O Mundo Misterioso de Arthur Clarke

Da série de homenagens e obituários a Sir Arthur Charles Clarke, falecido no último 19 de março, vale destacar da blogosfera o comentário do Bitaites. E como céticos, o que podemos comentar a mais sobre o escritor são suas peripécias com o paranormal.

Clarke não era um “cético ortodoxo”, muito pelo contrário. Durante os anos 1980 produziu séries de documentários sobre o insólito, Arthur C. Clarke’s Mysterious World, World of Strange Powers e Mysterious Universe, que contêm alguns trechos importantes em vários mitos que se tornariam mais conhecidos nos anos seguintes, indo de entrevistas com as primas que criaram as fadas de Cottingley a exames do crânio de cristal de Mitchell Hedges. Todos os programas tinham um tom subjacente mais crítico, mas não martelavam o ceticismo tão enfaticamente. Clarke não era um cético ortodoxo.

Em “3001: A Odisséia Final”, o escritor chegou mesmo a apresentar como tecnologias revolucionárias, usadas daqui a um milênio, idéias sobre a energia do ponto zero e entre os pesquisadores históricos, Hal Puthoff. É o mesmo Puthoff envolvido em todo tipo de investigações e alegações paranormais tão criticadas por céticos — ortodoxos –, indo de Uri Geller, que Puthoff endossou, à Visão Remota. E incluindo a energia do ponto zero, claro. Puthoff tem mesmo envolvimento com a ufologia, sendo um nome citado como um membro do grupo de cientistas “que sabem”.

Clarke também se envolveu em comentários descompromissados sobre aspectos de Marte, como supostos tubos de vidro que mostraram ser dunas em cânions, a arbustos, mesmo florestas marcianas, que seriam em verdade fruto da evaporação de gás. Nada “ortodoxo”, de fato não muito cético. Mar Arthur Clarke, apesar de tudo, era um. Sempre acabou cedendo à evidência, fez seu serviço “ortodoxo” ao expor as fotografias de Adamski como fraudes, e o que promovia era sempre baseado em possibilidades.

Clarke foi antes de mais nada um visionário inspirador, e rimos de seus erros enquanto vivemos a parte muito real de suas visões.

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