A burrice analgésica de Paris Hilton loira


Causou frenesi a notícia sobre o “estudo que indica que foto de Paris Hilton alivia dor de ratos“. Mas ainda que a nota da Ansa ainda tente esclarecer o tema, uma olhada em como o estudo foi divulgado pela Science esclarece melhor o assunto.
A reação dos ratos é a um possível predador, especulam os neurocientistas, porque outros estudos em que ratos conviveram com gatos (de verdade, não apenas em fotos) também provocaram certa analgesia. “Com um predador próximo, passar o tempo lambendo suas feridas pode não ser uma boa idéia”. A escolha de uma foto de Paris Hilton foi mero golpe de marketing por parte dos cientistas — eles poderiam ter usado a foto de qualquer outra pessoa. O impacto em humanos foi bem maior do que em ratos.
Outro estudo relacionado divulgado há pouco é talvez ainda mais polêmico, e relacionado diretamente com a nossa espécie. Em “Blonde like me: When self-construals moderate stereotype priming effects on intellectual performance“, psicólogos descrevem como a exibição de imagens de “loiras burras” influencia negativamente o desempenho intelectual de homens.
Desta vez, a hipótese sugerida tem mesmo algo a ver com loiras, mas não tanto com serem ou não burras de fato, e sim com seu estereótipo. Outros estudos já demonstraram que pessoas reagem de forma inconsciente a estereótipos e preconceitos, como andar e falar mais lentamente com idosos.

Emoldure sua identidade genética


Você passa um cotonete especial pela boca, e pronto: seu DNA foi coletado para ser enviado à DNA11, que cria quadros gigantes com trechos de seu código genético (em homenagem à bela estética da eletroforese em gel). Se isso lembra Gattaca, não se preocupe. A recém lançada empresa 23andMe, financiada pelo Google, pega a amostra de saliva e lhe informa sobre possíveis doenças, seus ancestrais e muito mais.

Torcida organizada


[via JB]

Soneto ateu

Angelina Vidal: «Conclusão Scientifica»
Se consulto os fenómenos geológicos,
Se contemplo no céu as nebulosas,
Se interrogo os segredos histológicos,
E os restos das esferas luminosas;
Vejo sempre matéria em traços lógicos,
No espaço, nas entranhas tenebrosas,
Com átomos subtis, embriológicos,
Tecendo maravilhas assombrosas
Transformação constante – a causa eterna
Eis a lei que preside e que governa,
O facto que destrói a escura fé.
É debalde que os crentes se consomem,
Se Deus veio primeiro do que o homem,
Deve ser, quando muito, um chimpanzé.

“Este soneto claramente ateísta foi publicado, em 5/6/1910, no Jornal de Abrantes, pela republicana, feminista e socialista Angelina Vidal. Repare-se no deslumbramento perante um universo cujos mistérios só se resolvem pela ciência, e na coragem da blasfémia final” – do Diário Ateísta.

O Incrível Telefone Paranormal


Por que nunca dá ocupado quando ligamos para um número errado? Alguém sempre atende. Pense bem, pode ser um Grande Mistério do Universo. Talvez seja uma demonstração extrema da Lei de Murphy. Não basta que você erre o número, as forças cósmicas devem conspirar para que você tenha que ser atendido por alguém. Em conjunções especiais esse alguém também teve que sair correndo do banheiro para atender a sua ligação. Que seria um engano. Deuses se divertiriam muito criando leis cósmicas assim.
Mas a sensacional solução ao mistério do telefone paranormal está realmente no fato de que ele não existe. Quando discamos um número por engano e ouvimos o tom de ocupado, assumimos que discamos o número certo e ele é que estava ocupado, cometendo um segundo engano. Um erro impede que percebamos o outro e é o que nos leva à intrigante mas errônea noção de que números errados nunca estão ocupados – três erros no total. É uma boa demonstração de como podemos ser falíveis porque presumimos ser infalíveis.
Com tantos erros sobre erros, vale notar contudo que nem sempre estamos errados em nossas percepções sobre o mundo. Às vezes erramos ao pensar que estávamos errados.
Clique aqui para ler o restante de ‘O Incrível Telefone Paranormal’

Projeto Grizzly, Urso Cinzento

Ganhador do IgNobel de 1998 para Segurança e Engenharia, e decidido a receber um “Darwin Award”, o inventor canadense Troy Hurtubise é notável. Não contente em desenvolver há décadas uma armadura capaz de suportar ataques de ursos-cinzentos, fogo, explosões e projéteis, ele também esteve envolvido nos últimos anos com pelo menos duas outras invenções populares.
Uma seria uma pasta térmica capaz de isolar termicamente qualquer material com apenas uma fina camada. A pasta mágica, cuja fórmula Hurtubise nunca revelou, teve o mesmo destino que sua suposta “Angel Light”, capaz de ver através de paredes como o Super-Homem. Nenhuma delas chegou a um modelo prático viável, mas garantiram boa atenção ao exótico inventor.
Seus trajes protetores, contudo, realmente funcionam, e suas demonstrações são sim divertidas. Hurtubise, estereótipo de inventor maluco, infelizmente acabou falido e sua tentativa recente de leiloar um dos trajes no eBay não foi bem-sucedida. Esperemos que se contente apenas com o IgNobel. [via UmaFan]

Mais ilusões em movimento


Você já deve ter visto os sensacionais padrões de Akiyoshi Kitaoka, que geram a ilusão de movimento. O artista Kerry Randolph aplicou os padrões de forma tridimensional e… funcionam de maneira ainda mais espetacular! Clique na imagem acima para ver a série de imagens criadas por Randolph. Isso sugere que simplesmente imprimir os padrões ilusórios de Kitaoka e forrar paredes e objetos deve ser suficiente para torná-los completamente desorientadores. O curioso é que padrões tão simples, gerando ilusões tão intensas, não tenham sido melhor explorados na arte por todo esse tempo. Ou teriam? [via MOI]

Japão: país de Hiros

Os superpoderes muitos reais de Hiros japoneses. Impressionante as habilidades do último super-herói. [via Japundit, Kirai]

“Darwin Awards”: o filme


Então, parece que no ano passado lançaram um filme sobre os “Darwin Awards“, com Winona Ryder. Uma olhada no site oficial e no trailer parecem revelar porque um filme que poderia ser genial passou completamente despercebido. Não parece ter sido lançado no Brasil, ou pelo menos, não encontrei nenhuma resenha.

CeticismoAberto.com atualizado 15.11.2007

FORTIANISMO
Aaron Sakulich
Os Gnomos de Symmonds
O ano era 1955. Uma certa senhora Margaret Symmonds e seu marido estavam a caminho para a Flórida. Mal sabiam que se encontrariam com o terror.
Mário Barbatti
Ressonância de Schumann
“A percepção de que tudo está passando rápido demais não é ilusória, mas teria base real neste transtorno da ressonância Schumann”.
FOTOS FANTASMAS
Vulto
Homem na praia
Longa exposição
O Santo

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