Manifesto pela Comunicação da Ciência em Portugal

Aproveito para dar a conhecer e relembrar o Manifesto pela Comunicação de Ciência em Portugal.
Na ligação o texto e a possibilidade de assinar.

Documentário: A História de Um Erro

A Comunicação de Ciência faz-se também pelo cinema e outras formas de expressão audiovisual.
Joana Barros, “estudou Gen√©tica Molecular no¬†Kings College London¬†e fez o doutoramento em Biologia Celular no¬†Institute of Cancer Research¬†no Reino Unido”, foi a realizadora deste document√°rio que aborda uma doen√ßa a partir de quem por ele √© afectado. Mostra tamb√©m que a express√£o e divulga√ß√£o de temas cient√≠ficos, mas n√£o s√≥, pode ser assumida por quem faz Ci√™ncia.

Joana Barros esteve na organização de (A)Mostra | Filmes e Ciência, no congresso de Comunicação de Ciência SciCom 2013.

O comunicado de Imprensa da Associação Viver a Ciência sobre o documentário que espero ver, tão breve quanto possível:

SlideshowEstreia1_siteDocumentário português sobre a Paramiloidose estreia nas Curtas de Vila do Conde

A Paramiloidose, ou “doen√ßa dos pezinhos”, como √© apelidada, √© uma doen√ßa gen√©tica fatal particularmente prevalente em Portugal. Os sintomas aparecem normalmente por volta dos 30 anos de idade e conduzem r√°pida e progressivamente ao colapso motor e sensitivo do organismo e em poucos anos √† morte.
A histoIŐÄ ria de um erro (1)Cada filho de um portador de Paramiloidose tem 50% de probabilidade de herdar o erro gen√©tico do seu progenitor, e como os sintomas s√≥ aparecem na idade adulta muitos portadores j√° t√™m filhos quando ficam doentes. Encontramos hoje fam√≠lias marcadas h√° muitas gera√ß√Ķes pela morte precoce dos seus familiares, mas tamb√©m pacientes que, por caprichos da biologia, desconheciam a exist√™ncia da doen√ßa nas suas fam√≠lias. Em qualquer um dos casos as consequ√™ncias individuais e familiares de um diagn√≥stico positivo s√£o avassaladoras.

A doença foi descrita pela primeira vez por Corino de Andrade, em 1952, desencadeando uma série de estudos que vieram mudar para sempre a vida dos portadores de Paramiloidose. Este documentário é um testemunho desse percurso, focado nas histórias de quem convive diariamente com a doença, não só portadores e familiares, mas também os médicos, cientistas, assistentes sociais e dirigentes associativos que dedicam as suas vidas a estes doentes.
O filme é também um veículo de conhecimento sobre a doença e sobre as importantes descobertas que permitem hoje aos seus portadores terem uma vida muito diferente da dos seus antepassados.

O filme ‚ÄúA hist√≥ria de um erro‚ÄĚ, realizado por Joana Barros, da Associa√ß√£o Viver a Ci√™ncia, vai estrear no dia 7 de Julho, no Festival Curtas em Vila do Conde.
A longa metragem documental ‚ÄúA hist√≥ria de um erro‚ÄĚ, realizada com o apoio da Funda√ß√£o Calouste Gulbenkian e da Funda√ß√£o para a Ci√™ncia e Tecnologia, vai ser apresentada pela primeira vez no dia 7 de Julho pelas 17h no Teatro Municipal de Vila do Conde, no √Ęmbito do 21.¬ļ Festival de Curtas de Vila do Conde.”

Document√°rio “A hist√≥ria de um erro” (Teaser) from Associa√ß√£o Viver a Ci√™ncia on Vimeo.

Document√°rio “A hist√≥ria de um erro” (Teaser 2) from Associa√ß√£o Viver a Ci√™ncia on Vimeo.

SciCom PT 2013: algumas ideias sobre comunicação de ciência

Aqui ficam algumas notas do Congresso de Comunicação de Ciência em Portugal (SciCom PT 2013), que decorreu nos dias 27 e 28 de Maio no Pavilhão do Conhecimento, em Lisboa Рem modo telegráfico.

Roberto Keller-Perez

1) Conheci diversas pessoas com quem interagia h√° muito mas que nunca havia contactado pessoalmente. A frase que mais utilizei no SciCom foi ‚ÄúFinalmente conhecemo-nos em pessoa, fora do Facebook/Twitter/mail!‚ÄĚ.
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Parecendo que não, e parafraseando o José Vítor Malheiros, nada como o contacto pessoal para a comunicação ser melhor. E isto é importante em Comunicação de Ciência.

603058_532781540118721_78180035_n2) A Comunicação de Ciência deve servir para que os cientistas divulguem o seu trabalho. Mas também para que parem, pensem e meditem sobre o que andam a fazer profissionalmente. De outra forma: a divulgação de Ciência pode ser para o cientista um momento zen (ou de horror) perante o seu trabalho e as perguntas científicas que lhe estão na base. Baudouin Jurdant disse-o e concordo, embora ele não precise da minha opinião para nada.

3) A generalidade dos cientistas e comunicadores de Ciência não sabe comunicar visualmente.
Esta foi uma das ideias da sess√£o que moderei, Comunica√ß√£o Visual na Comunica√ß√£o de Ci√™ncia. Vendo a generalidade dos posters e apresenta√ß√Ķes do SciCom PT verifiquei que os comunicadores de Ci√™ncia necessitam investir mais na sua literacia visual. Esta necessidade pode ser respondida por colabora√ß√Ķes interdisciplinares, com ilustradores de Ci√™ncia e designers de comunica√ß√£o.

419994_532779290118946_971022329_nSe √© verdade que nos √ļltimos anos tem sido feito um esfor√ßo grande na forma√ß√£o dos comunicadores de Ci√™ncia, sobretudo fornecida por jornalistas, tamb√©m √© certo que a forma√ß√£o na componente visual tem sido minorada ou apenas negligenciada.

4) O p√ļblico, em particular as crian√ßas e os jovens, pode colaborar em projectos de divulga√ß√£o atrav√©s da formula√ß√£o de perguntas directas aos cientistas.

378133_532780246785517_2035098939_nColocar perguntas objectivas, como se de hip√≥teses a testar se tratassem. Pedro Russo* disse-o e complementou que, apesar de dif√≠cil, esta abordagem √© muito interessante ao n√≠vel da participa√ß√£o do p√ļblico na Ci√™ncia.

Esta perspectiva pode gerar alguma resist√™ncia pelas dificuldades formais na sua implementa√ß√£o pr√°tica. Reconhe√ßo que sim mas √© um dos pontos fundamentais no envolvimento do p√ļblico na Ci√™ncia: permitir que fa√ßam quest√Ķes cient√≠ficas, por mais banais que sejam.

3928_532326933497515_547621968_n5) Apesar de estar rodeado de comunicadores de ci√™ncias, tarimbados no contacto pessoal e capacidade de resumir e comunicar, verifiquei que uma frase e um objecto conseguem intimidar a generalidade. A frase √© ‚ÄúTens 45 segundos para mim?‚ÄĚ e o objecto um gravador. Compreendo que o tempo est√° caro, que a minha figura pode ser intimidante, especialmente quando o tento evitar, mas sempre esperei que o gravador os acalmasse. A verdade √© que muitos dos colegas comunicadores de Ci√™ncia se assustam com um gravador, pelo menos ao in√≠cio.

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As breves respostas de alguns dos comunicadores de Ciência que estiveram no SciCom poderão ser ouvidos no programa Ciência Viva À Conversa especial Рabaixo.

Livro de resumos do SciCom PT (PDF).

Até ao SciCom PT 2014 no Porto!

Os depoimentos de alguns participantes ficaram registados em mais um programa Ciência Viva À Conversa.

*Pedro Russo apresenta neste texto “Porque √© que o P√ļblico se h√°-de Interessar (em Ci√™ncia)?“a sua comunica√ß√£o convidada e √© um excelente texto sobre a Comunica√ß√£o de Ci√™ncia – podem tamb√©m descarregar a sua apresenta√ß√£o.

Imagens: Estas e outras fotos de Roberto Keller-Perez do congresso poder√£o ser vistas aqui.

Congresso SciCom 2013

Apenas algumas linhas antes de rumar a Lisboa para participar no Congresso SciCom 2013.
A minha participa√ß√£o passou pelo (honroso) convite para fazer parte da Comiss√£o Cient√≠fica, ter avaliado bastantes abstracts, dois p√≥sters (“Das Igrejas √Äs Cal√ßadas: Geologia e Paleontologia Urbanas no Algarve” e “Um Gravador e Pessoas: divulgar a Ci√™ncia na r√°dio”).

No √ļltimo dia irei moderar as apresenta√ß√Ķes e debate “A comunica√ß√£o visual na comunica√ß√£o de ci√™ncia

O livro de resumos e programa poderão ser descarregados aqui.

At√© l√°…

scicom-blogue2Congresso de Comunicação de Ciência

SciCom PT 2013

:: Envolver o p√ļblico
:: Envolver os cientistas
:: Envolver os media

27 e 28 de Maio de 2013 | Pavilh√£o do Conhecimento, Lisboa

O Congresso de Comunicação de Ciência 2013 pretende ser um ponto de encontro e discussão para todos os que trabalham e se interessam pela comunicação e divulgação da Ciência.
A comunidade de profissionais que se dedicam √† investiga√ß√£o, promo√ß√£o, comunica√ß√£o e dissemina√ß√£o de ci√™ncia em Portugal tem-se desenvolvido consideravelmente nos √ļltimos anos, com o correspondente aumento na quantidade e qualidade do trabalho realizado nestas √°reas. Paralelamente a este crescimento, o interesse pelas quest√Ķes cient√≠ficas e tecnol√≥gicas e a procura de informa√ß√£o cient√≠fica aumentou de forma sens√≠vel nos diferentes sectores do p√ļblico.

Com esta evolu√ß√£o, tamb√©m amplificaram as oportunidades e a necessidade de actualiza√ß√£o, de debate e de interac√ß√£o na comunidade de profissionais de comunica√ß√£o de ci√™ncia. O Congresso de Comunica√ß√£o de Ci√™ncia ‚Äď SciCom PT 2013 pretende ser uma plataforma ao servi√ßo desses objectivos.”


A partir já de amanhã, e antecedendo os dois dias de congresso, começa a (A)Mostra | Filmes e Ciência.

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“Organizada pela Associa√ß√£o Viver a Ci√™ncia (VAC) no √Ęmbito do Congresso de Comunica√ß√£o de Ci√™ncia SciCom 2013, apresentar√° um panorama de trabalhos produzidos nesta √°rea em Portugal nos √ļltimos 10 anos, desde longas-metragens documentais a v√≠deos educativos e epis√≥dios de s√©ries televisivas.

Falhas

Descubra as falhas:

a) geológicas;
b) no ordenamento do território.
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Imagem: Luís Azevedo Rodrigues (Abril 2013)

Local: Praia da Salema, Vila do Bispo.

Dinos, satélites e briófitos | Podcast Ciência Viva À Conversa

Três conversas e quatro podcasts do Ciência Viva À Conversa.

Vanda Santos e Luis Azevedo Rodrigues em Vale Meios
Рsobre a paleontologia de Dinossauros em Portugal com Vanda Santos do Museu Nacional de História Natural e da Ciência;
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Рsobre um grupo de alunos e um professor que vão construir e por em órbita um satélite do tamanho de uma lata. Quem vai por em órbita o satélite é a Agência Espacial Europeia. A Escola é a Secundária de Olhão.

César Garcia briófitos e líquenes

 

 

– sobre os bri√≥fitos e l√≠quenes de Portugal e como √© o trabalho do bot√Ęnico C√©sar Garcia do Jardim Bot√Ęnico de Lisboa/Museu Nacional de Hist√≥ria Natural e da Ci√™ncia.

 

Imagens: Luís Quinta (primeira) Рnesta foto eu e a Vanda Santos em trabalho de campo há uns anos atrás em Vale de Meios.

Luís Azevedo Rodrigues (restantes)

O Velho e o Dino

O VELHO E O DINO

Durante mais de meia hora este septuagenário, em pé e sem nunca afastar os olhos da TV, mirou e remirou os dinossauros.

Sozinho, que para concentração a companhia é demais.

V√°-se l√° saber por que mirava.
Ou talvez n√£o.

 

Imagem: Luís Azevedo Rodrigues

Os Paquidermes do Rei D. Manuel I

360_rectInforma√ß√£o recebida da Funda√ß√£o Calouste Gulbenkian¬†relativa √†¬†exposi√ß√£o¬†360¬ļ Ci√™ncia Descoberta

Os Paquidermes do Rei D. Manuel I. Elefantes E Outra Exótica na Menagerie da Corte Portuguesa

13 março | Annemarie Jordan, Centro de História de Além-Mar, Lisboa

Os encontros com novos mundos na √Āsia, √Āfrica e nas Am√©ricas proporcionaram √† Corte portuguesa uma oportunidade √ļnica para obter animais selvagens desconhecidos. O com√©rcio e as rela√ß√Ķes comerciais trouxeram essas novidades para a Europa, abrindo mercados globais que os colecionadores reais portugueses exploraram com o apoio de comerciantes e agentes. Quanto mais ex√≥tico fosse o animal mais era valorizado. Os animais dom√©sticos ex√≥ticos davam cor √† vida quotidiana, √†s festas e entretenimentos, desempenhando um papel essencial na cria√ß√£o de cole√ß√Ķes reais ao longo do s√©culo dezasseis. As cole√ß√Ķes de animais ferozes em jaulas tornaram-se no prolongamento ao ar-livre das Kunstkammer (Gabinetes de Curiosidades) e o colecionar animais europeus, africanos e asi√°ticos refletia, de forma microc√≥smica, as cole√ß√Ķes de raridades no interior, exibidos em jardins sumptuosos, tamb√©m eles plantados com √°rvores e flores ornamentais importadas. Os colecionadores reais na Renascen√ßa dedicavam-se a uma cultura de cole√ß√Ķes de animais ferozes em jaulas e de jardins, de acordo com a qual animais e plantas, s√≠mbolos do poder e prest√≠gio de um propriet√°rio, eram reunidos e plantados para deslumbrar e assombrar.

ANNEMARIE JORDAN GSCHWEND

A Research Scholar with the Centro de História de Além-Mar (CHAM) in Lisbon and Switzerland since 2010, she obtained her Ph.D in 1994 from Brown University, writing a dissertation on the court, household and collection of Catherine of Austria, queen of Portugal (1507-1578). Her areas of specialization include patronage, collecting, menageries and Kunstkammmers at the Renaissance courts in Austria, the Netherlands, Spain and Portugal. In recent years, this research has focused on the court culture, patronage and collections of Habsburg women: in particular the sisters, wives and aunts of the rulers: Philip II of Spain, and the Emperors Charles V and Maximilian II. A further specialization of hers focuses on the cultural and artistic transfer between Africa, Asia, Brazil and the Renaissance Habsburg courts.

She is author of numerous publications (articles, exhibition catalogue essays and contributions in books), including her own books: Retrato de Corte em Portugal. O legado de Ant√≥nio Moro (1552-1572), (Lisbon, 1994), The Story of S√ľleyman. Celebrity Elephants and other Exotica in Renaissance Portugal (Zurich, 2012), and a recent biography on the Portuguese queen, Catherine of Austria: Catarina de √Āustria. A rainha colecionadora, (Lisbon, 2012). She wrote several entries on Portuguese royal patrons and patronage for the Macmillan Dictionary of Art (London, 1996), and contributed two lengthy essays on the queens Leonor and Catherine of Austria for the Getty Foundation project: The Emperor Charles V and the Inventories of the Imperial Family, directed by Fernando Checa Cremades, published in 3 volumes (Madrid, 2010).

Dr Jordan was recently decorated by the Portuguese government with the Order of Henry the Navigator for guest curating the international exhibition:  Ivories of Ceylon. Luxury Goods of the Renaissance, which venued in 2011 at the Museum Rietberg in Zurich. This was the first exhibit ever on Portugal during the Age of Discovery to be shown in Switzerland.

Since 2008, she has been Project Director and Coordinator of a 5 year research project funded by the J. Paul Getty Foundation in Los Angeles on the life and career of the Austrian Imperial Ambassador in Spain, Hans Khevenh√ľller. The publication of Statesman, Art Agent and Connoisseur: Hans Khevenh√ľller, Imperial Ambassador at the Court of Philip II of Spain is expected in 2013-2014.”

 

Calvin das Neves

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Depois de ter lido estas declara√ß√Ķes do Catedr√°tico Jo√£o C√©sar das Neves¬†recordei-me do pensamento de um seu colega, Calvin.

O Calvin faz-me sorrir; o João César nem por isso.

 

Referências:Revista Visão e Calvin and Hobbes.

 

MATH ATHEIST (Medium)

Observ@rte 2013

Um bocadinho de auto-promoção descarada.

Observ@rte 2013No pr√≥ximo dia 23 de Mar√ßo vou estar no Museu Nacional de Arte Antiga para participar no Observ@rte 2013,¬†encontro que “visa¬†estabelecer pontes atrav√©s de pr√°ticas pedag√≥gicas e projetos inovadores, entre a Ci√™ncia, a Arte, o Conhecimento, a Escola e os Museus.”

A minha participação será feita na Mesa Redonda:

A Ciência na Arte e a Arte na Ciência | 15h00

Fábrica Centro Ciência Viva | Universidade de Aveiro | Dulce Ferreira 
Faculdade de Ciências da Universidade do Porto | João Carlos Paiva
Museu de Ciência | Universidade de Coimbra | Miguel Gomes
Centro Ciência Viva de Lagos | Luís Azevedo Rodrigues
Moderação | Clara Pinto Correia
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