Brasil Ameaçado-Cuíca de colete (Caluromysiops irrupta)

Cuíca de Colete: tímida ou ameaçada? (imagem: agriculturaeambiente.com.br)

Esse simpático marsupial é conhecido como cuíca de colete. Cuícas e gambás são marsupiais sul-americanos, parentes frequentemente esquecidos dos cangurus, coalas e tantas outras espécies de marsupiais australianos. Sua situação é controversa, tendo deixado a lista vermelha da IUCN em 1996, já que a instituição entendeu que a espécie é raramente registrada não por ter uma população pequena, mas porque tem hábitos de vida tímidos, sendo noturna, vivendo apenas em florestas virgens e nunca descendo do alto das árvores. No Brasil, no entanto, o ICMBio preferiu ser conservador, até porque essa espécie no Brasil está vendo seu habitat ser esfacelado pelo avanço da pecuária extensiva. Nos países vizinhos onde essa cuíca também ocorre, por exemplo o Peru, é provável que suas populações estejam mais saudáveis. Alimentam-se de pequenos animais, frutos e néctar, este último o torna um dos poucos mamíferos polinizadores que não voam. Possuem uma cauda preênsil e são relativamente grandes, pesando o dobro da média das espécies próximas (450 g). Quer ajudar a Cuíca de colete? Procure comprar apenas carne com selo verde, cuja produção não decorre de desmatamento mais atual.

Por que o código florestal que tramita no congresso não pode passar: Soma das reservas

O novo código florestal permite que se some as áreas das áreas de preservação permanente (APP) nas áreas de reserva legal (RL). Se é necessário preservar 30% da área e 10% é de áreas de preservação permanente, continua-se com apenas 30% da área preservada, já que desconta-se da RL a área de APP. Antigamente o total preservado seria de 40%.

Em termos ecológicos este cálculo é errado. As APP’s precisam ser preservadas por possuírem características e papéis ecológicos específicos (encostas, margens de rios), as RL’s precisam estar lá para compor uma trama de fragmentos conectados do que antes era um contínuo. Mato não é tudo igual!

É necessário que se desvincule a preservação de APP’s e RL’s na compreensão dos proprietários rurais, só assim os papéis destes dois tipos de áreas poderão ser realizados.

Por que o código florestal que tramita no congresso não pode passar: Amazônia Legal

As reservas legais na amazônia eram de 80% da área da propriedade, fato há muito contestado por proprietários rurais nesse bioma. Com os zoneamentos sócio-econômico-ecológicos (ZSEE) de cada estado englobado pela Amazônia Legal os proprietários rurais têm feito pressão e o novo código florestal considera a redução das reservas na Amazônia Legal para 50% nas áreas florestais e 20% em outras formações (cocais e savanas, por exemplo).

Esta alteração resultará em intenso desmatamento da floresta amazônica, induzindo o aumento das emissões de gás carbônico, seja pela queima da floresta, seja pela introdução da pecuária no que antes era floresta. Haverá ainda uma redução na complexidade do ambiente e da conectividade entre manchas de floresta nas propriedades rurais, o que, novamente, levará à perda de biodiversidade e serviços ecossistêmicos.

Alternativas apontam para um mínimo de 60% da vegetação amazônica preservada e planejada de forma a manter a conectividade entre fragmentos. Além de maior fiscalização para garantir a permanência desta área de reserva legal na amazônia.

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