Orçamento Participativo Portugal РO Que Fazem as Pedreiras Quando se Reformam?

Sendo descaradamente auto-promocional:
escrevi e submeti ao Or√ßamento Participativo Portugal, o Projeto “O Que Fazem as Pedreiras Depois de Se Reformarem”.

Pe√ßo a vossa ajuda, por interm√©dio do voto (instru√ß√Ķes abaixo) e da divulga√ß√£o, neste projeto que pretende aliar a Ci√™ncia, o Patrim√≥nio Natural e a Cultura algarvias.

Obrigado antecipadamente pela ajuda.

BANNER 3 PROJETOS

Projeto 222 – O Que Fazem as Pedreiras Depois de se Reformarem?

Tal como as pessoas que após se reformarem têm histórias e percurso a contar, também as pedreiras depois de abandonadas podem revelar muito sobre a economia e a geologia regional.

Este ser√° um invent√°rio descritivo, geol√≥gico e das utiliza√ß√Ķes econ√≥micas dos materiais extra√≠dos das pedreiras abandonadas do Algarve. Esta inventaria√ß√£o e estudo com componente fotogr√°fica, permitir√° o seu conhecimento e poss√≠vel utiliza√ß√£o tur√≠stica. Este estudo e invent√°rio ser√° completado com o registo fotogr√°fico e/ou v√≠deo de antigos pedreiros.

APRESENTACAO OPP 222

COMO VOTAR no projeto 222

Enviem uma SMS gr√°tis para o n√ļmero 3838
O formato da mensagem deve ser:
OPP 222 N√ļmero de Identifica√ß√£o Civil

O N√ļmero de Identifica√ß√£o Civil deve incluir os d√≠gitos de controlo, 4 d√≠gitos adicionais no caso do Cart√£o de Cidad√£o ou 1 d√≠gito adicional no caso do Bilhete de Identidade.
Ou ONLINE: https://opp.gov.pt/projetos/todos/222-o-que-fazem-as-pedreiras-depois-de-se-reformarem

SOBRE O ORÇAMENTO PARTICIPATIVO PORTUGAL

“O Or√ßamento Participativo Portugal (OPP) est√° j√° na sua fase decisiva.

At√© 10 de Setembro decorre a vota√ß√£o de todos os projectos apresentados ao abrigo nas √°reas contempladas no OPP, e que v√£o ser financiados pelo Governo com 3 milh√Ķes de euros.

O OPP é um processo democrático, directo e universal, e a votação está aberta a todos os cidadãos.

A vota√ß√£o pode ser feita directamente em https://opp.gov.pt/ ou atrav√©s do envio de uma mensagem de telem√≥vel.”

Geologia e Paleontologia Urbana – livros

CAPA GUIA LAGOS (Large)Ao fim de alguns anos são agora publicados três livros bilingues, português e inglês, que escrevi em parceria relativos à Geologia e Paleontologia Urbana de três cidades portuguesas, mais concretamente do Algarve РFaro, Lagos e Tavira.

Como sou o autor, parece-me mais adequado transcrever o que foi escrito sobre estes livros em dois jornais.
Entrevista na r√°dio nacional Antena1 pode ser escutada aqui.

“Um¬†projeto pioneiro, inovador e original¬Ľ √© como Lu√≠s Rodrigues, diretor do Centro de Ci√™ncia Viva de Lagos (CCVL), define os novos Guias de Geologia e Paleontologia Urbana que, no conjunto, prop√Ķem mais de uma centena de descobertas em tr√™s cidades algarvias. O primeiro, dedicado a Lagos, vai ser lan√ßado sexta-feira, 29 de janeiro.

Ci√™ncia, hist√≥ria e patrim√≥nio juntam-se para uma proposta simples ‚Äď descobrir diferentes tipos de rocha em Geologia e ambiente urbano, admirando o seu enquadramento e contexto espec√≠ficos. ¬ęA geologia e paleontologia urbana explicam a hist√≥ria das rochas que constroem os nossos equipamentos. A ideia √© visitar locais nas cidades, olhando para aquilo que os constr√≥i, os materiais com diferentes origens, percursos e idades. Muitas destas rochas t√™m vest√≠gios vis√≠veis de seres vivos com milh√Ķes de anos¬Ľ, explica Lu√≠s Rodrigues, mentor dos novos guias.

A ideia surgiu em 2013, quando coordenava em simult√Ęneo os Centros de Ci√™ncia Viva de Faro, Tavira e Lagos. O objetivo era criar um produto (guias) e atividade (visitas), que pudessem de alguma forma unir os tr√™s centros algarvios.

GUIA AMOSTRA 1 (Large)¬ęTodas as semanas fazia algo que me dava imenso prazer. Circulava pelas cidades √† procura de diferentes rochas. √Č uma maneira diferente de olhar para as coisas. Isso √© tamb√©m um dos principais objetivos destes guias, ou seja, desafiar as pessoas a modificar um pouco a maneira como olham para as rochas e verem tudo o que normalmente lhes passa despercebido¬Ľ, explica.
Os três primeiros Guias de Geologia e Paleontologia Urbana são dedicados às cidades de Lagos, Faro e Tavira. Os percursos sugerem pontos de interesse variados, desde cafés, muralhas, igrejas, praças, monumentos e conventos, até cemitérios, entre outros.

GUIA AMOSTRA 3 (Large) (2)¬ęEmbora existam publica√ß√Ķes de car√°ter cient√≠fico, este √© um projeto pioneiro a n√≠vel nacional em termos de livros destinados ao grande p√ļblico¬Ľ. √Č uma forma de despertar o interesse e aproximar os residentes, escolas e o turismo da geologia e paleontologia.

Al√©m disso, ¬ęprovam que o Algarve tem muito mais do que sol e praia para oferecer. Enriquecem ainda mais a oferta tur√≠stica e cultural no Algarve¬Ľ, sublinha.”

¬ęA nossa miss√£o nos Centros de Ci√™ncia Viva √© promover a ci√™ncia e tecnologia, mas estas n√£o est√£o isoladas de tudo o resto. A arte, a hist√≥ria, o patrim√≥nio est√£o tamb√©m aqui presentes.
Desenvolvemos uma estrat√©gia que permitiu integrar v√°rias √°reas do conhecimento¬Ľ.

GUIA AMOSTRA 5Participaram ainda na concepção dos Guias Rita Manteigas, historiadora e autora responsável pelos textos de complemento histórico, e Margarida Agostinho, professora de Biologia e Geologia e Ciências naturais, em Lagos.

O cemit√©rio da Igreja do Carmo, em Tavira, √© um dos pontos de paragem que mais encantou Rodrigues. ¬ęGosto muito desta hist√≥ria. Neste cemit√©rio existe a campa de um soldado. Com o tempo, a eros√£o fez aparecer amonites. Aos meus olhos, acabam por ser dois seres vivos que l√° est√£o sepultados. Um humano e um outro ser com mais de 100 milh√Ķes de anos. H√° ali uma partilha entre seres de diferentes esp√©cies e diferentes tempos, e tem, para mim, um simbolismo quase po√©tico¬Ľ, revela.

GUIA AMOSTRA 6Outro exemplo √© o tampo do balc√£o de um caf√©. ¬ęEntrei apenas para pedir um caf√©. No entanto, comecei a olhar para esta rocha incr√≠vel que era o tampo do balc√£o, com mega cristais e aur√©olas verdes enormes. Vim a descobrir que √© um impressionante granito finland√™s. A rocha mais antiga do nosso percurso em Tavira. Os donos n√£o tinham no√ß√£o. Disseram-me que achavam-no bonito e o tinham aproveitado de um outro caf√©¬Ľ.

Excerto do Jornal Barlavento

Margarida-Agostinho-e-Luis-Azevedo-Rodrigues_Centro-Ciencia-Viva-de-Lagos-1-1250x596Quem entra numa igreja para a visitar, olha para as pedras dos arcos, p√≥rticos e colunas, mas apenas para apreciar o estilo e a mestria de quem as esculpiu. Mas agora h√° um guia que quer p√īr os visitantes a olhar de outra forma para as pedras, que at√© contam hist√≥rias bem mais antigas que o pr√≥prio monumento.

Se j√° teve a sorte de apanhar aberta e visitar a Igreja de S√£o Sebasti√£o, em Lagos, certamente nunca reparou nos f√≥sseis com 150 milh√Ķes de anos que existem na rocha em que √© feita a pia batismal. E quem fotografa o D. Sebasti√£o, na baixa da cidade, talvez nunca tenha olhado bem para as quatro diferentes rochas que foram usadas pelo escultor Jo√£o Cutileiro para fazer a est√°tua do rei menino.

GUIA AMOSTRA 4 (Large)Amanh√£ , no √Ęmbito dos festejos do feriado municipal de Lagos e do s√©timo anivers√°rio do Centro Ci√™ncia Viva da cidade, este CCV vai lan√ßar o ¬ęGuia de Geologia e Paleontologia Urbana de Lagos¬Ľ, da autoria de Lu√≠s Azevedo Rodrigues e Margarida Agostinho, que pretende, precisamente, dar a conhecer as rochas e os f√≥sseis que fazem parte de igrejas, monumentos e outros edif√≠cios e equipamentos urbanos.

Este √© o primeiro de uma s√©rie de tr√™s guias a ser editados em 2016, sobre as tr√™s cidades algarvias com Centros Ci√™ncia Viva ‚Äď Faro, Lagos e Tavira. Os de Faro e Tavira, segundo revelou Lu√≠s Azevedo Rodrigues ao Sul Informa√ß√£o, dever√£o ser lan√ßados durante o pr√≥ximo m√™s de Fevereiro.

Luis-Azevedo-Rodrigues_Centro-Ciencia-Viva-de-Lagos-1-1250x596 (1)O diretor do CCV de Lagos, ele pr√≥prio doutorado em Paleontologia, conta que a ideia de fazer estes guias surgiu quando era coordenador dos tr√™s Centros Ci√™ncia Viva existentes no Algarve, numa ¬ętentativa de coordenar a sua interven√ß√£o e de os unir num projeto comum¬Ľ. A ideia, explica em entrevista ao nosso jornal, ¬ęfoi criar um roteiro usado pelos CCV para divulgar a cidade, mas sob o ponto de vista geol√≥gico e paleontol√≥gico¬Ľ.

GUIA AMOSTRA 2 (Large)¬ęO que quer√≠amos √© que as pessoas fossem, por exemplo, visitar uma igreja ou as muralhas e olhassem tamb√©m para os materiais geol√≥gicos que constroem esses monumentos. Essas rochas t√™m uma hist√≥ria, uma cronologia, por vezes t√™m f√≥sseis, outras vezes vieram de muito longe para serem usadas neste ou naquele edif√≠cio, fizeram um longo caminho para c√° chegar¬Ľ.”

Excerto do jornal Sul Informação

 

Imagens: do jornal Barlavento e dos Guias de Geologia e Paleontologia Urbana de Lagos, de Faro e de Tavira.

GUIA AMOSTRA 7GUIA AMOSTRA 8Referências:
Rodrigues, L.A. and Agostinho, M. (2016) Tavira ‚Äď Guia de Geologia e Paleontologia Urbana – Urban Geology and Paleontology Guide. Lagos Ci√™ncia Viva Science Centre Editions, 120pp. ISBN 978-989-99519-0-7.
Rodrigues, L.A. and Agostinho, M. (2016) Lagos ‚Äď Guia de Geologia e Paleontologia Urbana – Urban Geology and Paleontology Guide. Lagos Ci√™ncia Viva Science Centre Editions, 124pp. ISBN 978-989-99519-2-1.
Rodrigues, L.A. and Agostinho, M. (2016) Faro ‚Äď Guia de Geologia e Paleontologia Urbana Urban Geology and Paleontology Guide. Lagos Ci√™ncia Viva Science Centre Editions, 114pp. ISBN 978-989-99519-1-4.

Únicos e Bons: Ciência Viva no Verão

cviva_verao_rede2015_banner-01Pelo pa√≠s fora, s√£o mais de 1100 atividades gratuitas onde a ci√™ncia e a tecnologia se cruzam com as tradi√ß√Ķes ou o patrim√≥nio natural, da engenharia da visita √† Ponte 25 de Abril ou √† geologia das encostas do Douro.

Outras coisas haverá para legitimar o título mas agora escrevo sobre a promoção da ciência e da tecnologia feita em Portugal durante o Verão, mais concretamente da 19.ª edição do Ciência Viva no Verão (CV Verão). E o título é mais do que merecido para este programa.

PONTE 25 ABRIL (Large)Salvo erro, este √© um programa √ļnico e gratuito a n√≠vel mundial, onde durante os meses de Ver√£o, a ci√™ncia e a tecnologia s√£o as personagens centrais de visitas e passeios, observa√ß√Ķes e caminhadas. O CV Ver√£o, promovido pela Ag√™ncia Nacional Ci√™ncia Viva, procurou sempre envolver os cientistas e as entidades que se dedicam √† investiga√ß√£o e divulga√ß√£o da ci√™ncia com o cidad√£o comum, particularmente neste caso o que se encontra de f√©rias.

Parece paradoxal que, durante as férias se gaste tempo a aprender ou ver com outros olhos o mundo que nos rodeia, se façam visitas acompanhadas. Mas para além de enriquecedoras, na época chamada de tonta, esta foi e é uma ideia vencedora. Graças à visão de que proporcionar aos veraneantes formas de enriquecer a sua literacia científica e tecnológica, conhecer o património natural do seu país ou mesmo apenas olhar as estrelas, o Ciência Viva no Verão sempre foi considerado um ovo de Colombo da divulgação. Tal como outras simples ideias vencedoras, o CV Verão é reconhecido pela maioria e é dado como adquirido. Mas às vezes só valorizamos quando perdemos o que nos está próximo. Este ano, o CV Verão continua com a mesma filosofia dos anos anteriores apenas com uma diferença: é a Rede Nacional de Centros Ciência Viva a responsável pela coordenação deste programa.

Visita Ciência Viva no Verão

Visita Ciência Viva no Verão

H√° momentos √ļnicos nestes 18 anos de CV Ver√£o, momentos que o quase meio milh√£o de participantes das 25 mil a√ß√Ķes puderam vivenciar no passado. Eu n√£o me posso esquecer de dois enquanto dinamizador de visitas √†s pegadas de dinossauro da Salema. O primeiro √© a hist√≥ria do Vasco que queria ser paleont√≥logo, que me deixou a pensar que n√£o devemos ser condescendentes com os mais pequenos, em especial quando estes est√£o decididos a seguir uma carreira cient√≠fica, porque tamb√©m esta √© tamb√©m uma das qualidades do CV Ver√£o, promover a ci√™ncia enquanto carreira. A outra envolveu turistas alem√£es que me queriam obrigar a receber o dinheiro, porque achavam que este tipo de a√ß√Ķes deveria ser paga. A verdade √© que o CV Ver√£o √© um investimento mas √© um investimento ganho pois dar a conhecer a ci√™ncia, a tecnologia e o patrim√≥nio natural, √© um investimento que nunca ser√° um investimento perdido.

BANNER CIENCIA AO SULNo Algarve, os tr√™s centros Ci√™ncia Viva aqui existentes (Faro, Lagos e Tavira) organizaram 260 atividades gratuitas, dos ‚ÄúAstros e Sons Noturnos na Ria Formosa‚ÄĚ onde se alia a observa√ß√£o dos astros com a audi√ß√£o da fauna da ria ou perceber o curso feito ‚ÄúDa Pedra calc√°ria √† cal das nossas casas‚ÄĚ, uma descoberta da transforma√ß√£o do calc√°rio em cal na Aldeia de Santa Rita ou mesmo uma visita guiada √†s pegadas de dinossauro da Praia Santa.

SAL GEMA (Large)Pelo pa√≠s fora, s√£o mais de 1100 atividades gratuitas onde a ci√™ncia e a tecnologia se cruzam com as tradi√ß√Ķes ou o patrim√≥nio natural, da engenharia da visita √† Ponte 25 de Abril ou √† geologia das encostas do Douro.

Aproveite o Verão com Ciência no Ciência Viva no Verão em Rede 2015!

Inscri√ß√Ķes e informa√ß√Ķes – Ci√™ncia Viva no Ver√£o em Rede

(Artigo originalmente publicado no P3)

WORKSHOP: StixCamp on using Open standards in Science, Education, Technology & Culture, for Development.

Informação recebida do amigo Pedro Russo, Universidade de Leiden (Holanda)

WORKSHOP: StixCamp on using Open standards in Science, Education, Technology & Culture, for Development.

STIX CAMP POSTERFigueira de Castelo Rodrigo acolhe nos dias 17 e 19 de Julho de 2015 o workshop internacional sobre a utilização de standards abertos na Ciência, Educação, Tecnologia e Cultura para o Desenvolvimento. Este workshop é organizado em parceria pela Universidade de Leiden (Holanda) e o Município de Figueira de Castelo Rodrigo.

O workshop conta com a presença de especialistas internacionais como:

Bruno Sanchez-Andrade Nu√Īo (respons√°vel pelo Innovation Lab do Banco Mundial)
Eisuke Tachikawa (fundador do est√ļdio de designer Nosigner e que desenvolveu os escrit√≥rios open source para a Mozilla (Firefox) em T√≥quio)
Edward Gomez (Director de Educação do programa científico LCOGT fundado pelo primeiro vice-presidente da Google, Wayne Rosing).

Mais informa√ß√Ķes: www.open.org.pt

Comunicação de Ciência | Congresso SciCom Pt 2015

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(Nova data-limite para submissão de resumos: 27 de Março de 2015)

O Congresso de Comunica√ß√£o de Ci√™ncia SciCom Pt 2015, em Lagos, ambiciona ser um ponto de encontro de pessoas, mas tamb√©m de projectos e percursos profissionais que envolvam a Comunica√ß√£o de Ci√™ncia, √† semelhan√ßa das edi√ß√Ķes anteriores, 2013 no Pavilh√£o do Conhecimento, em Lisboa e em 2014, na Universidade do Porto.
O Centro Ci√™ncia Viva de Lagos quando aceitou o desafio de organizar a edi√ß√£o do SciCom Pt 2015, CARTAZ SCICOM 03 2015 (Large)numa parceria com os outros dois Centros Ci√™ncia Viva no Algarve, Faro e Tavira, sentiu que estava a cumprir a sua miss√£o principal – divulgar e promover a cultura cient√≠fica e tecnol√≥gica para todos. Este congresso permite que outros actores como os Centros Ci√™ncia Viva mostrem o seu trabalho e os projetos em que est√£o envolvidos no √Ęmbito da cultura cient√≠fica.
Os dois primeiros dias do Congresso, 28 e 29 de Maio de 2015, serão dedicados à apresentação e discussão de trabalhos e/ou projectos em Comunicação de Ciência e à apresentação de palestras por parte de oradores convidados.

O Congresso contar√° com 4 oradores convidados e 6 workshops. O √ļltimo dia, 30 de Maio, ser√° dedicado √† realiza√ß√£o de cursos e workshops em diversas √°reas, que permitam aos participantes no Congresso adquirirem e/ou desenvolverem compet√™ncias espec√≠ficas em diversas vertentes da Comunica√ß√£o de Ci√™ncia, que incluem a comunica√ß√£o oral, fontes de financiamento, ou a comunica√ß√£o e literacia visuais.

HANS PETER PETERSOs Oradores Convidados s√£o Hans Peter Peters (Research Center J√ľlich/Free University of Berlin) que apresentara a Comunica√ß√£o: Motivations, Opportunities and Repercussions: Scientists as Public Communicators in a Complex Media World, que √© o reflexo do seu trabalho de an√°lise do papel dos cientistas como comunicadores mas tamb√©m do relacionamento dos cientistas com os media e os jornalistas.

 

IANDo museu de Ci√™ncia irland√™s Science Gallery Dublin, vir√° Ian Brunswick que falar√° desta institui√ß√£o e sobretudo de uma das suas miss√Ķes – a rela√ß√£o da Ci√™ncia com a Arte e a Comunica√ß√£o Sparking Collisions Between Art and Science.

 

 

KAREN BULTITUDE1Karen Bultitude da University College London discutir√° uma das quest√Ķes mais negligenciadas em Comunica√ß√£o de Ci√™ncia: a avalia√ß√£o do impacto. Kate Bultitude ser√° igualmente formadora num dos workshops no dia 30. O Orador Convidado que encerrar√° o Congresso ser√° o Professor Carlos Fiohais da Universidade de Coimbra que apresentar√° uma Breve Hist√≥ria da Luz, tema que lhe √© caro tanto mais por ser Carlos Folhais 2015 o coordenador nacional do Ano Internacional da Luz.

Os Workshops contarão com especialistas em diversas áreas uma vez que a Comunicação de Ciência necessita de muitas e variadas valências.

 

VASCO TRIGO copyO jornalista Vasco Trigo ministrará o workshop Comunicação de Ciência com os Media: Do’s and Don’ts que permitirá aos participantes tomar contacto e ganhar experiência de uma entrevista televisiva.

 

 

 

Fernando Correifernando-correia-240x320-transp-softbordera, da Universidade de Aveiro, é um ilustrador científico que introduzirá algumas regras e técnicas de boa comunicação visual de Ciência no workshop Comunicação Científica Visual (Visualcia).

O Horizonte 2020: Preparação de propostas e processo de avaliação é o tema que será introduzido por Ricardo Miguéis, da Fundação para Ciência e Tecnologia, na sua formação, introduzindo boas práticas na preparação e submissão de candidaturas a este programa de financiamento.

Como praticar a Comunicação Oral de Ciência será o curso prático ministrado por Ana Sanchez e Joana Lobo Antunes, ambas do Instituto de Tecnologia Química e Biológica.

PAULO QUERIDO copyO também jornalista Paulo Querido ministrará a formação Comunicar na Sociedade em Rede sobre os desafios das redes sociais em Comunicação de Ciência. O painel formativo do Congresso SciCom Pt 2015 ficar completo com a já referida ação de Karen Bultitude em avaliação de Comunicação de Ciência.

 

 

Para al√©m das dimens√Ķes referidas, o SciCom Pt 2015 ser√° tamb√©m um espa√ßo de contacto in468023_532779736785568_1099825691_oformal entre profissionais e n√£o-profissionais que de alguma forma estejam interessados e envolvidos na divulga√ß√£o e envolvimento de todo o tipo de p√ļblicos na Ci√™ncia e Tecnologia. Existir√£o momentos informais de troca de experi√™ncias, demonstra√ß√£o de projectos, abordagens diversas para um cada vez maior envolvimento da Sociedade nos processos de tomada de conhecimento e de decis√£o que envolvam a Ci√™ncia.

SciCom_2013_4-920x300

967165_532781303452078_1387797640_oO Congresso tem uma inscri√ß√£o no valor de 40 euros para os dois primeiros dias a que acrescem 30 euros para os congressistas que desejem frequentar um dos seis workshops. A Comiss√£o Organizadora do Congresso conta receber cerca de 200 congressistas no Centro Cultural de Lagos, num evento apoiado pela Ag√™ncia Nacional para Promo√ß√£o da Cultura Cient√≠fica e Tecnol√≥gica/Ci√™ncia Viva e da C√Ęmara de Lagos. O Congresso conta ainda com o apoio da CP que ter√° pre√ßos promocionais para as viagens de comboio de e para Lagos a partir de todo o pa√≠s.

10398068_525151687590639_1163044237076079360_nA Comunica√ß√£o de Ci√™ncia est√° neste momento numa fase muito din√Ęmica em Portugal, com v√°rias institui√ß√Ķes, particularmente as de investiga√ß√£o e universit√°rias, a reconhecerem o papel fundamental de difundirem, partilharem e envolverem os cidad√£os n√£o s√≥ no conhecimento cient√≠fico e tecnol√≥gico mas tamb√©m nos processos conducentes a esse mesmo conhecimentos e mesmo nas tomadas de decis√£o no que √†s pol√≠ticas cient√≠ficas diz respeito.

A Comunicação de Ciência actualmente não é apenas a partilha do prazer que a Ciência pode gerar mas sobretudo é o envolver de todos numa forma de ver o mundo e a nós próprios. Há uma outra dimensão para o que a Comunicação de Ciência pode trazer para a Sociedade pois a extensão de conhecimentos apesar de importante já não chega. Os comunicadores de Ciência devem assumir-se cada vez mais como mediadores entre os produtores de conhecimento, os decisores políticos e os cidadãos.

Trocado por Mi√ļdos

Ultimamente apenas tenho escrito  neste blog para relatar o que vou fazendo ou projectos em que participo(ei).

Hoje não vou fugir à regra embora as saudades de divagar por temas científicos me ande a assolar há muito.

Não será bem assolar; esta vontade de escrever antes é uma síndrome de abstinência mas de efeitos muito lentos.

Não mói, não me impede de ter um dia aparentemente normal, os amigos e a família continuam a reconhecer-me (ou evitar-me, conforme os casos…), é quase uma sensação física e já o havia contado aqui.

Agora que gastei 2 minutos a escrever como gosto, ou seja, como se teclasse, posso fazer um bocadito de auto-promoção descarada.

Trocado Por Mi√ļdos

O livro Trocado por Mi√ļdos, publicado pela Porto Editora, resultou de uma compila√ß√£o de perguntas feitas por crian√ßas em idade escolar, sobre (quase) todos os assuntos.

Feita a selecção das perguntas, a Porto Editora lançou as bombas a conhecidos especialistas portugueses da Ciência, Economia, Política, Religião, Filosofia, enfim, de quase todas as áreas.

E também em enviaram a mim, ilustre desconhecido.

As perguntas que as mentes da Porto Editora me enviaram foram:

-Dizem que evolu√≠mos dos macacos. √Č verdade?

-Porque é que se diz que os humanos há bastantes anos eram parecidos com macacos?

-Na História dizem que viemos dos macacos, ou seja, evoluímos. Porque é que os macacos já não evoluem?

De início, fiquei contente por a Porto Editora se ter lembrado de mim que embora tenha investigado em temas evolutivos e particular gosto pela divulgação científica da Evolução, sou sobretudo um paleontólogo de dinossauros com experiência em comunicação de ciência.

Depois, assustei-me com as perguntas que embora sejam habituais nesta e noutras faixas etárias, requerem sempre particular atenção na resposta.

Finalmente decidi n√£o responder a uma, como sugerido pela editora inicialmente, mas √†s tr√™s e convidar uma bi√≥loga com quem nunca havia trabalhado mas com quem j√° havia discutido temas de divulga√ß√£o em Evolu√ß√£o v√°rias vezes ‚Äď a Alexandra S√° Pinto do CIBIO.

Pelo meio ainda houve direito a que me lembrasse de uma figura que o meu colega Matthew Bonnan me havia mostrado e divulgado rela√ß√Ķes de parentesco em Evolu√ß√£o e que lhe pedisse a amabilidade de a adaptar para este livro.

Evolução, Matthew Bonnan Adaptado por Luis Azevedo Rodrigues

Evolução, Matthew Bonnan
Adaptado por Luís Azevedo Rodrigues

E foi assim, que a minha participa√ß√£o no livro Trocado Por Mi√ļdos aconteceu.

Por atenção aos outros autores e, sobretudo, pela ajuda que este livro dará à Aldeias de Crianças SOS Portugal, comprem o livro.

Nota: nenhum dos autores recebeu qualquer remuneração ou pagamento pela escrita ou venda do livro.

Manifesto pela Comunicação da Ciência em Portugal

Aproveito para dar a conhecer e relembrar o Manifesto pela Comunicação de Ciência em Portugal.
Na ligação o texto e a possibilidade de assinar.

SciCom PT 2013: algumas ideias sobre comunicação de ciência

Aqui ficam algumas notas do Congresso de Comunicação de Ciência em Portugal (SciCom PT 2013), que decorreu nos dias 27 e 28 de Maio no Pavilhão do Conhecimento, em Lisboa Рem modo telegráfico.

Roberto Keller-Perez

1) Conheci diversas pessoas com quem interagia h√° muito mas que nunca havia contactado pessoalmente. A frase que mais utilizei no SciCom foi ‚ÄúFinalmente conhecemo-nos em pessoa, fora do Facebook/Twitter/mail!‚ÄĚ.
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Parecendo que não, e parafraseando o José Vítor Malheiros, nada como o contacto pessoal para a comunicação ser melhor. E isto é importante em Comunicação de Ciência.

603058_532781540118721_78180035_n2) A Comunicação de Ciência deve servir para que os cientistas divulguem o seu trabalho. Mas também para que parem, pensem e meditem sobre o que andam a fazer profissionalmente. De outra forma: a divulgação de Ciência pode ser para o cientista um momento zen (ou de horror) perante o seu trabalho e as perguntas científicas que lhe estão na base. Baudouin Jurdant disse-o e concordo, embora ele não precise da minha opinião para nada.

3) A generalidade dos cientistas e comunicadores de Ciência não sabe comunicar visualmente.
Esta foi uma das ideias da sess√£o que moderei, Comunica√ß√£o Visual na Comunica√ß√£o de Ci√™ncia. Vendo a generalidade dos posters e apresenta√ß√Ķes do SciCom PT verifiquei que os comunicadores de Ci√™ncia necessitam investir mais na sua literacia visual. Esta necessidade pode ser respondida por colabora√ß√Ķes interdisciplinares, com ilustradores de Ci√™ncia e designers de comunica√ß√£o.

419994_532779290118946_971022329_nSe √© verdade que nos √ļltimos anos tem sido feito um esfor√ßo grande na forma√ß√£o dos comunicadores de Ci√™ncia, sobretudo fornecida por jornalistas, tamb√©m √© certo que a forma√ß√£o na componente visual tem sido minorada ou apenas negligenciada.

4) O p√ļblico, em particular as crian√ßas e os jovens, pode colaborar em projectos de divulga√ß√£o atrav√©s da formula√ß√£o de perguntas directas aos cientistas.

378133_532780246785517_2035098939_nColocar perguntas objectivas, como se de hip√≥teses a testar se tratassem. Pedro Russo* disse-o e complementou que, apesar de dif√≠cil, esta abordagem √© muito interessante ao n√≠vel da participa√ß√£o do p√ļblico na Ci√™ncia.

Esta perspectiva pode gerar alguma resist√™ncia pelas dificuldades formais na sua implementa√ß√£o pr√°tica. Reconhe√ßo que sim mas √© um dos pontos fundamentais no envolvimento do p√ļblico na Ci√™ncia: permitir que fa√ßam quest√Ķes cient√≠ficas, por mais banais que sejam.

3928_532326933497515_547621968_n5) Apesar de estar rodeado de comunicadores de ci√™ncias, tarimbados no contacto pessoal e capacidade de resumir e comunicar, verifiquei que uma frase e um objecto conseguem intimidar a generalidade. A frase √© ‚ÄúTens 45 segundos para mim?‚ÄĚ e o objecto um gravador. Compreendo que o tempo est√° caro, que a minha figura pode ser intimidante, especialmente quando o tento evitar, mas sempre esperei que o gravador os acalmasse. A verdade √© que muitos dos colegas comunicadores de Ci√™ncia se assustam com um gravador, pelo menos ao in√≠cio.

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As breves respostas de alguns dos comunicadores de Ciência que estiveram no SciCom poderão ser ouvidos no programa Ciência Viva À Conversa especial Рabaixo.

Livro de resumos do SciCom PT (PDF).

Até ao SciCom PT 2014 no Porto!

Os depoimentos de alguns participantes ficaram registados em mais um programa Ciência Viva À Conversa.

*Pedro Russo apresenta neste texto “Porque √© que o P√ļblico se h√°-de Interessar (em Ci√™ncia)?“a sua comunica√ß√£o convidada e √© um excelente texto sobre a Comunica√ß√£o de Ci√™ncia – podem tamb√©m descarregar a sua apresenta√ß√£o.

Imagens: Estas e outras fotos de Roberto Keller-Perez do congresso poder√£o ser vistas aqui.

Congresso SciCom 2013

Apenas algumas linhas antes de rumar a Lisboa para participar no Congresso SciCom 2013.
A minha participa√ß√£o passou pelo (honroso) convite para fazer parte da Comiss√£o Cient√≠fica, ter avaliado bastantes abstracts, dois p√≥sters (“Das Igrejas √Äs Cal√ßadas: Geologia e Paleontologia Urbanas no Algarve” e “Um Gravador e Pessoas: divulgar a Ci√™ncia na r√°dio”).

No √ļltimo dia irei moderar as apresenta√ß√Ķes e debate “A comunica√ß√£o visual na comunica√ß√£o de ci√™ncia

O livro de resumos e programa poderão ser descarregados aqui.

At√© l√°…

scicom-blogue2Congresso de Comunicação de Ciência

SciCom PT 2013

:: Envolver o p√ļblico
:: Envolver os cientistas
:: Envolver os media

27 e 28 de Maio de 2013 | Pavilh√£o do Conhecimento, Lisboa

O Congresso de Comunicação de Ciência 2013 pretende ser um ponto de encontro e discussão para todos os que trabalham e se interessam pela comunicação e divulgação da Ciência.
A comunidade de profissionais que se dedicam √† investiga√ß√£o, promo√ß√£o, comunica√ß√£o e dissemina√ß√£o de ci√™ncia em Portugal tem-se desenvolvido consideravelmente nos √ļltimos anos, com o correspondente aumento na quantidade e qualidade do trabalho realizado nestas √°reas. Paralelamente a este crescimento, o interesse pelas quest√Ķes cient√≠ficas e tecnol√≥gicas e a procura de informa√ß√£o cient√≠fica aumentou de forma sens√≠vel nos diferentes sectores do p√ļblico.

Com esta evolu√ß√£o, tamb√©m amplificaram as oportunidades e a necessidade de actualiza√ß√£o, de debate e de interac√ß√£o na comunidade de profissionais de comunica√ß√£o de ci√™ncia. O Congresso de Comunica√ß√£o de Ci√™ncia ‚Äď SciCom PT 2013 pretende ser uma plataforma ao servi√ßo desses objectivos.”


A partir já de amanhã, e antecedendo os dois dias de congresso, começa a (A)Mostra | Filmes e Ciência.

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“Organizada pela Associa√ß√£o Viver a Ci√™ncia (VAC) no √Ęmbito do Congresso de Comunica√ß√£o de Ci√™ncia SciCom 2013, apresentar√° um panorama de trabalhos produzidos nesta √°rea em Portugal nos √ļltimos 10 anos, desde longas-metragens documentais a v√≠deos educativos e epis√≥dios de s√©ries televisivas.

Os Paquidermes do Rei D. Manuel I

360_rectInforma√ß√£o recebida da Funda√ß√£o Calouste Gulbenkian¬†relativa √†¬†exposi√ß√£o¬†360¬ļ Ci√™ncia Descoberta

Os Paquidermes do Rei D. Manuel I. Elefantes E Outra Exótica na Menagerie da Corte Portuguesa

13 março | Annemarie Jordan, Centro de História de Além-Mar, Lisboa

Os encontros com novos mundos na √Āsia, √Āfrica e nas Am√©ricas proporcionaram √† Corte portuguesa uma oportunidade √ļnica para obter animais selvagens desconhecidos. O com√©rcio e as rela√ß√Ķes comerciais trouxeram essas novidades para a Europa, abrindo mercados globais que os colecionadores reais portugueses exploraram com o apoio de comerciantes e agentes. Quanto mais ex√≥tico fosse o animal mais era valorizado. Os animais dom√©sticos ex√≥ticos davam cor √† vida quotidiana, √†s festas e entretenimentos, desempenhando um papel essencial na cria√ß√£o de cole√ß√Ķes reais ao longo do s√©culo dezasseis. As cole√ß√Ķes de animais ferozes em jaulas tornaram-se no prolongamento ao ar-livre das Kunstkammer (Gabinetes de Curiosidades) e o colecionar animais europeus, africanos e asi√°ticos refletia, de forma microc√≥smica, as cole√ß√Ķes de raridades no interior, exibidos em jardins sumptuosos, tamb√©m eles plantados com √°rvores e flores ornamentais importadas. Os colecionadores reais na Renascen√ßa dedicavam-se a uma cultura de cole√ß√Ķes de animais ferozes em jaulas e de jardins, de acordo com a qual animais e plantas, s√≠mbolos do poder e prest√≠gio de um propriet√°rio, eram reunidos e plantados para deslumbrar e assombrar.

ANNEMARIE JORDAN GSCHWEND

A Research Scholar with the Centro de História de Além-Mar (CHAM) in Lisbon and Switzerland since 2010, she obtained her Ph.D in 1994 from Brown University, writing a dissertation on the court, household and collection of Catherine of Austria, queen of Portugal (1507-1578). Her areas of specialization include patronage, collecting, menageries and Kunstkammmers at the Renaissance courts in Austria, the Netherlands, Spain and Portugal. In recent years, this research has focused on the court culture, patronage and collections of Habsburg women: in particular the sisters, wives and aunts of the rulers: Philip II of Spain, and the Emperors Charles V and Maximilian II. A further specialization of hers focuses on the cultural and artistic transfer between Africa, Asia, Brazil and the Renaissance Habsburg courts.

She is author of numerous publications (articles, exhibition catalogue essays and contributions in books), including her own books: Retrato de Corte em Portugal. O legado de Ant√≥nio Moro (1552-1572), (Lisbon, 1994), The Story of S√ľleyman. Celebrity Elephants and other Exotica in Renaissance Portugal (Zurich, 2012), and a recent biography on the Portuguese queen, Catherine of Austria: Catarina de √Āustria. A rainha colecionadora, (Lisbon, 2012). She wrote several entries on Portuguese royal patrons and patronage for the Macmillan Dictionary of Art (London, 1996), and contributed two lengthy essays on the queens Leonor and Catherine of Austria for the Getty Foundation project: The Emperor Charles V and the Inventories of the Imperial Family, directed by Fernando Checa Cremades, published in 3 volumes (Madrid, 2010).

Dr Jordan was recently decorated by the Portuguese government with the Order of Henry the Navigator for guest curating the international exhibition:  Ivories of Ceylon. Luxury Goods of the Renaissance, which venued in 2011 at the Museum Rietberg in Zurich. This was the first exhibit ever on Portugal during the Age of Discovery to be shown in Switzerland.

Since 2008, she has been Project Director and Coordinator of a 5 year research project funded by the J. Paul Getty Foundation in Los Angeles on the life and career of the Austrian Imperial Ambassador in Spain, Hans Khevenh√ľller. The publication of Statesman, Art Agent and Connoisseur: Hans Khevenh√ľller, Imperial Ambassador at the Court of Philip II of Spain is expected in 2013-2014.”