Dentes e o bebê de 5 meses

Nossos dentes contam uma história interessante sobre a evolução humana, e isso fica muito evidente na dentição dos bebês. O próprio fato de termos uma mandíbula com dentes recobertos de um esmalte, o tecido mais mineralizado e duro do nosso corpo, demonstra que compartilhamos uma característica com todos os outros vertebrados mandibulados, incluindo os tubarões, peixes ósseos, anfíbios, répteis, aves e os outros mamíferos.

Entre os vertebrados mandibulados, somos característicos por termos dentes diferentes de acordo com a parte da mandíbula na qual eles crescem. Também é peculiaridade dos mamíferos que os dentinhos que nascem nos bebês de cerca de cinco meses duram uma parte da vida e depois são trocados por dentes definitivos.

De fato, a dentição dos mamíferos é muito diferente da dos demais vertebrados e existe grande variação interna ao grupo. Dentes adaptados a uma dieta onívora, com a presença de incisivos, caninos, pré-molares e molares largos e com cúspides baixas, são típicos de primatas. Os 32 dentes que carregamos na boca são semelhantes aos 32 apresentados por chimpanzés.

Em nossa história mais recente nossos dentes encolheram, especialmente os caninos. As causas disso ainda são discutidas, mas dentes menores podem decorrer de uma mudança da dieta para itens mais moles ou da introdução do fogo e do cozimento de alimentos.

Os dentes que começam a nascer por volta do quinto mês de vida do bebê são marcas indeléveis de seu passado evolutivo e suas relações de parentesco com tantos outros animais.

Tudo em um ano 10 – Vertebrados

Dentre a diversidade da vida há uma gigantesca miríade de organismos singulares e interessantíssimos em sua maneira de resolver os problemas que sobreviver e deixar descendentes impõem. Um dos grupos singular de espécies surge hoje em nosso ano cósmico. Seria uma covardia ressaltar a origem das singularidades apenas deste grupo sem um motivo claro se não fosse este grupo o nosso próprio. Então, hoje, 17 de Dezembro, começamos a narrar a evolução dos vertebrados.

Há apenas dois dias cósmicos os animais tornaram-se multicelulares e hoje uma série de características já nos tornam únicos. Temos um bastão de tecido flexível, mas não elástico, ao longo de todo o eixo de nosso corpo, temos fendas na faringe que não só nos permitem respirar como capturar alimento como uma peneira captura pedaços de laranja, temos uma cauda após o ânus.

Por estes dias surgirão outras mudanças fantásticas em nossos corpos que nos permitirão realizar coisas que nenhum animal sonharia. Uma mandíbula nos fará deixar o posto de presas e nos tornarmos predadores temidos. Apêndices pares nos permitirão nadar com maior eficiência, atingirmos outras formas de nos deslocarmos pelo mundo e, um dia, manipular objetos ao nosso redor. Uma caixa rígida protegerá o principal de nosso sistema nervoso, permitindo-lhe se desenvolver e especializar. Não mais importante do que tudo isto, agora passamos a ter um conjunto de vértebras que ajudam a sustentar nossos corpos que podem crescer bem mais.

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