Epistemologia Feminista

O preconceito de gênero está infiltrado nas mais variadas áreas do conhecimento humano, desde as ciências humanas sociais até às ciências da vida. Um dos papéis da Epistemologia Feminista é elucidar esses preconceitos e questioná-los. Neste verbete escrito por Patrícia Ketzer, a pesquisadora indica como a Epistemologia Feminista está preocupada em investigar o papel do gênero nas diversas atividades epistêmicas, na transmissão de conhecimento e/ou crença por testemunho, assim como na produção científica. 

Ela aborda como esta Epistemologia aponta uma crítica ao sujeito cartesiano como um ser descorporificado e reivindica o corpo, assumindo que o conhecimento é possível ao sujeito corporificado. A Epistemologia Feminista, segundo Ketzer, possui cunho normativo, pois visa alterar as práticas de conhecimento para corrigir desigualdades de gênero, reivindicando mudanças sociais na produção do conhecimento. 

A autora ainda nos apresenta a Epistemologia Feminista Negra, que aposta nas raízes africanas do uso do diálogo para adequação das metodologias utilizadas na produção do conhecimento, mobilizando autoras como Grada Kilomba e Patricia Hill Collins. Aqui no Brasil, Sueli Carneiro destaca que negras/os são tratadas/os na academia apenas como objetos de estudo, e colocadas/os na condição de subalternas/os.

Patrícia Ketzer possui graduação (2008) e mestrado (2010) em Filosofia pela Universidade Federal de Santa Maria e doutorado em Filosofia pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (2015). Atualmente é professora adjunta II da Universidade de Passo Fundo. Tem experiência na área de Filosofia, com ênfase em Epistemologia, atuando principalmente nos seguintes temas: injustiças epistêmicas, epistemologia feminista, questões de gênero.

Leia o texto aqui e assista à entrevista com a autora aqui.

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