Todos os Nomes (Errados)

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O fait divers taxonómico já o havia escrito há meses.
O texto, de sua graça “Todos os Nomes”, jogava com a aproximação mundana aos nomes científicos dados a novas espécies animais e vegetais.
A dessacralização onomástica passava por baptizar os recém incorporados seres vivos no Olimpo científico com nomes de comuns mortais. Comuns não seriam, já que os padrinhos involuntários eram pessoas ou instituições conhecidas.
Ainda assim, o encontro entre a terminologia científica e os nomes plebeus era bonita de analisar.
Hoje, no DN, é publicado artigo semelhante.
Louvo o escriba, já que o filão todos os dias é engrossado pelo labor dos cientistas, mas também pela assombrosa diversidade de vida na Terra.
Menos bem, desta vez, esteve o desesperado jornalista, que na ânsia de levar aos leitores tamanha novidade, foi contaminado por um síndrome tipo valter hugo mãe, mas em versão taxonómica.
Desrespeitando as regras básicas da nomenclatura taxonómica, o autor do artigo grafa todas (!) as espécies com letra minúscula.
Bem visto, bruno abreu!
Errata:
Para além da falta de maiúscula na primeira palavra do nome das espécies, ainda estão mal grafadas as seguintes espécies:
“metrarapdotus teixeirai” deve ser “Metrarabdotos teixeirai”
“nepenthes attenbogoughii” deve ser “Nepenthes attenboroughi”
“aghatidium cheneyi” deve ser “Agathidium cheneyi”
Das quatro primeiras que verifiquei, três estavam erradas.
Fico por aqui…e não as coloquei em itálico para não baralhar ainda mais…
Imagem:
daqui

Escamas

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Dona Lurdes lamenta a reforma, mas para o marido é pior, desculpa-se.
“O homem não consegue ficar quieto.”
Também ela não pára, e prova-o o que seguro nas mãos.
Trabalha na Graça, não da capital continental, mas o de São Miguel, Açores. O Mercado da Graça.
“As da Juliana ou da Veja são as melhores”, diz-me, regalada com as suas meninas.
“De Abrótea também são muito boas, mas têm que ser de Abrótea velha!”, acrescenta, rindo-se, matreira.
A ictiologia artística não teria melhor taxonomia do que a feita por Dona Lurdes.
Fala das peças que produz, artesanato.
Quadros, apeliques, todos manuseados com material inusitado e pouco fidalgo.
A carne foi-se, ficaram as escamas, sendo elas parte do ganha-pão da Lurdes do Mercado.
No da graça também elas se vendem, que ninguém perdoa, nem mesmo as escamas.
Amanhadas por Dona Lurdes, as escamas ficam lindas.
Antes cobriam peixes dos Açores; hoje enfeitam vários pontos do mundo, carregados por turistas de outros mares.
Pena as fotos de telemóvel não lhe fazerem jus.
Nem à simpatia da Dona Lurdes.
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Imagens – Luís Azevedo Rodrigues, com telemóvel.

Faça a legenda…

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…nos comentários.
P.S.- Ainda de pousio, não resisti.
Imagem:
Luís Azevedo Rodrigues – em dia de trovoada, por Terras do Demo.

Pousio

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Nos próximos tempos estarei, como muitos, afastado (tanto quanto possível) do blog e do twitter.
Estarei por aqui, aqui , aqui e aqui.
Reaparecerei quando menos esperar…
P.S.- quem quiser partilhar experiências de pousio, esteja à vontade: nos comentários.
Imagem:
daqui

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