Raio em câmera lenta — estupefomenal

O vídeo acima é com certeza o vídeo mais estupefomenal que você assistirá hoje, provavelmente este mês, e possivelmente… pelos próximos dois meses.

Capturando o desenvolvimento de relâmpago em belos movimentos em câmera lenta, começa com elétrons varrendo uma miríade de caminhos pelo ar até que se encontre um caminho para o relâmpago em si – repare que o primeiro caminho que parece tocar o chão é o caminho “escolhido” pelo relâmpago. Depois disso, o fluxo de eletricidade, e o relâmpago em si, parece durar uma eternidade.

É tão fascinante, mas tão fascinante que talvez não seja real.

Foi divulgado sem maiores informações em Today’s Big Thing. Eu suspeito que seja real, dada sua semelhança com outros vídeos menos espetaculares de descargas elétricas, como os envolvendo as figuras de Lichtenberg, mas se é com certeza deve ser derivado de uma pesquisa científica com equipamentos caríssimos.

Atualizo o post quando descobrirem das duas uma: a pesquisa de onde veio o vídeo, ou como ele foi criado.

Atualização: Duas notícias. Primeira, o vídeo circulado é bem real, e há outros tão surpreendentes. Segunda, seu autor, Tom Warner do grupo ZT Research, solicitou que todos os vídeos sejam removidos da Internet, já que são parte de uma pesquisa em andamento.

Torcemos para que ele possa logo divulgar oficialmente todos os vídeos que capturou, já que merecem cada um das centenas de milhares de espectadores que assistiram às belas imagens. Que são reais, de relâmpagos de verdade!

Agradecimentos a Fabio Romero, pesquisador que primeiro divulgou os vídeos de Warner no Youtube, e a Note Zetetiche, que também nos indicou uma discussão no fórum Stormtrack que identificava Warner como o autor.

Atualização: Warner disponibilizou 14 vídeos em seu canal no Youtube!

Discussão - 3 comentários

  1. muriloq disse:

    Muito bacana mesmo, e o mais legal é que dá pra ver que a descarga mais intenso (o que faz o estrago mesmo) *sobe* da terra pras nuvens; o que desce (e vem primeiro) é são descargas menores (os “líderes”), que ionizam o ar, aumentando a condutividade e permitindo a descarga mais intensa.

  2. girino disse:

    hum, eu nao tive essa impressão de que “sobe” uma descarga nao. A coisa é toda meio uniforme. O clarão fica inclusive mais intenso no topo, o que poderia dar a impressão oposta, mas é só porque o ar está ionizado em toda uma região próxima ao topo e foi “afinando” até a parte de baixo. Além do que, no momento da descarga o circuito ionizado está formado, então a corrente elétrica se propaga proximo à velocidade da luz, e não mais à velocidade de propagação dos ions, e seria bem dificil “filmar” isso.

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