Querelle des Femmes : Mapeamento em Português

Luciana Calado nos apresenta um debate que é literário e também político. A querelle des femmes tem como mote a questão da natureza feminina, a representação da mulher nos discursos oficiais e a diferença entre os sexos. A querela foi iniciada em meados do século XV, na França, e estendeu-se por quase quatro séculos. Foi uma temática abordada por escritores e escritoras, cujos argumentos pendiam ora para a defesa das mulheres ora para criticá-las, em diversos formatos: manuscritos, livros, panfletos, cartas, etc. Alguns nomes como Gerda Lerner (1993), Joan Kelly (1982), Maria Milagros Rivera-Garettas (1990), Nicole Pellegrin (2010); Simone de Beauvoir (1949), dentre outros, marcam tal debate.

Quer saber mais? Você pode ler o verbete na integra aqui. E ainda, assistir à entrevista que a autora, Luciana Calado, concedeu à nossa editora Monique Hulshof, aqui.

Luciana Calado Deplagne é professora do Departamento de Letras Clássicas e Vernáculas da Universidade Federal da Paraíba, coordenadora do Grupo Christine de Pizan(CNPq), membra do GT da ANPOLL “Mulher e Literatura” e da Associação Brasileira de Estudos Medievais (ABREM)- Lattes

One thought on “<i> Querelle des Femmes </i>: Mapeamento em Português

  • 28 de outubro de 2021 em 14:00
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    O feminismo, movimento que há séculos se faz presente por meio da atuação memorável de tantas mulheres na sociedade, como Joana D’Arc, muito deve de fato à tradicional “Querelle des Femmes”, cuja precursora medieval-renascentista foi Christine de Pizan e sua “Cidade das Damas”. Essas mulheres de outras eras, não só da França mas de outros países, começaram a se opor ao que até hoje continuamos a combater: a misoginia da sociedade. Marie de Gournay, Moderata Fonte, Veronica Franco, Mary Astell, Aphra Behn e outras foram muito importantes ao requererem a elevação do sexo feminino numa sociedade que, por sinal, até hoje insiste em usar a palavra “homem” com sentido de ser humano, principalmente em meio acadêmico, mesmo após a filosofia feminista da linguagem haver mostrado que o sentido supostamente neutro de tais palavras é uma falácia. Devemos continuar a “Querelle des Femmes”!

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