Orçamento Participativo Portugal РO Que Fazem as Pedreiras Quando se Reformam?

Sendo descaradamente auto-promocional:
escrevi e submeti ao Or√ßamento Participativo Portugal, o Projeto “O Que Fazem as Pedreiras Depois de Se Reformarem”.

Pe√ßo a vossa ajuda, por interm√©dio do voto (instru√ß√Ķes abaixo) e da divulga√ß√£o, neste projeto que pretende aliar a Ci√™ncia, o Patrim√≥nio Natural e a Cultura algarvias.

Obrigado antecipadamente pela ajuda.

BANNER 3 PROJETOS

Projeto 222 – O Que Fazem as Pedreiras Depois de se Reformarem?

Tal como as pessoas que após se reformarem têm histórias e percurso a contar, também as pedreiras depois de abandonadas podem revelar muito sobre a economia e a geologia regional.

Este ser√° um invent√°rio descritivo, geol√≥gico e das utiliza√ß√Ķes econ√≥micas dos materiais extra√≠dos das pedreiras abandonadas do Algarve. Esta inventaria√ß√£o e estudo com componente fotogr√°fica, permitir√° o seu conhecimento e poss√≠vel utiliza√ß√£o tur√≠stica. Este estudo e invent√°rio ser√° completado com o registo fotogr√°fico e/ou v√≠deo de antigos pedreiros.

APRESENTACAO OPP 222

COMO VOTAR no projeto 222

Enviem uma SMS gr√°tis para o n√ļmero 3838
O formato da mensagem deve ser:
OPP 222 N√ļmero de Identifica√ß√£o Civil

O N√ļmero de Identifica√ß√£o Civil deve incluir os d√≠gitos de controlo, 4 d√≠gitos adicionais no caso do Cart√£o de Cidad√£o ou 1 d√≠gito adicional no caso do Bilhete de Identidade.
Ou ONLINE: https://opp.gov.pt/projetos/todos/222-o-que-fazem-as-pedreiras-depois-de-se-reformarem

SOBRE O ORÇAMENTO PARTICIPATIVO PORTUGAL

“O Or√ßamento Participativo Portugal (OPP) est√° j√° na sua fase decisiva.

At√© 10 de Setembro decorre a vota√ß√£o de todos os projectos apresentados ao abrigo nas √°reas contempladas no OPP, e que v√£o ser financiados pelo Governo com 3 milh√Ķes de euros.

O OPP é um processo democrático, directo e universal, e a votação está aberta a todos os cidadãos.

A vota√ß√£o pode ser feita directamente em https://opp.gov.pt/ ou atrav√©s do envio de uma mensagem de telem√≥vel.”

Únicos e Bons: Ciência Viva no Verão

cviva_verao_rede2015_banner-01Pelo pa√≠s fora, s√£o mais de 1100 atividades gratuitas onde a ci√™ncia e a tecnologia se cruzam com as tradi√ß√Ķes ou o patrim√≥nio natural, da engenharia da visita √† Ponte 25 de Abril ou √† geologia das encostas do Douro.

Outras coisas haverá para legitimar o título mas agora escrevo sobre a promoção da ciência e da tecnologia feita em Portugal durante o Verão, mais concretamente da 19.ª edição do Ciência Viva no Verão (CV Verão). E o título é mais do que merecido para este programa.

PONTE 25 ABRIL (Large)Salvo erro, este √© um programa √ļnico e gratuito a n√≠vel mundial, onde durante os meses de Ver√£o, a ci√™ncia e a tecnologia s√£o as personagens centrais de visitas e passeios, observa√ß√Ķes e caminhadas. O CV Ver√£o, promovido pela Ag√™ncia Nacional Ci√™ncia Viva, procurou sempre envolver os cientistas e as entidades que se dedicam √† investiga√ß√£o e divulga√ß√£o da ci√™ncia com o cidad√£o comum, particularmente neste caso o que se encontra de f√©rias.

Parece paradoxal que, durante as férias se gaste tempo a aprender ou ver com outros olhos o mundo que nos rodeia, se façam visitas acompanhadas. Mas para além de enriquecedoras, na época chamada de tonta, esta foi e é uma ideia vencedora. Graças à visão de que proporcionar aos veraneantes formas de enriquecer a sua literacia científica e tecnológica, conhecer o património natural do seu país ou mesmo apenas olhar as estrelas, o Ciência Viva no Verão sempre foi considerado um ovo de Colombo da divulgação. Tal como outras simples ideias vencedoras, o CV Verão é reconhecido pela maioria e é dado como adquirido. Mas às vezes só valorizamos quando perdemos o que nos está próximo. Este ano, o CV Verão continua com a mesma filosofia dos anos anteriores apenas com uma diferença: é a Rede Nacional de Centros Ciência Viva a responsável pela coordenação deste programa.

Visita Ciência Viva no Verão

Visita Ciência Viva no Verão

H√° momentos √ļnicos nestes 18 anos de CV Ver√£o, momentos que o quase meio milh√£o de participantes das 25 mil a√ß√Ķes puderam vivenciar no passado. Eu n√£o me posso esquecer de dois enquanto dinamizador de visitas √†s pegadas de dinossauro da Salema. O primeiro √© a hist√≥ria do Vasco que queria ser paleont√≥logo, que me deixou a pensar que n√£o devemos ser condescendentes com os mais pequenos, em especial quando estes est√£o decididos a seguir uma carreira cient√≠fica, porque tamb√©m esta √© tamb√©m uma das qualidades do CV Ver√£o, promover a ci√™ncia enquanto carreira. A outra envolveu turistas alem√£es que me queriam obrigar a receber o dinheiro, porque achavam que este tipo de a√ß√Ķes deveria ser paga. A verdade √© que o CV Ver√£o √© um investimento mas √© um investimento ganho pois dar a conhecer a ci√™ncia, a tecnologia e o patrim√≥nio natural, √© um investimento que nunca ser√° um investimento perdido.

BANNER CIENCIA AO SULNo Algarve, os tr√™s centros Ci√™ncia Viva aqui existentes (Faro, Lagos e Tavira) organizaram 260 atividades gratuitas, dos ‚ÄúAstros e Sons Noturnos na Ria Formosa‚ÄĚ onde se alia a observa√ß√£o dos astros com a audi√ß√£o da fauna da ria ou perceber o curso feito ‚ÄúDa Pedra calc√°ria √† cal das nossas casas‚ÄĚ, uma descoberta da transforma√ß√£o do calc√°rio em cal na Aldeia de Santa Rita ou mesmo uma visita guiada √†s pegadas de dinossauro da Praia Santa.

SAL GEMA (Large)Pelo pa√≠s fora, s√£o mais de 1100 atividades gratuitas onde a ci√™ncia e a tecnologia se cruzam com as tradi√ß√Ķes ou o patrim√≥nio natural, da engenharia da visita √† Ponte 25 de Abril ou √† geologia das encostas do Douro.

Aproveite o Verão com Ciência no Ciência Viva no Verão em Rede 2015!

Inscri√ß√Ķes e informa√ß√Ķes – Ci√™ncia Viva no Ver√£o em Rede

(Artigo originalmente publicado no P3)

WORKSHOP: StixCamp on using Open standards in Science, Education, Technology & Culture, for Development.

Informação recebida do amigo Pedro Russo, Universidade de Leiden (Holanda)

WORKSHOP: StixCamp on using Open standards in Science, Education, Technology & Culture, for Development.

STIX CAMP POSTERFigueira de Castelo Rodrigo acolhe nos dias 17 e 19 de Julho de 2015 o workshop internacional sobre a utilização de standards abertos na Ciência, Educação, Tecnologia e Cultura para o Desenvolvimento. Este workshop é organizado em parceria pela Universidade de Leiden (Holanda) e o Município de Figueira de Castelo Rodrigo.

O workshop conta com a presença de especialistas internacionais como:

Bruno Sanchez-Andrade Nu√Īo (respons√°vel pelo Innovation Lab do Banco Mundial)
Eisuke Tachikawa (fundador do est√ļdio de designer Nosigner e que desenvolveu os escrit√≥rios open source para a Mozilla (Firefox) em T√≥quio)
Edward Gomez (Director de Educação do programa científico LCOGT fundado pelo primeiro vice-presidente da Google, Wayne Rosing).

Mais informa√ß√Ķes: www.open.org.pt

Comunicação de Ciência | Congresso SciCom Pt 2015

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(Nova data-limite para submissão de resumos: 27 de Março de 2015)

O Congresso de Comunica√ß√£o de Ci√™ncia SciCom Pt 2015, em Lagos, ambiciona ser um ponto de encontro de pessoas, mas tamb√©m de projectos e percursos profissionais que envolvam a Comunica√ß√£o de Ci√™ncia, √† semelhan√ßa das edi√ß√Ķes anteriores, 2013 no Pavilh√£o do Conhecimento, em Lisboa e em 2014, na Universidade do Porto.
O Centro Ci√™ncia Viva de Lagos quando aceitou o desafio de organizar a edi√ß√£o do SciCom Pt 2015, CARTAZ SCICOM 03 2015 (Large)numa parceria com os outros dois Centros Ci√™ncia Viva no Algarve, Faro e Tavira, sentiu que estava a cumprir a sua miss√£o principal – divulgar e promover a cultura cient√≠fica e tecnol√≥gica para todos. Este congresso permite que outros actores como os Centros Ci√™ncia Viva mostrem o seu trabalho e os projetos em que est√£o envolvidos no √Ęmbito da cultura cient√≠fica.
Os dois primeiros dias do Congresso, 28 e 29 de Maio de 2015, serão dedicados à apresentação e discussão de trabalhos e/ou projectos em Comunicação de Ciência e à apresentação de palestras por parte de oradores convidados.

O Congresso contar√° com 4 oradores convidados e 6 workshops. O √ļltimo dia, 30 de Maio, ser√° dedicado √† realiza√ß√£o de cursos e workshops em diversas √°reas, que permitam aos participantes no Congresso adquirirem e/ou desenvolverem compet√™ncias espec√≠ficas em diversas vertentes da Comunica√ß√£o de Ci√™ncia, que incluem a comunica√ß√£o oral, fontes de financiamento, ou a comunica√ß√£o e literacia visuais.

HANS PETER PETERSOs Oradores Convidados s√£o Hans Peter Peters (Research Center J√ľlich/Free University of Berlin) que apresentara a Comunica√ß√£o: Motivations, Opportunities and Repercussions: Scientists as Public Communicators in a Complex Media World, que √© o reflexo do seu trabalho de an√°lise do papel dos cientistas como comunicadores mas tamb√©m do relacionamento dos cientistas com os media e os jornalistas.

 

IANDo museu de Ci√™ncia irland√™s Science Gallery Dublin, vir√° Ian Brunswick que falar√° desta institui√ß√£o e sobretudo de uma das suas miss√Ķes – a rela√ß√£o da Ci√™ncia com a Arte e a Comunica√ß√£o Sparking Collisions Between Art and Science.

 

 

KAREN BULTITUDE1Karen Bultitude da University College London discutir√° uma das quest√Ķes mais negligenciadas em Comunica√ß√£o de Ci√™ncia: a avalia√ß√£o do impacto. Kate Bultitude ser√° igualmente formadora num dos workshops no dia 30. O Orador Convidado que encerrar√° o Congresso ser√° o Professor Carlos Fiohais da Universidade de Coimbra que apresentar√° uma Breve Hist√≥ria da Luz, tema que lhe √© caro tanto mais por ser Carlos Folhais 2015 o coordenador nacional do Ano Internacional da Luz.

Os Workshops contarão com especialistas em diversas áreas uma vez que a Comunicação de Ciência necessita de muitas e variadas valências.

 

VASCO TRIGO copyO jornalista Vasco Trigo ministrará o workshop Comunicação de Ciência com os Media: Do’s and Don’ts que permitirá aos participantes tomar contacto e ganhar experiência de uma entrevista televisiva.

 

 

 

Fernando Correifernando-correia-240x320-transp-softbordera, da Universidade de Aveiro, é um ilustrador científico que introduzirá algumas regras e técnicas de boa comunicação visual de Ciência no workshop Comunicação Científica Visual (Visualcia).

O Horizonte 2020: Preparação de propostas e processo de avaliação é o tema que será introduzido por Ricardo Miguéis, da Fundação para Ciência e Tecnologia, na sua formação, introduzindo boas práticas na preparação e submissão de candidaturas a este programa de financiamento.

Como praticar a Comunicação Oral de Ciência será o curso prático ministrado por Ana Sanchez e Joana Lobo Antunes, ambas do Instituto de Tecnologia Química e Biológica.

PAULO QUERIDO copyO também jornalista Paulo Querido ministrará a formação Comunicar na Sociedade em Rede sobre os desafios das redes sociais em Comunicação de Ciência. O painel formativo do Congresso SciCom Pt 2015 ficar completo com a já referida ação de Karen Bultitude em avaliação de Comunicação de Ciência.

 

 

Para al√©m das dimens√Ķes referidas, o SciCom Pt 2015 ser√° tamb√©m um espa√ßo de contacto in468023_532779736785568_1099825691_oformal entre profissionais e n√£o-profissionais que de alguma forma estejam interessados e envolvidos na divulga√ß√£o e envolvimento de todo o tipo de p√ļblicos na Ci√™ncia e Tecnologia. Existir√£o momentos informais de troca de experi√™ncias, demonstra√ß√£o de projectos, abordagens diversas para um cada vez maior envolvimento da Sociedade nos processos de tomada de conhecimento e de decis√£o que envolvam a Ci√™ncia.

SciCom_2013_4-920x300

967165_532781303452078_1387797640_oO Congresso tem uma inscri√ß√£o no valor de 40 euros para os dois primeiros dias a que acrescem 30 euros para os congressistas que desejem frequentar um dos seis workshops. A Comiss√£o Organizadora do Congresso conta receber cerca de 200 congressistas no Centro Cultural de Lagos, num evento apoiado pela Ag√™ncia Nacional para Promo√ß√£o da Cultura Cient√≠fica e Tecnol√≥gica/Ci√™ncia Viva e da C√Ęmara de Lagos. O Congresso conta ainda com o apoio da CP que ter√° pre√ßos promocionais para as viagens de comboio de e para Lagos a partir de todo o pa√≠s.

10398068_525151687590639_1163044237076079360_nA Comunica√ß√£o de Ci√™ncia est√° neste momento numa fase muito din√Ęmica em Portugal, com v√°rias institui√ß√Ķes, particularmente as de investiga√ß√£o e universit√°rias, a reconhecerem o papel fundamental de difundirem, partilharem e envolverem os cidad√£os n√£o s√≥ no conhecimento cient√≠fico e tecnol√≥gico mas tamb√©m nos processos conducentes a esse mesmo conhecimentos e mesmo nas tomadas de decis√£o no que √†s pol√≠ticas cient√≠ficas diz respeito.

A Comunicação de Ciência actualmente não é apenas a partilha do prazer que a Ciência pode gerar mas sobretudo é o envolver de todos numa forma de ver o mundo e a nós próprios. Há uma outra dimensão para o que a Comunicação de Ciência pode trazer para a Sociedade pois a extensão de conhecimentos apesar de importante já não chega. Os comunicadores de Ciência devem assumir-se cada vez mais como mediadores entre os produtores de conhecimento, os decisores políticos e os cidadãos.

Trocado por Mi√ļdos

Ultimamente apenas tenho escrito  neste blog para relatar o que vou fazendo ou projectos em que participo(ei).

Hoje não vou fugir à regra embora as saudades de divagar por temas científicos me ande a assolar há muito.

Não será bem assolar; esta vontade de escrever antes é uma síndrome de abstinência mas de efeitos muito lentos.

Não mói, não me impede de ter um dia aparentemente normal, os amigos e a família continuam a reconhecer-me (ou evitar-me, conforme os casos…), é quase uma sensação física e já o havia contado aqui.

Agora que gastei 2 minutos a escrever como gosto, ou seja, como se teclasse, posso fazer um bocadito de auto-promoção descarada.

Trocado Por Mi√ļdos

O livro Trocado por Mi√ļdos, publicado pela Porto Editora, resultou de uma compila√ß√£o de perguntas feitas por crian√ßas em idade escolar, sobre (quase) todos os assuntos.

Feita a selecção das perguntas, a Porto Editora lançou as bombas a conhecidos especialistas portugueses da Ciência, Economia, Política, Religião, Filosofia, enfim, de quase todas as áreas.

E também em enviaram a mim, ilustre desconhecido.

As perguntas que as mentes da Porto Editora me enviaram foram:

-Dizem que evolu√≠mos dos macacos. √Č verdade?

-Porque é que se diz que os humanos há bastantes anos eram parecidos com macacos?

-Na História dizem que viemos dos macacos, ou seja, evoluímos. Porque é que os macacos já não evoluem?

De início, fiquei contente por a Porto Editora se ter lembrado de mim que embora tenha investigado em temas evolutivos e particular gosto pela divulgação científica da Evolução, sou sobretudo um paleontólogo de dinossauros com experiência em comunicação de ciência.

Depois, assustei-me com as perguntas que embora sejam habituais nesta e noutras faixas etárias, requerem sempre particular atenção na resposta.

Finalmente decidi n√£o responder a uma, como sugerido pela editora inicialmente, mas √†s tr√™s e convidar uma bi√≥loga com quem nunca havia trabalhado mas com quem j√° havia discutido temas de divulga√ß√£o em Evolu√ß√£o v√°rias vezes ‚Äď a Alexandra S√° Pinto do CIBIO.

Pelo meio ainda houve direito a que me lembrasse de uma figura que o meu colega Matthew Bonnan me havia mostrado e divulgado rela√ß√Ķes de parentesco em Evolu√ß√£o e que lhe pedisse a amabilidade de a adaptar para este livro.

Evolução, Matthew Bonnan Adaptado por Luis Azevedo Rodrigues

Evolução, Matthew Bonnan
Adaptado por Luís Azevedo Rodrigues

E foi assim, que a minha participa√ß√£o no livro Trocado Por Mi√ļdos aconteceu.

Por atenção aos outros autores e, sobretudo, pela ajuda que este livro dará à Aldeias de Crianças SOS Portugal, comprem o livro.

Nota: nenhum dos autores recebeu qualquer remuneração ou pagamento pela escrita ou venda do livro.

Manifesto pela Comunicação da Ciência em Portugal

Aproveito para dar a conhecer e relembrar o Manifesto pela Comunicação de Ciência em Portugal.
Na ligação o texto e a possibilidade de assinar.

Documentário: A História de Um Erro

A Comunicação de Ciência faz-se também pelo cinema e outras formas de expressão audiovisual.
Joana Barros, “estudou Gen√©tica Molecular no¬†Kings College London¬†e fez o doutoramento em Biologia Celular no¬†Institute of Cancer Research¬†no Reino Unido”, foi a realizadora deste document√°rio que aborda uma doen√ßa a partir de quem por ele √© afectado. Mostra tamb√©m que a express√£o e divulga√ß√£o de temas cient√≠ficos, mas n√£o s√≥, pode ser assumida por quem faz Ci√™ncia.

Joana Barros esteve na organização de (A)Mostra | Filmes e Ciência, no congresso de Comunicação de Ciência SciCom 2013.

O comunicado de Imprensa da Associação Viver a Ciência sobre o documentário que espero ver, tão breve quanto possível:

SlideshowEstreia1_siteDocumentário português sobre a Paramiloidose estreia nas Curtas de Vila do Conde

A Paramiloidose, ou “doen√ßa dos pezinhos”, como √© apelidada, √© uma doen√ßa gen√©tica fatal particularmente prevalente em Portugal. Os sintomas aparecem normalmente por volta dos 30 anos de idade e conduzem r√°pida e progressivamente ao colapso motor e sensitivo do organismo e em poucos anos √† morte.
A histoIŐÄ ria de um erro (1)Cada filho de um portador de Paramiloidose tem 50% de probabilidade de herdar o erro gen√©tico do seu progenitor, e como os sintomas s√≥ aparecem na idade adulta muitos portadores j√° t√™m filhos quando ficam doentes. Encontramos hoje fam√≠lias marcadas h√° muitas gera√ß√Ķes pela morte precoce dos seus familiares, mas tamb√©m pacientes que, por caprichos da biologia, desconheciam a exist√™ncia da doen√ßa nas suas fam√≠lias. Em qualquer um dos casos as consequ√™ncias individuais e familiares de um diagn√≥stico positivo s√£o avassaladoras.

A doença foi descrita pela primeira vez por Corino de Andrade, em 1952, desencadeando uma série de estudos que vieram mudar para sempre a vida dos portadores de Paramiloidose. Este documentário é um testemunho desse percurso, focado nas histórias de quem convive diariamente com a doença, não só portadores e familiares, mas também os médicos, cientistas, assistentes sociais e dirigentes associativos que dedicam as suas vidas a estes doentes.
O filme é também um veículo de conhecimento sobre a doença e sobre as importantes descobertas que permitem hoje aos seus portadores terem uma vida muito diferente da dos seus antepassados.

O filme ‚ÄúA hist√≥ria de um erro‚ÄĚ, realizado por Joana Barros, da Associa√ß√£o Viver a Ci√™ncia, vai estrear no dia 7 de Julho, no Festival Curtas em Vila do Conde.
A longa metragem documental ‚ÄúA hist√≥ria de um erro‚ÄĚ, realizada com o apoio da Funda√ß√£o Calouste Gulbenkian e da Funda√ß√£o para a Ci√™ncia e Tecnologia, vai ser apresentada pela primeira vez no dia 7 de Julho pelas 17h no Teatro Municipal de Vila do Conde, no √Ęmbito do 21.¬ļ Festival de Curtas de Vila do Conde.”

Document√°rio “A hist√≥ria de um erro” (Teaser) from Associa√ß√£o Viver a Ci√™ncia on Vimeo.

Document√°rio “A hist√≥ria de um erro” (Teaser 2) from Associa√ß√£o Viver a Ci√™ncia on Vimeo.

Congresso SciCom 2013

Apenas algumas linhas antes de rumar a Lisboa para participar no Congresso SciCom 2013.
A minha participa√ß√£o passou pelo (honroso) convite para fazer parte da Comiss√£o Cient√≠fica, ter avaliado bastantes abstracts, dois p√≥sters (“Das Igrejas √Äs Cal√ßadas: Geologia e Paleontologia Urbanas no Algarve” e “Um Gravador e Pessoas: divulgar a Ci√™ncia na r√°dio”).

No √ļltimo dia irei moderar as apresenta√ß√Ķes e debate “A comunica√ß√£o visual na comunica√ß√£o de ci√™ncia

O livro de resumos e programa poderão ser descarregados aqui.

At√© l√°…

scicom-blogue2Congresso de Comunicação de Ciência

SciCom PT 2013

:: Envolver o p√ļblico
:: Envolver os cientistas
:: Envolver os media

27 e 28 de Maio de 2013 | Pavilh√£o do Conhecimento, Lisboa

O Congresso de Comunicação de Ciência 2013 pretende ser um ponto de encontro e discussão para todos os que trabalham e se interessam pela comunicação e divulgação da Ciência.
A comunidade de profissionais que se dedicam √† investiga√ß√£o, promo√ß√£o, comunica√ß√£o e dissemina√ß√£o de ci√™ncia em Portugal tem-se desenvolvido consideravelmente nos √ļltimos anos, com o correspondente aumento na quantidade e qualidade do trabalho realizado nestas √°reas. Paralelamente a este crescimento, o interesse pelas quest√Ķes cient√≠ficas e tecnol√≥gicas e a procura de informa√ß√£o cient√≠fica aumentou de forma sens√≠vel nos diferentes sectores do p√ļblico.

Com esta evolu√ß√£o, tamb√©m amplificaram as oportunidades e a necessidade de actualiza√ß√£o, de debate e de interac√ß√£o na comunidade de profissionais de comunica√ß√£o de ci√™ncia. O Congresso de Comunica√ß√£o de Ci√™ncia ‚Äď SciCom PT 2013 pretende ser uma plataforma ao servi√ßo desses objectivos.”


A partir já de amanhã, e antecedendo os dois dias de congresso, começa a (A)Mostra | Filmes e Ciência.

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“Organizada pela Associa√ß√£o Viver a Ci√™ncia (VAC) no √Ęmbito do Congresso de Comunica√ß√£o de Ci√™ncia SciCom 2013, apresentar√° um panorama de trabalhos produzidos nesta √°rea em Portugal nos √ļltimos 10 anos, desde longas-metragens documentais a v√≠deos educativos e epis√≥dios de s√©ries televisivas.

Os Paquidermes do Rei D. Manuel I

360_rectInforma√ß√£o recebida da Funda√ß√£o Calouste Gulbenkian¬†relativa √†¬†exposi√ß√£o¬†360¬ļ Ci√™ncia Descoberta

Os Paquidermes do Rei D. Manuel I. Elefantes E Outra Exótica na Menagerie da Corte Portuguesa

13 março | Annemarie Jordan, Centro de História de Além-Mar, Lisboa

Os encontros com novos mundos na √Āsia, √Āfrica e nas Am√©ricas proporcionaram √† Corte portuguesa uma oportunidade √ļnica para obter animais selvagens desconhecidos. O com√©rcio e as rela√ß√Ķes comerciais trouxeram essas novidades para a Europa, abrindo mercados globais que os colecionadores reais portugueses exploraram com o apoio de comerciantes e agentes. Quanto mais ex√≥tico fosse o animal mais era valorizado. Os animais dom√©sticos ex√≥ticos davam cor √† vida quotidiana, √†s festas e entretenimentos, desempenhando um papel essencial na cria√ß√£o de cole√ß√Ķes reais ao longo do s√©culo dezasseis. As cole√ß√Ķes de animais ferozes em jaulas tornaram-se no prolongamento ao ar-livre das Kunstkammer (Gabinetes de Curiosidades) e o colecionar animais europeus, africanos e asi√°ticos refletia, de forma microc√≥smica, as cole√ß√Ķes de raridades no interior, exibidos em jardins sumptuosos, tamb√©m eles plantados com √°rvores e flores ornamentais importadas. Os colecionadores reais na Renascen√ßa dedicavam-se a uma cultura de cole√ß√Ķes de animais ferozes em jaulas e de jardins, de acordo com a qual animais e plantas, s√≠mbolos do poder e prest√≠gio de um propriet√°rio, eram reunidos e plantados para deslumbrar e assombrar.

ANNEMARIE JORDAN GSCHWEND

A Research Scholar with the Centro de História de Além-Mar (CHAM) in Lisbon and Switzerland since 2010, she obtained her Ph.D in 1994 from Brown University, writing a dissertation on the court, household and collection of Catherine of Austria, queen of Portugal (1507-1578). Her areas of specialization include patronage, collecting, menageries and Kunstkammmers at the Renaissance courts in Austria, the Netherlands, Spain and Portugal. In recent years, this research has focused on the court culture, patronage and collections of Habsburg women: in particular the sisters, wives and aunts of the rulers: Philip II of Spain, and the Emperors Charles V and Maximilian II. A further specialization of hers focuses on the cultural and artistic transfer between Africa, Asia, Brazil and the Renaissance Habsburg courts.

She is author of numerous publications (articles, exhibition catalogue essays and contributions in books), including her own books: Retrato de Corte em Portugal. O legado de Ant√≥nio Moro (1552-1572), (Lisbon, 1994), The Story of S√ľleyman. Celebrity Elephants and other Exotica in Renaissance Portugal (Zurich, 2012), and a recent biography on the Portuguese queen, Catherine of Austria: Catarina de √Āustria. A rainha colecionadora, (Lisbon, 2012). She wrote several entries on Portuguese royal patrons and patronage for the Macmillan Dictionary of Art (London, 1996), and contributed two lengthy essays on the queens Leonor and Catherine of Austria for the Getty Foundation project: The Emperor Charles V and the Inventories of the Imperial Family, directed by Fernando Checa Cremades, published in 3 volumes (Madrid, 2010).

Dr Jordan was recently decorated by the Portuguese government with the Order of Henry the Navigator for guest curating the international exhibition:  Ivories of Ceylon. Luxury Goods of the Renaissance, which venued in 2011 at the Museum Rietberg in Zurich. This was the first exhibit ever on Portugal during the Age of Discovery to be shown in Switzerland.

Since 2008, she has been Project Director and Coordinator of a 5 year research project funded by the J. Paul Getty Foundation in Los Angeles on the life and career of the Austrian Imperial Ambassador in Spain, Hans Khevenh√ľller. The publication of Statesman, Art Agent and Connoisseur: Hans Khevenh√ľller, Imperial Ambassador at the Court of Philip II of Spain is expected in 2013-2014.”

 

Observ@rte 2013

Um bocadinho de auto-promoção descarada.

Observ@rte 2013No pr√≥ximo dia 23 de Mar√ßo vou estar no Museu Nacional de Arte Antiga para participar no Observ@rte 2013,¬†encontro que “visa¬†estabelecer pontes atrav√©s de pr√°ticas pedag√≥gicas e projetos inovadores, entre a Ci√™ncia, a Arte, o Conhecimento, a Escola e os Museus.”

A minha participação será feita na Mesa Redonda:

A Ciência na Arte e a Arte na Ciência | 15h00

Fábrica Centro Ciência Viva | Universidade de Aveiro | Dulce Ferreira 
Faculdade de Ciências da Universidade do Porto | João Carlos Paiva
Museu de Ciência | Universidade de Coimbra | Miguel Gomes
Centro Ciência Viva de Lagos | Luís Azevedo Rodrigues
Moderação | Clara Pinto Correia
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