LHC Smörgåsbord: que, como, quando, para onde?

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Compilamos aqui links para explicações, imagens e vídeos sobre o Grande Colisor de Hádrons. Você nunca mais verá a física de partículas da mesma maneira.

Afinal, se alguém questionar “para que serve” tudo isso, além de indicar este post no Glúon, você pode lembrar que foi no mesmo CERN que o físico Tim-Berners-Lee criou a World Wide Web. Foi a tecnologia que introduziu os links e páginas à Internet, transformando um emaranhado nada amigável de arquivos e mensagens de computador em “páginas” com imagens e palavras clicáveis.

E tecnologia de informação é apenas um dos objetivos secundários destes cientistas “malucos”. A ciência é assim mesmo. Saiba ou não, você a ama, ou pelo menos não pode viver sem. Clique para mais.

LHC o que é?
LHC é a abreviatura de Large Hadron Collider, o nome de um acelerador de partículas, um instrumento científico usado por físicos para estudar as menores partículas conhecidas, os blocos fundamentais de que todas as coisas são feitas. Basicamente o LHC é um túnel em forma de anel, com 27 km de comprimento, composto por ímas supercondutores, que fica enterrado cerca de 100 metros abaixo do solo. O LHC fica no CERN a Organização Européia de Pesquisas Nucleares, perto de Genebra, na fronteira entre a França e a Suiça.

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O que ele faz?
Ele acelera partículas. Dois feixes de partículas chamadas hádrons serão enviados em direções opostas do anel, um no sentido horário e outro no anti-horário. As partículas viajarão próximas da velocidade da luz com energias muito altas e depois, colidirão.

Para quê?
Para responder a alguns mistérios do Universo. Os físicos acreditam que tudo começou há 13,7 bilhões de anos com o Big Bang. O Universo era incrivelmente quente e denso. Mas num instante começou a resfriar e inciaram-se todos os processo que geraram o universo como o conhecemos hoje.
As colisões de alta energia produzidas pelo LHC reproduzirão as condições existentes nos momentos seguintes ao Big Bang. Os físicos esperam que as colisões criarão partículas, mesmo que por um pequeno instante, que nunca foram observadas. Elas são os elos perdidos da física moderna.

Que mistérios são esses?
Os físicos acreditam que a matéria seja feita de doze partículas fundamentais, incluindo os elétrons, prótons e nêutrons.
A interação entre as partículas fundamentais é governada por quatro forças, a força nuclear forte que mantém prótons juntos, a força nuclear fraca, que causa o decaimento radioativo, a força eletromagnética que age entre partículas eletricamente carregadas e a gravidade.
As forças não são ‘forças’ no sentido mágico, mas interações. O que acontece de fato é que quando uma força está agindo, partículas chamadas bósons estão sendo trocadas. Cada força teria seus próprios bósons. Os da força gravitacional seriam os grávitons que só existem na teoria e nunca foram observados.
A teoria que descobre o que conhecemos sobre as partículas fundamentais é conhecida como Modelo Padrão da física de partículas. Mas há muita coisa faltando neste modelo e são essas lacunas que esta experiência poderá preencher.

Para quem lê em francês há uma série de belíssimas explicações aqui, o Universo em envelopes.

[FAQ escrito pela Rosana, física do Querido Leitor].

Gostou do vídeo legendado pela Rosana? No CERN há versões em alta definição para download (infelizmente sem legendas).

Que tal uma imersão no LHC? E sem o risco de ser atingido por feixes de partículas. Pela rede mundial de Berners-Lee você pode navegar em panoramas em 360 graus de Peter McCready.

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Não deixe de usar os recursos de zoom e de passar pelos vários panoramas clicando nas setas na parte inferior.

Mais? Assista à construção do descomunal instrumento ATLAS visto acima. 5 anos comprimidos em 5 minutos, ao som do “Bolero” de Ravel, em um vídeo do físico Tim Head:

Alguns dados sobre o ATLAS:

– 25 metros de diâmetro, 46 metros de comprimento, 7.000 toneladas;
– um total de 100 milhões de canais conectados por 3.000 km de cabos;
– o detector interno é uma câmera digital de 80 megapixels com uma área de 1,7 m2;
– dados serão registrados a 320MB/s, 200.000 vezes menos do que o total bruto produzido;
– um esforço combinado de 164 instituições de 35 países.

Não perca os vídeos no canal oficial dos experimentos ATLAS no Youtube.

O próprio CERN também tem animações explicando (infelizmente, apenas em inglês) mais sobre o LHC:

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Este autor também arriscou um post sobre o Apocalhipce, e você sempre pode acompanhar atualizações sobre este experimento científico procurando aqui no Lablogatórios. Mais alguma coisa?

Ah é. O link indispensável para o Rap do LHC. Legendado. Pronto. [via Cosmic Log]

Discussão - 1 comentário

  1. Professor Gerson disse:

    Tenho um orgulho fudido de estar vivendo nesta nossa época. Saber que o ser humano é capaz de fazer algo tão incrivel. Imagina o engenheiro que projetou esta birosca!!!!
    E dá mais raiva do Brasil, que deixa a pesquisa de lado.

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