A Debandada do Intelecto

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Tenho assistido, com perplexidade e por vezes com deleite assustado, a in√ļmeras manifesta√ß√Ķes de irracionalidade, originadas nas recentes cat√°strofes – Haiti, Madeira, Chile e o mau tempo de s√°bado.
Alguns dos que lia no Twitter associavam fenómenos como o aquecimento global com sismos; o relativo mau tempo com o recrudescimento de vulcanismo; e as derrocadas madeirenses a uma qualquer reacção vingativa da Natureza.
De quase tudo li no Twitter.
Esta confus√£o generalizada de conceitos e fen√≥menos, imbu√≠dos de um neo-animismo vingativo, confirma que a irracionalidade grassa em situa√ß√Ķes de crise, ainda que n√£o directamente vivenciadas, relatadas quase em directo pelos novos meios de comunica√ß√£o.
O absurdo quase generalizado atesta ainda que, por muita informa√ß√£o de que se disponha, e esta jorra de todo o lado em maior quantidade e de forma quase instant√Ęnea, esta parece ter apenas como resultado o ampliar do efeito manada embrutecida.
A informa√ß√£o, que deveria filtrar os medos e temores mais irracionais, parece apenas gerar novas confus√Ķes e a debandada do intelecto.
Imagem:
Agostino Carracci – The Flood – 1616-1618.

Famelab Рconcurso falar de Ciência

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Informação recebida:
FameLab.
O que é?

O FameLab √© uma iniciativa do Cheltenham Science Festival, sob a forma de um concurso de comunica√ß√£o cient√≠fica. √Č apoiado desde 2006 pelo British Council, que o expandiu a outros pa√≠ses. Em 2010 decorre pela primeira vez em Portugal, em parceria com a Ci√™ncia Viva.
Em comunica√ß√Ķes de 3 minutos, os participantes apresentam um tema cient√≠fico para um p√ļblico n√£o especializado.
Quem pode participar?
O concurso destina-se a todos os interessados, a partir dos 18 anos de idade, que trabalhem ou estudem em ciência e tecnologia.
O concurso não se destina a profissionais da comunicação ou das artes.
Como decorre?
Fase de Pr√©-selec√ß√£o (a partir de v√≠deo). Concorrentes enviam o registo em v√≠deo da sua comunica√ß√£o (m√°x. 3 minutos). As apresenta√ß√Ķes devem ser din√Ęmicas, cientificamente correctas e muito claras. As melhores ser√£o seleccionadas para a fase seguinte do Concurso – fase presencial. A data limite de submiss√£o dos v√≠deos √© 31 de Mar√ßo de 2010.
Fase de selec√ß√£o presencial (semi-final). Concorrentes apresentam a sua comunica√ß√£o, ao vivo, perante um j√ļri. Decorre a 17 de Abril de 2010.
Masterclass. Os participantes seleccionados para a Final Nacional frequentam uma MasterClass sobre comunicação de ciência, conduzida por um profissional do Cheltenham Science Festival e um profissional português. Decorre no fim-de-semana de 1 e 2 de Maio de 2010.
Final Nacional. Apresenta√ß√£o final perante um j√ļri, a 8 de Maio de 2010. O vencedor nacional ir√° participar na final internacional do FameLab.
Data limite para submissão do registo vídeo: 31 de Março de 2010.
A final do FameLab Internacional
Os vencedores dos países participantes competem na final internacional, no Cheltenham Science Festival, no Reino Unido.
Calend√°rio: de 9 a 13 de Junho de 2010
Site do FameLab Internacional.
Regulamento (PDF)

Tragédia na Madeira: um desastre já anunciado há dois anos

Depois da tragédia, pensar no que poderá ser (poderia ter sido) feito.
Um excerto do programa Bioesfera (RTP2) de Abril de 2008.

P.S: link sugerido por José Carlos Ferreira, no mailing list GEOPOR.

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…nos coment√°rios.
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Imagem:
daqui

Tento na Língua

Cymothoa exigua_adpat_natureza_radical_mark_caverdine.jpgNenhum dos casos √© muito agrad√°vel, muito menos para mentes eticamente bem formadas ou est√īmagos sens√≠veis.
Ainda assim, encontro-lhes pontos de contacto.
ResearchBlogging.org
O parasita Cymothoa exigua é um crustáceo isópode que actua de maneira singular.
Explico, enquanto se torcem.
Já na boca do peixe, o C. exigua fixa-se na boca do peixe por intermédio de patas semelhantes a ganchos (pereópodes), começando por sugar o sangue dos tecidos da língua, até que esta acaba por atrofiar.
Após o repasto, que pode durar algum tempo, o parasita de até quatro centímetros, passa a alimentar-se do que o peixe ingere, substituindo-lhe a língua por completo.
tongueeater_zoom.jpgCuriosa é a semelhança de forma entre a desaparecida língua do peixe e o recém instalado. Para além de função análoga, já que o parasita desempenha a usurpação lingual com enorme competência, também o aspecto da cavidade bucal do peixe parece quase inalterada. Brusca e Gilligan avançam com a hipótese de que peixes parasitados poderão ter melhor desempenho alimentar que peixes sem língua.
Ou seja, em termos de eficiência, esta relação parasítica parece conceder alguma vantagem sobre patologia ou doenças que afectem a língua de peixes.
Pois…melhor uma l√≠ngua substituta que nenhuma, parece ser a conclus√£o.
Quanto ao segundo caso, apenas deixo um vídeo.
Deixo aos leitores o estabelecimento de paralelismos.
A existirem.

Referências:
Brusca, R.C. and Gilligan, M.R. (1983): Tongue replacement in a marine fish (Lutjanus guttatus) by a parasitic isopod (Crustacea: Isopoda). Copeia 813-816.
Brusca, R., & Gilligan, M. (1983). Tongue Replacement in a Marine Fish (Lutjanus guttatus) by a Parasitic Isopod (Crustacea: Isopoda) Copeia, 1983 (3) DOI: 10.2307/1444352
Mark Carwardine. 2005.Natureza radical. Ediouro Publica√ß√Ķes Ltda. Rio de Janeiro.
Zimmer, C. 2000. Parasite Rex. Arrow Books. London.

Imagens:
Matthew Gilligan – primeira, adaptada do livro de Mark Carwardine; segunda daqui

Umami e Engenheiros

ResearchBlogging.org
creme,brulee,dessert,food,sweet-fe827075fd4291e9b803793d0af03b38_h.jpgDois artigos de enorme import√Ęncia, embora em contextos muitos diferentes.
Abrem-nos os olhos sobre o que pens√°vamos saber, de realidades sobre que discutimos in√ļmeras vezes mas que, pelos vistos, desconhecemos os verdadeiros significados e contornos.
Ambos no El País de hoje.
O primeiro revela-nos um quinto sabor, para além dos clássicos doce, salgado, amargo e ácido.
O neo sabor dá pelo nome de umami (saboroso em japonês).
Mais sobre o umami no artigo digitalizado aqui
hor,fashion,humor,tie,business,coworker-fe04d3efcde665d34aaec9b2037f8f79_h.jpgA segunda not√≠cia desfaz-nos os arreigados estere√≥tipos sobre o terrorismo isl√Ęmico.
Resumindo um artigo do European Journal of Sociology, intitulado “Why are there so many Engineers among Islamic Radicals?”, o jornalista do El Pa√≠s abre-nos os olhos para uma realidade que provavelmente √© mais assustadora do que pensar√≠amos.
Entre outras conclus√Ķes, as de que os terroristas isl√Ęmicos t√™m forma√ß√£o superior, na sua maioria engenheiros, e que apenas um pequena minoria tem uma vida religiosa activa.
O artigo do El País digitalizado aqui.
O artigo do European Journal of Sociology aqui (PDF)
Gambetta, D., & Hertog, S. (2009). Why are there so many Engineers among Islamic Radicals? European Journal of Sociology, 50 (02) DOI: 10.1017/S0003975609990129
Imagens:
daqui e daqui

√Āgua Que Queima

ciencia_ao_natural_1000 copyA natureza de algo nunca é parece o que ser.
√Č mais. Ou menos. Mas exactamente aquilo que parece ser, √© raro.
Uma gota de √°gua. Cristalina. Fresca.
Ainda assim, e apoiando o senso comum de um qualquer agricultor ou mero jardineiro de fim-de-semana, o refrescante efeito da rega durante as horas de maior calor pode n√£o ser o desejado.
Mais.
As gotas de √°gua que caem sobre a folhagem poder√£o provocar queimaduras nos tecidos vegetais.
Cada gota irá funcionar como uma lente ampliando o efeito energético sobre as folhas da vegetação conduzindo assim ao efeito contrário do que se pretenderia.
Referência:
√Ād√°m Egri, √Ākos Horv√°th, Gy√∂rgy Kriska and G√°bor Horv√°th. Optics of sunlit water drops on leaves: conditions under which sunburn is possible. New Phytologist. (2009) doi: 10.1111/j.1469-8137.2009.03150.x
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Abstract
“It is a widespread belief that plants must not be watered in the midday sunshine, because water drops adhering to leaves can cause leaf burn as a result of the intense focused sunlight. The problem of light focusing by water drops on plants has never been thoroughly investigated.
Here, we conducted both computational and experimental studies of this phyto-optical phenomenon in order to clarify the specific environmental conditions under which sunlit water drops can cause leaf burn.
We found that a spheroid drop at solar elevation angle őł ‚Čą 23¬į, corresponding to early morning or late afternoon, produces a maximum intensity of focused sunlight on the leaf outside the drop’s imprint. Our experiments demonstrated that sunlit glass spheres placed on horizontal smooth Acer platanoides (maple) leaves can cause serious leaf burn on sunny summer days.
By contrast, sunlit water drops, ranging from spheroid to flat lens-shaped, on horizontal hairless leaves of Ginkgo biloba and Acer platanoides did not cause burn damage. However, we showed that highly refractive spheroid water drops held ‘in focus’ by hydrophobic wax hairs on leaves of Salvinia natans (floating fern) can indeed cause sunburn because of the extremely high light intensity in the focal regions, and the loss of water cooling as a result of the lack of intimate contact between drops and the leaf tissue.”
Imagens:
Luís Azevedo Rodrigues
(com Nokia N73)
e do artigo

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Imagem:
daqui

No país do palhaço

days.jpgNo país do palhaço há que sair, fugir.
No país do palhaço as gargalhadas são de despedida amarga.
No país do palhaço os motivos continuam os mesmos de sempre.
No país do palhaço volta-se no Natal para matar o mesmo bicho da saudade.
No pa√≠s do palha√ßo vai-se pelas mesmas raz√Ķes de h√° 30 anos mas salta-se a fronteira em low cost.
No país do palhaço a dor de não poder criar os filhos na terra dos avós continua a mesma.
Movimento emigratório actual comparado ao da década de 60
O presidente da Comissão de Especialidade de Fluxos Migratórios, Manuel Beja, julga que é preciso recuar até à década de 1960 para encontrar uma vaga de emigração tão grande em Portugal.
“√Č plaus√≠vel”, admite Jo√£o Peixoto, da Universidade T√©cnica de Lisboa. Jorge Malheiros, do Centro de Estudos Geogr√°ficos, acha que n√£o.
Ningu√©m sabe ao certo quantas pessoas est√£o a virar as costas. Portugal, como quase todos os membros da UE, n√£o faz inqu√©rito de sa√≠da. A √ļnica hip√≥tese √© coligir a estat√≠stica dos pa√≠ses de destino, tarefa que o rec√©m-criado Observat√≥rio de Emigra√ß√£o j√° iniciou. Mesmo assim, Jo√£o Peixoto faz tr√™s ressalvas: as estat√≠sticas tendem a n√£o ser compar√°veis; a recolha n√£o distingue movimentos tempor√°rios de permanentes; e a oferta de emprego n√£o √© a que era antes da crise. Muito por for√ßa da livre circula√ß√£o, a nova vaga est√° concentrada na UE, ou em territ√≥rios muito pr√≥ximos, como a Su√≠√ßa ou Andorra, nota a coordenadora do observat√≥rio, Filipa Pinho. Embora se desbrave caminho na √Āsia e em √Āfrica – com Angola √† cabe√ßa.
Manuel Beja d√° o exemplo da Su√≠√ßa. O contingente de cidad√£os de nacionalidade portuguesa passou de 173.278 em 2004 para 196.186 em 2008. E, “no ano passado, entravam em m√©dia mil por m√™s”. Paradigm√°tico, para Filipa Pinho, √© o caso de Espanha: o n√ļmero de pessoas nascidas em Portugal a residir no pa√≠s vizinho passou de 71 mil para 136 mil entre 2004 e 2008. Manter-se-√°? A taxa de desemprego entre trabalhadores portugueses a residir em Espanha subiu de 4,7 por cento no final de 2007 para 21,89 por cento no final de 2009, revelou o INE espanhol. O exemplo do Reino Unido mostra outro aspecto: o n√ļmero de nascidos em Portugal passou de 68 mil para 83 mil entre 2004 e 2008. A comunidade ultrapassa os 300 mil nas estimativas consulares de residentes de nacionalidade portuguesa. O que incluir√°, atalha Jorge Malheiros, portugueses lusos, descendentes de emigrantes, ex-imigrantes e descendentes de ex-imigrantes.
A culpa não é só do desemprego, que já ultrapassa os 10 por cento, sublinha João Peixoto, que é também membro do Conselho Científico do Observatório da Emigração. Nos anos 90, Portugal vivia um período de crescimento e nem por isso deixou de ter emigração. A culpa é também do diferencial de rendimento entre os portugueses e os outros europeus. E de uma cultura de emigração.
Na d√©cada de 60 e na primeira metade de 70, chegavam a sair mais de 100 mil por ano. Por maior que seja a dimens√£o actual, para Malheiros, n√£o faz sentido comparar. N√£o s√≥ por a geografia da mobilidade ser outra. Tamb√©m pela forma. As emigra√ß√Ķes j√° n√£o s√£o longas ou definitivas, mas tempor√°rias – por vezes mesmo pendulares: “Nos anos 60, na teoria, a emigra√ß√£o era muito regulada. Agora, as pessoas t√™m direito a procurar trabalho noutros pa√≠ses da UE. Muitas vezes, saem para prestar servi√ßos espec√≠ficos e de dura√ß√£o limitada – na constru√ß√£o civil, no turismo, na agricultura. O mercado √© muito flex√≠vel.”
Ana Cristina Pereira, P√ļblico, 3 de Fevereiro de 2010
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(Outro) Palhaço

clown_erwin_olaf.jpgTranscrevo o belo artigo de Mário Crespo sobre a palhaçada que é viver em Portugal.
“O palha√ßo compra empresas de alta tecnologia em Puerto Rico por milh√Ķes, vende-as em Marrocos por uma caixa de robalos e fica com o troco. E diz que n√£o fez nada. O palha√ßo compra ac√ß√Ķes n√£o cotadas e num ano consegue que rendam 147,5 por cento. E acha bem.
O palha√ßo escuta as conversas dos outros e diz que est√° a ser escutado. O palha√ßo √© um mentiroso. O palha√ßo quer sempre maiorias. Absolutas. O palha√ßo √© absoluto. O palha√ßo √© quem nos faz abster. Ou votar em branco. Ou escrever no boletim de voto que n√£o gostamos de palha√ßos. O palha√ßo coloca not√≠cias nos jornais. O palha√ßo torna-nos descrentes. Um palha√ßo √© igual a outro palha√ßo. E a outro. E s√£o iguais entre si. O palha√ßo mete medo. Porque est√° em todo o lado. E ataca sempre que pode. E ataca sempre que o mandam. Sempre √†s escondidas. Seja a dar pontap√©s nas costas de agricultores de milho transg√©nico seja a desviar as aten√ß√Ķes para os ru√≠dos de fundo. Seja a instaurar processos. Seja a arquivar processos. Porque o palha√ßo √© s√≥ ru√≠do de fundo. Pagam-lhe para ser isso com fundos p√ļblicos. E ele vende-se por isso. Por qualquer pre√ßo. O palha√ßo √© cobarde. √Č um cobarde impiedoso. √Č sempre desalmado quando espuma ofensas ou quando tapa a cara e ataca agricultores. Depois diz que n√£o fez nada. Ou pede desculpa. O palha√ßo n√£o tem vergonha. O palha√ßo est√° em comiss√Ķes que tiram conclus√Ķes. Depois diz que n√£o concluiu. E esconde-se atr√°s dos outros vociferando insultos. O palha√ßo porta-se como um labrego no Parlamento, como um bo√ßal nos conselhos de administra√ß√£o e √© grosseiro nas entrevistas. O palha√ßo est√° nas escolas a ensinar palha√ßadas. E nos tribunais. Tamb√©m. O palha√ßo n√£o tem g√©nero. Por isso, para ele, o g√©nero n√£o conta. Tem o g√©nero que o mandam ter. Ou que lhe conv√©m. Por isso pode casar com qualquer g√©nero. E fingir que tem g√©nero. Ou que n√£o o tem. O palha√ßo faz mal or√ßamentos. E depois rectifica-os. E diz que n√£o d√° dinheiro para desvarios. E depois d√°. Porque o mandaram dar. E o palha√ßo cumpre. E o palha√ßo nacionaliza bancos e fica com o dinheiro dos depositantes. Mas deixa depositantes na rua. Sem dinheiro. A fazerem figura de palha√ßos pobres. O palha√ßo rouba. Dinheiro p√ļblico. E quando se v√™ que roubou, quer que se diga que n√£o roubou. Quer que se finja que n√£o se viu nada.
Depois diz que quem viu o insulta. Porque viu o que n√£o devia ver.
O palha√ßo √© ru√≠do de fundo que h√°-de acabar como todo o mal. Mas antes ainda vai viabilizar or√ßamentos e centros comerciais em cima de reservas da natureza, ocupar bancos e construir comboios que ningu√©m quer. Vai destruir est√°dios que construiu e que afinal ningu√©m queria. E vai fazer muito barulho com as suas pandeiretas digitais saracoteando-se em palha√ßadas por comiss√Ķes parlamentares, comarcas, ordens, jornais, gabinetes e presid√™ncias, conselhos e igrejas, escolas e asilos, roubando e violando porque acha que o pode fazer. Porque acha que √© regimental e normal agredir violar e roubar.
E com isto o palhaço tem vindo a crescer e a ocupar espaço e a perder cada vez mais vergonha. O palhaço é inimputável. Porque não lhe tem acontecido nada desde que conseguiu uma passagem administrativa ou aprendeu o inglês dos técnicos e se tornou político. Este é o país do palhaço. Nós é que estamos a mais. E continuaremos a mais enquanto o deixarmos cá estar. A escolha é simples.
Ou nós, ou o palhaço.
M√°rio Crespo, JN, 14 de Dezembro de 2009
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Imagens:
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