Por um lado, por exemplo, Fraser reconhece a import√Ęncia de pol√≠ticas ‚Äúmulticulturalistas‚ÄĚ que permitiram uma amplia√ß√£o dos curr√≠culos educacionais, incluindo textos antes marginalizados e propiciando uma aprecia√ß√£o positiva da hist√≥ria e das contribui√ß√Ķes de uma pluralidade de grupos e indiv√≠duos. Sempre que alteram os padr√Ķes de valora√ß√£o de um modo que gere ganhos de paridade de participa√ß√£o, essas medidas s√£o positivas. Por outro lado, Fraser rejeita que todas as diferen√ßas devam ser festejadas ou reconhecidas, pois muitas delas podem ser excludentes. Incluir perspectivas racistas ou sexistas n√£o fomenta paridade, mas exclus√£o. Al√©m disso, a autora reitera a cr√≠tica √†s pol√≠ticas de identidade, que tenderiam a assumir concep√ß√Ķes simplistas de grupos, refor√ßando estere√≥tipos e fomentando a conforma√ß√£o a identidades dadas. Mais do que solu√ß√Ķes, essas medidas podem constituir bloqueios √†s pr√°ticas livres e democr√°ticas de forma√ß√£o de identidade, limitando o processo de individua√ß√£o.¬†

Fraser tamb√©m adota uma posi√ß√£o amb√≠gua com rela√ß√£o √†s defensoras do antiessencialismo, ainda que se aproxime mais de seus argumentos. Rejeitando uma vers√£o mais extremada dessa vertente, que concebe o pr√≥prio processo de forma√ß√£o de identidade como reificante e toma toda e qualquer identidade como excludente, Fraser refor√ßa que temos de ser capazes de distinguir as identidades livres e democraticamente elaboradas das identidades reificantes e excludentes. O problema n√£o s√£o as identidades, mas o contexto de desigualdade e injusti√ßa no interior do qual elas s√£o elaboradas. O objetivo, portanto, n√£o pode ser o de desconstruir todas elas por princ√≠pio, mas apenas aquelas que impedem a paridade de participa√ß√£o. Mais do que isso, trata-se tamb√©m de lutar por mais justi√ßa e igualdade social, para garantir condi√ß√Ķes melhores para a forma√ß√£o livre e democr√°tica de identidades. O objetivo n√£o √© meramente negativo.¬†¬†

Para Fraser, ao desestabilizar as diferencia√ß√Ķes de status existentes, a desconstru√ß√£o deve visar uma transforma√ß√£o na autoidentifica√ß√£o de todos que gere ganhos em paridade de participa√ß√£o (Fraser & Honneth, 2003). Ganhos estes que podem tamb√©m depender do reconhecimento e da valoriza√ß√£o de atividades, caracter√≠sticas e formas de vida hoje menosprezadas, ainda que sempre com o cuidado de evitar a reifica√ß√£o e a cristaliza√ß√£o. No caso do g√™nero, por exemplo, a estrat√©gia envolveria valoriza√ß√£o da sensibilidade, das atividades de cuidado e do trabalho dom√©stico, sem atribuir essas caracter√≠sticas ou atividades a mulheres. Longe de simplesmente aumentar a autoestima de um grupo, essa medida transformadora de reconhecimento desestabilizaria a diferencia√ß√£o entre homens e mulheres, permitindo mudan√ßas na autoidentidade de todos e garantindo maior paridade de participa√ß√£o, ao tornar o processo de forma√ß√£o da identidade mais livre e democr√°tico.¬†¬†

A contribui√ß√£o de Fraser ao debate feminista n√£o se restringe, por√©m, √† defesa dessa estrat√©gia transformadora e emancipat√≥ria de reconhecimento. Ela decorre tamb√©m (e principalmente) de sua √™nfase na dimens√£o econ√īmica das injusti√ßas. Para ela, por mais importante que seja, a luta por padr√Ķes n√£o-hier√°rquicos de valora√ß√£o cultural n√£o √© capaz de garantir, sozinha, a efetiva√ß√£o de uma sociedade plenamente justa. Sem redistribui√ß√£o, afirma Fraser, n√£o h√° paridade de participa√ß√£o, nem reconhecimento. A distin√ß√£o entre trabalho produtivo (pago) e trabalho reprodutivo (n√£o-pago), por exemplo, √© central para compreendermos as injusti√ßas de g√™nero. A divis√£o racializada do trabalho, que atribui a negros, imigrantes e minorias √©tnicas os trabalhos mais prec√°rios e com menor remunera√ß√£o, por sua vez, √© central para compreendermos injusti√ßas ‚Äúraciais‚ÄĚ. Al√©m disso, sem que se leve em conta a desigualdade material, n√£o √© poss√≠vel compreender formas de injusti√ßa que acometem homens brancos, que n√£o sofrem (em princ√≠pio) de nenhum tipo de injusti√ßa de reconhecimento cultural. Discutir reconhecimento e justi√ßa como um todo exige, portanto, a ado√ß√£o de uma perspectiva multidimensional que seja capaz de abarcar tamb√©m as dimens√Ķes econ√īmicas das injusti√ßas, inclusive as de reconhecimento. Ao perder de vista a quest√£o da justi√ßa social, o debate antiessencialistas/multiculturalistas n√£o teria reca√≠do apenas em uma discuss√£o unilateral sobre identidade. Teria tamb√©m deixado de lado uma importante dimens√£o das injusti√ßas, a econ√īmica, sem a qual n√£o √© poss√≠vel compreender as inter-rela√ß√Ķes entre injusti√ßas de reconhecimento e m√°-distribui√ß√£o.¬†¬†

A import√Ęncia das quest√Ķes econ√īmicas constitui o ponto de partida para uma cr√≠tica contundente de Fraser √†s posi√ß√Ķes antiessencialistas e multiculturalistas. Ao explicit√°-la, por√©m, seu principal objetivo √© se contrapor a uma tend√™ncia mais ampla que caracterizaria o cen√°rio pol√≠tico e acad√™mico como um todo: o deslocamento da redistribui√ß√£o para o reconhecimento (Fraser 1997). Segundo Fraser, o fim do ‚Äúsocialismo real‚ÄĚ, com a queda do muro de Berlim e o fim da URSS, em conjunto com o acelerado processo de globaliza√ß√£o, teriam levado √† politiza√ß√£o das diferen√ßas de g√™nero, ‚Äúra√ßa‚ÄĚ, sexualidade e etnia e √† despolitiza√ß√£o da economia, cada vez menos contestada pelos movimentos sociais e discutida por te√≥ricos cr√≠ticos e sociais. Nesse cen√°rio, denominado por ela de ‚Äúp√≥s-socialista‚ÄĚ, o reconhecimento cultural estaria deslocando a redistribui√ß√£o material como medida para sanar as injusti√ßas e a luta por reconhecimento estaria se tornando a forma paradigm√°tica de conflito, fazendo com que a domina√ß√£o cultural suplantasse a explora√ß√£o como injusti√ßa fundamental. E isso num contexto em que a desigualdade material √© gritante e crescente.¬†

Fraser v√™ esse cen√°rio com preocupa√ß√£o e defende que s√≥ uma abordagem que integre os insights trazidos pela cr√≠tica da economia e da cultura seria capaz de dar conta da complexidade das sociedades contempor√Ęneas, cuja reprodu√ß√£o depende de pelo menos dois diferentes mecanismos sociais: os econ√īmicos e os culturais. A cultura n√£o reflete, como superestrutura, a economia, nem esta pode ser entendida como um simples reflexo daquela, motivo pelo qual ambas teriam de ser analisadas em suas especificidades. Tanto uma vis√£o economicista que reduza as injusti√ßas existentes √†quelas referentes √† redistribui√ß√£o, quanto uma culturalista que as reduza √†quelas referentes ao reconhecimento, possuem compreens√Ķes simplistas e incompletas das pr√°ticas sociais. N√£o √© poss√≠vel remeter o conjunto das injusti√ßas sociais existentes a uma √ļnica origem, motivo pelo qual tamb√©m n√£o √© suficiente combater qualquer um deles isoladamente. Os diferentes tipos de injusti√ßa exigem uma teoria social cr√≠tica dualista; da mesma forma, para que ambos sejam superados, s√£o necess√°rias mudan√ßas tanto na economia, via medidas de redistribui√ß√£o, quanto nos padr√Ķes culturais de valora√ß√£o, por meio do reconhecimento.¬† ¬†

Ao longo das √ļltimas d√©cadas, Fraser dedicou seus esfor√ßos para promover a integra√ß√£o entre reconhecimento e redistribui√ß√£o. A hist√≥ria, ela admite, n√£o caminhou nessa dire√ß√£o. As lutas por reconhecimento continuaram a florescer, mas em um contexto no qual a desigualdade material permaneceu largamente inquestionada. Em textos recentes (Fraser 2013), Fraser afirma que h√°, para al√©m do deslocamento da redistribui√ß√£o ao reconhecimento, um outro motivo para isso: demandas por reconhecimento e cr√≠ticas feministas v√™m sendo cooptadas pelo neoliberalismo para legitimar uma transforma√ß√£o estrutural da sociedade capitalista.¬†¬†

Assim como a cr√≠tica de esquerda ao car√°ter alienante e mec√Ęnico do trabalho no capitalismo industrial foi mobilizada para justificar rela√ß√Ķes mais flex√≠veis e prec√°rias de trabalho, a reivindica√ß√£o pela entrada das mulheres na esfera da produ√ß√£o, que levou ao desmoronamento do ideal do sal√°rio familiar e permitiu √†s mulheres maior autonomia financeira, teria sido utilizada para justificar uma redu√ß√£o massiva dos ganhos salariais. Al√©m disso, o neoliberalismo tamb√©m teria ressignificado demandas pela inclus√£o de membros de diversos grupos oprimidos em cargos de lideran√ßa, dos quais permaneciam amplamente exclu√≠dos. Mobilizando um discurso de inclus√£o pelo topo, ele ‚Äúatende‚ÄĚ √† demanda de uma pequena elite desses grupos, sem colocar em xeque as causas estruturais das opress√Ķes que eles experienciam em geral. Um exemplo disso, afirma Fraser, diz respeito ao pr√≥prio feminismo, que muitos parecem compreender hoje como um movimento que luta pelo aumento da presen√ßa das mulheres em cargos de lideran√ßa. Compreendendo a emancipa√ß√£o das mulheres de forma restrita, essa perspectiva n√£o coloca em xeque a divis√£o sexista do trabalho, nem a hierarquia empresarial ou a desigualdade de sal√°rios no mundo do trabalho. Pelo contr√°rio, tomando-as como ponto de partida, seu objetivo parece ser apenas o de incluir mais mulheres no topo. Trata-se, segundo Fraser, de um neoliberalismo progressista que retoma o feminismo pela igualdade, agora na forma de um feminismo para o 1%. O discurso neoliberal consegue, assim, mobilizar elementos dos discursos emancipat√≥rios para conferir um verniz ‚Äúprogressista‚ÄĚ √† precariza√ß√£o dos empregos, √† dupla jornada para as mulheres mais pobres e aos n√≠veis salariais menores.¬†

Ao explicitar esses desenvolvimentos, o objetivo de Fraser n√£o √© defender que o feminismo ou as lutas por reconhecimento sejam inerentemente problem√°ticas ou que estejam condenados desde sempre a serem ressignificados para prop√≥sitos capitalistas. Isso, contudo, tamb√©m n√£o significa que n√£o seja necess√°rio compreender quais elementos favorecem tal coopta√ß√£o, inclusive para evit√°-la. √Č nesse sentido que Fraser aponta para os limites de alguns movimentos feministas que, ao identificarem a emancipa√ß√£o das mulheres √† sua entrada na esfera produtiva, n√£o d√£o a devida aten√ß√£o √† import√Ęncia da esfera reprodutiva. Para ela, a efetiva inclus√£o das mulheres na esfera da produ√ß√£o requer transforma√ß√Ķes mais profundas na divis√£o de trabalho (inclusive dom√©stico) entre homens e mulheres, nas exig√™ncias do trabalho produtivo e na fronteira entre produ√ß√£o e reprodu√ß√£o. Fraser, todavia, n√£o para por aqui e procura apontar para a exist√™ncia de uma contradi√ß√£o entre capital e cuidado que, na contram√£o da tend√™ncia acima, explicita uma tens√£o constitutiva entre feminismo e capitalismo.¬†¬†

Para explicar essa forma de contradi√ß√£o, a autora ressalta a import√Ęncia das atividades reprodutivas, mostrando que elas s√£o indispens√°veis para a manuten√ß√£o dos v√≠nculos sociais sem os quais a sociedade n√£o tem como funcionar.¬†Segundo ela,¬†sem que as pessoas tenham e criem¬†seus filhos, mantenham os lares e¬†se engajem em atividades¬†que ajudam a manter la√ßos sociais e¬†horizontes¬†compartilhados,¬†nem a sociedade nem o pr√≥prio capitalismo teriam como continuar a existir. O problema √© que, orientado √† valoriza√ß√£o do capital, o capitalismo tende a mercantilizar as diversas esferas sociais, colocando essas atividades e a¬†si mesmo¬†em risco.¬†Essa contradi√ß√£o, afirma, vem se intensificando¬†no cen√°rio contempor√Ęneo, no qual¬†o avan√ßo da¬†produ√ß√£o tem¬†corro√≠do as condi√ß√Ķes¬†para a¬†realiza√ß√£o¬†das atividades reprodutivas.¬†¬†

Marcado pelo desinvestimento estatal e pela desregulamenta√ß√£o das rela√ß√Ķes de trabalho, o capitalismo financeirizado contempor√Ęneo possibilita, no curto prazo, um processo acelerado de valoriza√ß√£o do capital, mas recoloca press√£o sobre as atividades de cuidado, ao jogar novamente para as fam√≠lias maiores responsabilidades pelo cuidado, ao mesmo tempo em que tira delas as condi√ß√Ķes de exerc√™-lo. O n√ļmero de horas de trabalho necess√°rio ao sustento da casa vem aumentando com a redu√ß√£o dos sal√°rios e fazendo com que as pessoas tenham cada vez menos tempo e possibilidades de realizar atividades de cuidado e de se dedicar a v√≠nculos sociais e tarefas dom√©sticas. Ao mesmo tempo, o Estado assume cada vez menos responsabilidade por essas atividades, entregando parte dos servi√ßos que executava para a iniciativa privada e exigindo que as pessoas transfiram o trabalho dom√©stico e de cuidado para outros. Isso resulta n√£o apenas na tend√™ncia de atrasar ou rever a escolha de ter filhos, mas tamb√©m na explos√£o do mercado do cuidado. Cada vez mais as mulheres pobres e de zonas rurais passam a cuidar dos filhos e das casas das mulheres mais privilegiadas e s√£o colocadas em uma situa√ß√£o quase insustent√°vel. Al√©m disso, a tend√™ncia de incluir as tarefas de reprodu√ß√£o no √Ęmbito produtivo leva √† fragiliza√ß√£o dos v√≠nculos e rela√ß√Ķes sociais, sem os quais a pr√≥pria disposi√ß√£o √† coopera√ß√£o √© colocada em risco.¬†¬†

Vemos, desse modo, que Fraser identifica no capitalismo uma tend√™ncia de englobar todas as atividades √† esfera produtiva. Ao mesmo tempo, ela mostra a irredutibilidade da reprodu√ß√£o √† produ√ß√£o. Com isso, ela aponta para um limite inscrito no desenvolvimento do capitalismo, que coloca em risco as atividades de cuidado, das quais depende. Contradi√ß√£o que √© percebida quando tomamos quest√Ķes de g√™nero como ponto de partida. Para Fraser, portanto, n√£o h√° uma afinidade eletiva entre feminismo e capitalismo. Pelo contr√°rio, o feminismo para os 99% √© anticapitalista, ao menos em sua forma financeirizada (Fraser et al, 2019).¬†

Em¬†Capitalismo em debate (2018) Fraser desenvolve essa posi√ß√£o e explicita que outras formas de opress√£o e crise social est√£o diretamente vinculadas ao capitalismo enquanto ordem social institucionalizada. Ela explicita a dimens√£o racial e colonial da contradi√ß√£o econ√īmica do capitalismo, que depende da expropria√ß√£o de trabalhadores n√£o-brancos; a tend√™ncia do capitalismo de exaurir a natureza tratando-a como insumo para a produ√ß√£o, o que gera crises ecol√≥gicas; a tend√™ncia do capitalismo de tentar se livrar de todas as formas de regula√ß√£o pol√≠tica, gerando crises da democracia. Ao explicitar a especificidades dessas diversas formas de contradi√ß√£o e crise e mostrar que cada uma delas est√° diretamente atrelada √† sociedade capitalista, Fraser aponta para a exist√™ncia de um v√≠nculo entre capitalismo e opress√£o racial, subordina√ß√£o de g√™nero, crise ecol√≥gica, crise da democracia e crise econ√īmica, assim como para a possibilidade de vincular os diferentes conflitos sociais em uma mesma teoria cr√≠tica do capitalismo.¬†

 

Bibliografia citada 

BUTLER, J. Gender Trouble. Feminism and the Subversion of Identity. New York: Routledge, 1990 [Problemas de Gênero. Feminismo e a Subversão da identidade. São Paulo: Civilização Brasileira, 2003].  

FRASER, N. Unruly Practices. Power, discourse and gender in contemporary social theory. Minneapolis: University of Minnesota Press, 1989.  

_______. Justice Interruptus. Critical reflections on the ‚Äúpostsocialist‚ÄĚ condition.¬†New York: Routledge, 1997.¬†

FRASER, N.; HONETH, A. Redistribution or Recognition? A political-philosophical exchange. New York: Verso, 2003.  

FRASER, N. Scales of Justice: Reimagining Political Space in a Globalizing World. Cambridge: Polity Press, 2008. 

FRASER, N. Tales from the Trenches: On Women Philosophers, Feminist Philosophy, and the Society. The Journal of Speculative Philosophy, v. 26, n. 2, 2012.  

FRASER, N. Fortunes of Feminism. From State-Managed Capitalism to Neoliberal Crisis. New York: Verso, 2013.  

FRASER, N.; JAEGGI, R. Capitalism: a conversation in critical theory. Cambridge: Polity Press, 2018 [Capitalismo em debate: uma conversa na teoria crítica. São Paulo: Boitempo, 2020]. 

FRASER, F.; ARUZZA, C.; BHATTACHARYA, T.  Feminism of the 99%: A manifesto. New York: Verso, 2019 [Feminismo para os 99%: Um Manifesto. São Paulo: Boitempo, 2019]. 

YOUNG, I. Justice and the politics of difference. Princeton: Princeton University Press, 1990. 

 

Fonte, Literatura Secundária e outros materiais 

Livros de Nancy Fraser  

FRASER, N. Unruly Practices. Power, discourse and gender in contemporary social theory. Minneapolis: University of Minnesota Press, 1989.  

FRASER, N.; BUTLER, J.; BENHABIB, S.; CORNELL, D.¬†Feminist contentions: a philosophical exchange.¬†New York:¬†Routledge, 1995 [Debates Feministas: um interc√Ęmbio filos√≥fico. S√£o Paulo: UNESP, 2018.]¬†

FRASER, N.; BARTKY, S.; (orgs). Revaluing French Feminism: Critical Essays on Difference, Agency and Culture. Indianapolis: Indiana University Press, 1992. 

FRASER, N.¬†Justice Interruptus. Critical reflections on the ‚Äúpostsocialist‚ÄĚ condition.¬†New York: Routledge, 1997.¬†

FRASER, N.; BENHABIB, S. (Orgs).¬†Pragmatism, critique, judgment: essays for Richard J. Bernstein. Cambridge (MA): MIT‚ÄĮPress Books, 2004.¬†

FRASER, N.; HONETH, A. Redistribution or Recognition? A political-philosophical exchange. New York: Verso, 2003.  

FRASER, N. Radical Imagination. Between Recognition and Redistribution. Cambridge: Cambridge University Press, 2003.
 

FRASER, N. Scales of Justice: Reimagining Political Space in a Globalizing World. Cambridge: Polity Press, 2008. 

FRASER, N. Fortunes of Feminism. From State-Managed Capitalism to Neoliberal Crisis. New York: Verso, 2013.  

FRASER, N.; JAEGGI, R. Capitalism: a conversation in critical theory. Cambridge: Polity Press, 2018 [Capitalismo em debate: uma conversa na teoria crítica. São Paulo: Boitempo, 2020]. 

FRASER, F.; ARUZZA, C.; BHATTACHARYA, T.  Feminism of the 99%: A manifesto. New York: Verso, 2019 [Feminismo para os 99%: Um Manifesto. São Paulo: Boitempo, 2019]. 

Artigos/Capítulos (com tradução para o português) 

FRASER, N. What‚Äôs Critical About Critical Theory? The case of Habermas and the Gender.¬†New¬†German¬†Critique,¬†n.35, pp. 97-131, 1985. [‚ÄúQue √© Cr√≠tico na Teoria Cr√≠tica? O Argumento de Habermas e o G√™nero‚ÄĚ. In:¬†Feminismo como Cr√≠tica da Modernidade,¬†Benhabib, S. e Cornell, D. (orgs.), Rio de Janeiro: Rosa dos Tempos, 1987]¬†¬†

FRASER, Nancy. Solidarity or Singularity?¬†Richard¬†Rorty¬†Between Romanticism and Technocracy.¬†Praxis¬†international,¬†v. 8, n. 3, 1988.¬†[Solidariedade ou singularidade? Richard¬†Rorty¬†entre o Romantismo e a tecnocracia.¬†Redescri√ß√Ķes, v. 2, n.1, 2010].¬†

FRASER, N. ‚ÄúStruggle over needs: outline of a Socialist-Feminist Critical Theory of Late Capitalist Political Culture‚ÄĚ.¬†In:¬†Unruly Practices. Power, discourse and gender in contemporary social theory.¬†Minneapolis:¬†University¬†of¬†Minnesota Press,¬†1989.¬†[‚ÄúA Luta pelas Necessidades: Esbo√ßo de uma Teoria Cr√≠tica Socialista-Feminista da Cultura Pol√≠tica do Capitalismo Tardio‚ÄĚ. In: LAMAS, Marta (org). Cidadania e Feminismo. S√£o Paulo: Melhoramentos, 1999].¬†

FRASER, Nancy; GORDON, Linda. Contract versus Charity: Why Is There No Social Citizenship in the United States? Socialist review, v.22, n.3, pp. 45-67, 1992 [Contrato vs. Caridade: Por que não existe cidadania social nos Estados Unidos? Trad. Angela Maria Moreira. Revista Crítica de Ciências Sociais, n. 42, p. 27-52, 1995]. 

FRASER, N. Beyond the Master/Subject Model: On Carole¬†Pateman‚Äôs¬†The Sexual contract.¬†Social¬†Text,¬†v. 37, 1993¬†[‚ÄúPara al√©m do modelo senhor/serva: sobre¬†O contrato sexual, de¬†Carole¬†Pateman‚ÄĚ. In:¬†Biroli, F.; Miguel, L. F. (orgs.).¬†Teoria pol√≠tica feminista:¬†Textos centrais.¬†Vinhedo:¬†Editora¬†Horizonte, 2013].¬†

FRASER, N.¬†From Redistribution to Recognition? Dilemmas of Justice in a¬†‚ÄúPostsocialist‚ÄĚ Age.¬†New¬†Left¬†Review, 212, 1995. [‚ÄúDa redistribui√ß√£o ao reconhecimento? Dilemas da justi√ßa da era p√≥s-socialista‚ÄĚ. In:¬†Democracia Hoje.¬†Souza, Jess√© (Org.). Bras√≠lia: Editora Universidade de Bras√≠lia, 2001].¬†

FRASER, N. A rejoinder to Iris Young. New Left Review,‚ÄĮn.223, 1997. [Uma¬†r√©plica¬†a¬†Iris Young.¬†Revista Brasileira de Ci√™ncia Pol√≠tica, Bras√≠lia, v. 1, n.2, 2009].¬†

FRASER, N. Heterosexism, Misrecognition and Capitalism: A Response to Judith Butler. Social Text, v. 13, n. 52-53, p. 279-89, p. 1997 [Heterossexismo, falso reconhecimento e capitalismo: uma resposta a Judith Butler. Ideias, v. 8, n. 1, 2017]. 

FRASER, N. A future for Marxism. New politics (New Series), v. 4, n. 4, 1998 [Um futuro para o Marxismo. Novos Rumos, v. 29, n. 15, 1999].  

FRASER, N. Rethinking Recognition. New Left Review, n. 3, 2000, pp. 107-120 [Repensando o Reconhecimento. Enfoques, v. 9, n.1, 2010].  

FRASER, N.  Recognition without ethics. Theory, Culture, and Society, v. 18, n. 2, 2001 [Reconhecimento sem ética. Lua Nova, n. 70, 2007].  

FRASER, N.¬†Pour¬†une politique¬†f√©ministe¬†√†¬†l’√Ęge¬†de¬†la¬†reconnaissance:¬†approche¬†bi-dimensionnelle¬†et justice entre¬†les¬†sexes.¬†Actuel¬†Marx, v. 30, 2001 [Feminist Politics in the Age of Recognition: A Two-Dimensional Approach to Gender Justice.¬†Studies¬†in Social Justice, v.1, n.1, 2001 –¬†Pol√≠ticas feministas na era do reconhecimento: uma abordagem bidimensional da justi√ßa de g√™nero. In: BRUSCHINI, C.; UNBEHAUM, S. (Org.).G√™nero, democracia e sociedade brasileira. S√£o Paulo: Editora 34, 2002].¬†

FRASER, Nancy. Redistribui√ß√£o ou reconhecimento? Classe e status na sociedade contempor√Ęnea.¬†Interse√ß√Ķes – Revista de Estudos Interdisciplinares, UERJ, ano 4, n.1, p. 7-32, 2002.¬†

FRASER, N. Mapping the Feminist Imagination: From Redistribution to Recognition to Representation. Constallations: An International Journal of Critical and Democratic Thoery. v.13, n.3, 2005 [Mapeando a imaginação feminista: da redistribuição ao reconhecimento e à representação. Revista de Estudos Feministas, v. 15, n. 2, 2007]. 

FRASER, N. Reframing Justice in a Globalizing World. New Left Review, v. 36, 2005 [Reenquadrando a justiça em um mundo globalizado. Lua Nova: Revista de Cultura e Política, n. 77, 2009]. 

______.¬†Feminism,¬†Capitalism,¬†and¬†the¬†Cunning¬†of¬†History.¬†New¬†Left¬†Review, n. 36, 2009 [Feminismo, capitalismo e a ast√ļcia da hist√≥ria.¬†Media√ß√Ķes ‚Äď Revista de Ci√™ncias Sociais, v. 14, n. 2, 2009].¬†¬†

FRASER, N. ‚ÄúMarchandisation, protection¬†sociale¬†et¬†√©mancipation¬†les ambivalences du¬†f√©minisme¬†dans la¬†crise¬†du¬†capitalisme‚ÄĚ.¬†In:¬†Fran√ßoise¬†Milewski,‚ÄĮH√©l√®ne¬†P√©rivier¬†(Orgs).¬†Les¬†discriminations¬†entre¬†les¬†femmes¬†et¬†les¬†hommes. Paris: Science¬†Po, 2011 [Mercantiliza√ß√£o, prote√ß√£o social e emancipa√ß√£o: As ambival√™ncias do feminismo na crise do capitalismo.¬†Revista¬†Direito¬†GV, 7, 2011].¬†

FRASER, N. Behind Marx’s hidden abode, for an Expanded Conception of Capitalism. New Left Review, v. 86, 2014 [Por trás do laboratório secreto de Marx: por uma concepção expandida do capitalismo. Direito e Práxis, v. 6, n. 1, 2015]. 

FRASER, N. Legitimation crisis? On the political contradictions of financialized capitalism.¬†Critical¬†Historical¬†Studies, v.2, n.2, pp.157-189, 2015 [Crise de legitima√ß√£o? Sobre as contradi√ß√Ķes pol√≠ticas do capitalismo¬†financeirizado.‚ÄĮCadernos De Filosofia Alem√£: Cr√≠tica e Modernidade,‚ÄĮ23(2), 153-188, 2018].‚ÄĮ¬†

 

Textos em inglês (ainda sem tradução e que não estão nos livros):  

FRASER, N. Adjudicating between Competing Social Descriptions. New York: Thesis (Ph. D.) РCity University of New York, 1980. 

FRASER, N. Toward a Discourse Ethics of Solidarity. Praxis International, v. 5, n. 4, 1986. 

FRASER, N. On the Political and the Symbolic: Against the Metaphysics of Textuality. Boundary 2, v. 14, n. 1/2, 1986. 

FRASER, N; NICHOLSON, L. Social criticism without philosophy: an encounter between‚ÄĮfeminism‚ÄĮand‚ÄĮpostmodernism.‚ÄĮSocial Text, n. 21, 1989.¬†

FRASER, N. Rethinking the public sphere: a contribution to the critique of actually existing democracy.¬†In: CALHOUN, C.(Ed.). Habermas¬†and¬†the¬†public¬†sphere. Cambridge: M.I.T. Press, 1991. pp. 109-142 [Repensando¬†la¬†esfera p√ļblica: una¬†contribuci√≥n¬†a¬†la¬†cr√≠tica de¬†la¬†democracia¬†actualmente¬†existente.¬†Revista¬†Ecuador Debate, n.‚ÄĮ46,‚ÄĮs/n,‚ÄĮ1999]. ‚ÄĮ¬†

FRASER, N.¬†‚ÄúClintonism, Welfare, and the Antisocial Wage: The Emergence of a Neoliberal Political Imaginary‚ÄĚ. In: CALLARI, CULLENBERG; BIEWENER (orgs).¬†Marxism in the Postmodern Age: Confronting the New World Order. New York: Critical Perspectives, 1993.¬†

FRASER, N.¬†‚ÄúPolitics, Culture, and the Public Sphere: Toward a Postmodern Conception‚ÄĚ. In: NICHOLSON; SEIDMAN (orgs).¬†Social Postmodernism. Cambridge University Press, 1995.¬†

FRASER, N.¬†‚ÄúReply to¬†Zylan‚ÄĚ.¬†Signs, vol.21, n. 2, 1996.¬†

FRASER, N.¬†‚ÄúMulticulturalism and Gender Equity: The US ‘Difference’ Debates Revisited‚ÄĚ.¬†Constellations, v.3, n.1, 1996.¬†

FRASER, N.¬†‚ÄúThe Force of Law:¬†Mataphysical¬†or Political?‚ÄĚ In: HOLLAND, Nancy J. (org). Feminist Interpretations of Jacques Derrida. The Pennsylvania State University Press, 1997.¬†¬†

FRASER, N.¬†‚ÄúCommunication, Transformation, and Consciousness-raising‚ÄĚ. In: CALHOUN, C.; McGowan, J. (org). Hannah Arendt and the Meaning of Politics. University of Minnesota Press, 1997.¬†

FRASER, N. Why Overcoming Prejudice is Not Enough: A Rejoinder to Richard Rorty. Critical Horizons, v.1, n.1, 2000. 

FRASER, N.¬†‚ÄúToward a¬†Nonculturalist¬†Sociology of Culture: On Class and Status in Globalizing Capitalism‚ÄĚ. In: JACOBS, M. D.; HANRAHAN, N. W. (orgs).¬†Blackwell Companion to the Sociology of Culture. London: Blackwell Publishers, 2004.¬†¬†

FRASER, N. Identity, Exclusion, and Critique: A Response to Four Critics. European Journal of Political Theory, v.6, n.3, 2007. 

FRASER, N.  Who counts? Dilemmas of Justice in a Postwestphalian World. Antipode, v. 41, n. 1, 2009. 

FRASER, N.¬†Injustice at Intersecting Scales: On ‘Social Exclusion’ and the ‘Global Poor‚Äô. ‚ÄĮEuropean Journal Of Social Theory, v. 13, n.3, 2010.¬†

FRASER, N. Tales from the Trenches: On Women Philosophers, Feminist Philosophy, and the Society. The Journal of Speculative Philosophy, v. 26, n. 2, 2012.  

FRASER, N.¬†A Triple Movement.‚ÄĮNew Left Review, n. 81, 2013.¬†

FRASER, N.¬†Can Society be Commodities all the Way Down? Post-Polanyian.¬†Reflections on Capitalist Crisis.‚ÄĮEconomy and‚ÄĮSociety, v. 43, n. 4, 2014.¬†

FRASER, N.¬†Feminism’s Two Legacies: A Tale of Ambivalence.‚ÄĮSouth Atlantic Quarterly, v.114, n.4, 2015.¬†

FRASER, N. Contradictions of Capital and Care. New Left Review, v. 100, 2016. 

FRASER, N. Expropriation and Exploitation in Racialized Capitalism: A Reply to Michael Dawson. Critical Historical Studies, v. 3, n. 1, 2016. 

FRASER, N. A Triple Movement? Parsing the Politics of Crisis after Polanyi. In: KIRN, G.; BURCHARD, M.; Beyond neoliberalism. Social Analysis after 1989. Palgrave Macmillan, 2017.  

FRASER, N.¬†From Progressive Neoliberalism to Trump — and Beyond,‚ÄĮAmerican Affairs,¬†v. 1, n. 4, 2017.¬†

FRASER, N.¬†A New Form of Capitalism? A Reply to¬†Boltanski¬†and¬†Esquerre.‚ÄĮNew Left Review, n. 106, pp. 57-65, 2017.¬†

FRASER, N.¬†A Tale of Two Cities – and Three Generations.‚ÄĮPhilosophy and Social Criticism, v. 43, n. 3, pp. 264-265, 2017.¬†

FRASER, N.¬†“Crisis of Care? On the Social-Reproductive Contradictions of Contemporary Capitalism”. In: BHATTACHARYA, T. (org),‚ÄĮSocial Reproduction Theory: Remapping Class,¬†Recentring¬†Oppression. Chicago: University of Chicago, 2017.¬†

FRASER, N.¬†“Progressive Neoliberalism vs. Reactionary Populism: A Hobson’s Choice”. In: GEISELBERGER, H (org),‚ÄĮThe Great Regression. Wiley, 2017.¬†

 

Entrevistas em inglês  

FRASER, Nancy; NAPLES, Nancy. To interpret the world and to change it: an interviewwith Nancy Fraser. Signs, v. 29, n. 4, p. 1103-1124, 2004. 

FRASER, Nancy; DAHL, Hanne Marlene; STOLTZ, Pauline; WILLIG, Rasmus. ‚ÄúRecognition, Redistribution and Representation in Capitalist Global Society: An Interview with Nancy Fraser‚ÄĚ. Acta¬†Sociologica, vol. 47, n. 4, 2004.¬†¬†

FRASER, Nancy; LIAKOVA, Marina. ‚ÄúEmancipation is not an All or Nothing Affair: Interview with Nancy Fraser‚ÄĚ.¬†Critique &¬†Humanism, n. 26, 2008. Dispon√≠vel em: http://www.eurozine.com/articles/2008-08-01-fraser-en.html. Acesso em: 02/11/2012.¬†

FRASER, Nancy; GOMES-MULLER, Alfredo; ROCKHILL, Gabriel. “Global Justice and the Renewal of Critical Theory: a dialogue with Nancy Fraser. Eurozine, 2009. Disponível em: http://www.eurozine.com/articles/2009-04-21-fraser-en.html 

 

Textos sobre Nancy Fraser em Inglês 

ALLEN, A. The Politics of Ourselves: Power, Autonomy and Gender in Contemporary Critical Theory. New York: Columbia University Press, 2008. 

BARGU, B.; BOTTICE, C. Feminism, capitalism and critique. Essays in honor of Nancy Fraser. New York: Palgrave Macmillan, 2017. 

BENHABIB, S. ‚ÄúFrom Redistribution to Recognition? The paradigm¬†change¬†of contemporary¬†politcs‚ÄĚ. In: The Claims of Culture: equality and diversity in the Global Era. New Jersey: Princeton University Press, 2002.¬†

BHANDAR, Brenda; da Silva, Denise Ferreira.¬†White Feminist Fatigue Syndrome. A Reply to Nancy Fraser.‚ÄĮCritical¬†Legal¬†Thinking,¬†2013 [Tradu√ß√£o em Universidade N√īmade:¬†http://uninomade.net/tenda/a-sindrome-cansei-da-feminista-branca-uma-resposta-a-nancy-fraser/]¬†

BUTLER, Judith. ‚ÄúMerely Cultural‚ÄĚ. New Left Review, n. 227, 1998 [Meramente¬†cultural.¬†Ideias,¬†v.8, n. 1, 2017].¬†¬†

DAWSON, M. Hidden in Plain Sight: A Note on Legitimation Crises and the Racial Order. Critical Historical Studies, v.3, n.1, 2016. 

FORST, Rainer. ‚ÄúFirst Things First: Redistribution, Recognition and Justification‚ÄĚ. In: OLSON, Kevin (org.). Adding Insult to Injury: Nancy Fraser Debates Her Critics. London: Verso, 2008.¬†

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LOVELL, T. (org), (Mis)Recognition, Social Inequality and Social Justice. Nancy Fraser and Pierre Bourdieu. New York: Routledge, 2007.  

________. Nancy Fraser‚Äôs Integrated Theory of Justice: A ‚ÄėSociologically Rich‚Äô Model for a Global Capitalist Era?¬†Law, Social Justice & Global Development Journal (LGD),¬†v.1, 2007.¬†¬†

NASH, K. (Org.) Transnationalizing the public sphere. Nancy Fraser et al. Cambridge: Polity, 2014. 

OLSON. K. Recognizing Gender, Redistributing Labour. Social Politics, v.9, n.3, 2002.  

OLSON, K. (Org). Adding Insult to injury. Nancy Fraser debates her critics. New York: Verso, 2008. 

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THOMPSON, S. Is Redistribution a Form of Recognition? Comments on the Fraser‚ÄďHonneth¬†Debate.¬†Critical Review of International Social and Political Philosophy,¬†v. 8, n. 1, 2005.¬†¬†

YAR, M. Beyond Nancy Fraser‚Äôs ‚ÄėPerspectival Dualism‚Äô.¬†Economy and Society, v. 30, n. 1, 2001.¬†¬†

YOUNG, I. Unruly Categories: A Critique of Nancy Fraser’s Dual System Theory. New Left Review, n. 222. 1997, pp. 147-160.  

ZURN, C. Arguing Over Participatory Parity: On Nancy Fraser’s Conception of Social Justice. Philosophy Today, v. 47, 2003, pp.130-144.
 

______. Identity or Status? Struggles over ‚Äėrecognition‚Äô in Fraser,¬†Honneth, and Taylor.¬†Constellations, v. 10, n. 4, 2003, pp. 519-537.¬†¬†

 

Textos sobre Nancy Fraser em português  

ABREU, M. A. (Org.) Redistribuição, reconhecimento e participação. Diálogos sobre igualdade de gênero. Brasília: IPEA, 2011. 

AVRITZER, L. ‚ÄúDo reconhecimento do¬†self¬†a uma pol√≠tica institucional de reconhecimento: uma abordagem pol√™mica entre Axel¬†Honneth¬†e Nancy Fraser‚ÄĚ.¬†Anpocs¬†2007 ST Teoria Social.¬†CD- ROM.¬†¬†

BRESSIANI. N. Redistribui√ß√£o e Reconhecimento: Nancy Fraser entre J√ľrgen Habermas e Axel¬†Honneth. Cadernos CRH, Salvador, v. 24, n. 62 p.331-352, 2011.¬†

______. Multiculturalismo ou desconstrução? Reconhecimento em Young e Fraser. Humanidades em diálogo, v. 1, n. 1, 2007. 

______. Algumas considera√ß√Ķes sobre o estatuto da cr√≠tica em Nancy Fraser.¬†Humanidades em Di√°logo,¬†v. 3. n. 1, 2010.¬†

BRETAS, A. O heterossexismo é meramente cultural? Judith Butler e Nancy Fraser em diálogo. Ideiais, v. 8, n.1, 2017. 

BUENO, A. et al. Para uma crítica das crises do capitalismo: Entrevista com Nancy Fraser. Perspectiva, v. 49, 2017. 

CYFER, I. Feminismo, identidade e exclusão política em Judith Butler e Nancy Fraser. Ideias, v. 8, n.1, 2017. 

LIMA, F. J. G. Para além do dilema redistribuição-reconhecimento: Nancy Fraser e a concepção bidimensional de justiça. Ethic@ РAn international journal of moral philosophy, v. 15, n. 1, 2016.  

LUBENOW, J. A. As cr√≠ticas de Axel¬†Honneth¬†e Nancy Fraser √† filosofia pol√≠tica de J√ľrgen Habermas.¬†Veritas, Porto Alegre, v. 55 n. 1, 2010 p. 121-134.¬†

MARIANO, J. ‚ÄĮDebates feministas sobre Direito, justi√ßa‚ÄĮe reconhecimento: uma‚ÄĮreflex√£o‚ÄĮa‚ÄĮpartir do modelo te√≥rico de Nancy Fraser. Media√ß√Ķes, Londrina, v. 14, n.2, p. 34-51, 2009¬†

MATTOS, P.‚ÄĮO reconhecimento, entre a justi√ßa e a identidade.‚ÄĮLua Nova, n.63, 2004.¬†¬†

______.¬†A sociologia pol√≠tica do reconhecimento. As contribui√ß√Ķes de Charles Taylor, Axel¬†Honneth¬†e Nancy Fraser.¬†S√£o Paulo:¬†Annablume, 2006.¬†¬†

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NEVES, P. S. C. Ação política entre reconhecimento e redistribuição: os dilemas da luta antirracista no Brasil. Revista Brasileira de Ciências Sociais, v. 20, n. 59, p. 81-96. 2005. 

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______. Esboçando uma teoria crítica da necessidade: apontamentos sobre a jovem Fraser. Ideias, v. 8, n. 1, 2017. 

______. Repensando a redistribuição Nancy Fraser e a Economia Política. Civitas, v. 18, n. 3, 2018.  

SILVA, F. G. ‚ÄúIris Young, Nancy Fraser e¬†Seyla¬†Benhabib: uma disputa entre modelos cr√≠ticos‚ÄĚ. In:¬†Curso Livre de Teoria Cr√≠tica. Campinas: Papirus, 2006.¬†¬†

______.¬†‚ÄúNancy Fraser e um drama feminista em tr√™s atos‚ÄĚ.¬†In: Schmidt, A. et al.¬†Vozes Feministas na Filosofia. Porto Alegre: Editora UFRGS, 2018.¬†¬†

SILVA, J. P. ‚ÄúSobre a rela√ß√£o entre reconhecimento e redistribui√ß√£o‚ÄĚ. In: Trabalho, Cidadania e Reconhecimento. S√£o Paulo:¬†Annablume, 2008.¬†¬†

SOUZA, L. O Estado das Coisas Debate entre Redistribuição e Reconhecimento. Ideias, v. 1, n. 2, 2010.  

SOUZA, Jessé. Uma Teoria Crítica do Reconhecimento. Lua Nova, n. 50, 2000. 

VINTGES, K.‚ÄĮFeminismo versus neoliberalismo: pr√°ticas de liberdade das mulheres numa perspectiva mundial.‚ÄĮCadernos¬†Pagu, n.56, 2019.‚ÄĮ¬†

 

Teses e disserta√ß√Ķes no Brasil sobre Nancy Fraser¬†

BRESSIANI, N. de A. Economia, Cultura e Normatividade: O debate de Nancy Fraser e Axel Honneth sobre redistribuição e reconhecimento. Dissertação (Mestrado em Filosofia), Universidade de São Paulo, 2010. 

CYFER, I. A tensão entre modernidade e pós-modernidade na crítica à exclusão no feminismo. Tese (Doutorado em Ciência Política), Universidade de São Paulo, 2009. 

DANTAS, L. F. O problema da normatividade na teoria cr√≠tica: Nancy Fraser e o debate contempor√Ęneo. Tese (Doutorado em Filosofia). Salvador: Universidade Federal da Bahia, 2019.¬†

NEVES, R. Reconhecimento, multiculturalismo e direitos. Contribui√ß√Ķes do debate feminista a uma teoria cr√≠tica da sociedade. Disserta√ß√£o (Mestrado em Ci√™ncia Pol√≠tica). Universidade de S√£o Paulo, 2005.¬†

SANTOS, B. C. S. Paridade de participação e emancipação em Nancy Fraser: reconhecimento e justiça a partir do feminismo. Dissertação (Mestrado em Ciência Política). São Paulo: Universidade de São Paulo, 2020. 

SILVA, E. P. B. A teoria social crítica de Nancy Fraser: Necessidade, feminismo e justiça. Dissertação (Mestrado em Sociologia). Campinas: Universidade Estadual de Campinas, 2013.