Incapacitando nerds


Clique na imagem para ler a tira completa… do admirado xkcd.

O Apagão Aéreo


O governo continua a tentar acobertar os reais motivos por trás do apagão aéreo[1]. Dados Oficiais de uma agência quase-secreta do governo, o NEDNO – Núcleo de Estudos de Dados Não-Oficiais, divulgou a seguinte informação:

“…os cancelamentos de vôos nacionais e internacionais em aeroportos brasileiros se devem ao grande aumento de tráfego de Discos Voadores e em menor parte pelos movimentos migratórios anormais nesse ano do andorinhãoaçu da américa central…”

Saiba mais sobre o que não querem que você saiba, mas você pode saber se quiser. Inclui ainda um link para leilão de uma peça de “OVINI” que caiu do céu. De plástico.

Crie um fractal — com massinha


O sítio “Evil Mad Scientist Laboratories” tem um guia para você criar um triângulo de Sierpinsky com massa de modelar: em apenas cinco passos terá 243 triângulos indo a tamanhos minúsculos.
As instruções estão em inglês, mas basta uma olhada nas imagens para entender o processo — basta montar os triângulos, esticá-los, e repetir o processo. Seria ainda mais interessante criar um triângulo de Sierpinsky comestível, talvez um doce? É algo que rivalizaria o brócoli chou Romanesco, e com certeza agradaria mais as crianças.
[via Neatorama]

Imagens de “Watchmen” — o filme!


O website Twitch tem quatro imagens dos sets de filmagem de “Watchmen“, filme baseado em uma das mais admiradas séries de quadrinhos. O que se vê é promissor: são reproduções quase exatas do cenário das HQs.
Seguindo com fidelidade a boa história original, apresentada com a capacidade de criação visual do diretor de “300”, o filme que deve estrear apenas em 2009 deve valer toda a espera. Podemos ver uma profusão de Rorschachs, Manhattans e Owlmans, Comediantes e muitos outros em breve. O que pode ter seus lados terríveis — homens pelados de azul — mas também pode gerar pessoas fascinadas com conceitos científicos. Toda a série “Watchmen” tem uma abordagem positiva com relação à ciência e o ceticismo — do nerd Owlman que é o verdadeiro protagonista ao ser mais poderoso do Universo ser não deus, mas um físico nuclear.

Uma mensagem dourada aos extraterrestres


Há trinta anos, em 1977, duas sondas espaciais, as Voyager 1 e 2, foram lançadas para explorar os planetas mais distantes do sistema solar. E depois de enviarem algumas das mais espetaculares imagens e informações dos corpos além de Marte, incluindo imagens repletas de beleza e simbolismo como o “retrato de família” que continha ainda o “pálido ponto azul” onde vivemos, as sondas continuaram indo “aonde nenhum homem jamais esteve”.
Hoje, junto com as sondas Pioneer lançadas pouco antes, são os artefatos humanos mais distantes da Terra. E continuam se afastando, como garrafas lançadas na imensidão do cosmo, porque contêm uma mensagem dirigida ao improvável mas possível momento distante em que uma civilização alienígena as encontrará. E nas Voyager, tais mensagens estão em um disco de ouro parecido com as antigas bolachas de vinil que, corretamente decodificado com as instruções e mesmo a agulha presente nas sondas, revela uma série de sons e imagens sobre a civilização de macacos pelados que construiu a geringonça.
Clicando na imagem acima você confere um belo site em multimídia com boa parte destas imagens e sons, que vão de uma saudação em bom português a um trecho de rock&roll: “Johnny B. Goode” de Chuck Berry. Um toque de Carl Sagan, o astrônomo que incentivou e coordenou a criação desta mensagem. E falando de rock, também vale mencionar aqui o clipe da banda Strokes para “You Only Live Once”, que faz uma mistura de 2001 de Kubrick e as mensagens da Voyager:

O início do clipe dos Strokes mostra um Apocalipse nuclear, a ao conferir as imagens e sons, mesmo hoje já datadas, não se pode deixar de sentir um calafrio ao pensar sobre como esse registro pode ter uma vida mais longa que a própria civilização que o criou. Esta era mesmo uma das principais motivações para a mensagem:
Este é um presente de um mundo pequeno e distante, um punhado de nossos sons, ciência, imagens, música, pensamentos e sentimentos. Estamos tentando sobreviver ao nosso tempo para chegar até o seu“, anunciava o então presidente Carter no disco. Essa última frase sobre “chegar até o seu [tempo]” ainda seria pretexto para histórias de ficção sobre aliens alarmados com o tom implicitamente ameaçador das palavras, e a Voyager (em uma versão fictícia) ainda seria tema para o primeiro filme de “Jornada nas Estrelas”. A mensagem dourada aos extraterrestres é, afinal, muito mais simbólica e representa concretamente muito mais a nós mesmos do que à ínfima chance de que seja interceptada por algum ser alienígena. É muito menor do que uma gota no oceano.
Um outro site com as imagens e sons enviados é este, com uma apresentação sofrível mas oferecendo o mesmo conteúdo. Vale lembrar também que os discos dourados das duas sondas Voyager continham mais informações que as anteriores placas enviadas com as sondas Pioneer, também criadas por Sagan, e que por serem mais simples e conterem um desenho de um homem e mulher em saudação acabaram mais famosas.
[dica de Marcelo Mendes — obrigado!]

Lêmure-rato: de olhos bem abertos

O lêmure-rato possui uma expressividade natural, como o dramatic chipmunk.
Bônus: Gato de orelhas caídas sobre duas pernas

[via Zaeega]

“Deus me livre” – CartaCapital

No “país mais católico do mundo”, segundo o senso comum, um fenômeno mundial tem se repetido: livros que defendem o ateísmo e atacam as fés e as religiões viraram fenômenos editoriais e se multiplicam nas livrarias. O principal deles, Deus, um Delírio, do biólogo Richard Dawkins, figura há 14 semanas na lista dos mais vendidos. A obra tornou-se uma espécie de bíblia dos ateus, fervorosamente defendida e execrada em comunidades na internet. O sucesso foi tão grande que a Companhia das Letras, dona dos direitos de publicação no Brasil, decidiu reeditar um dos clássicos de Dawkins, O Gene Egoísta, que, apesar de não tratar de fé ou da existência de Deus, tem alimentado a polêmica entre o biólogo britânico e seus opositores.

Uma das matérias da revista CartaCapital desta semana conta ainda com as opiniões de Renato Sabbatini (SBCR), Daniel Sottomaior (BPT), Fernando Silva (membro do Clube Cético), e este que escreve aqui. Além do “outro lado”, claro. Vale uma conferida.

Patrulheiros puristas vocabulares, ativar!


Veja como o “”Tantalizing Amazing Knowledge Acquisition Terabyte Apparatus”, mais conhecido como Takata, corrige um deslize no post anterior na velha e boa Ciencialist:

seguindo um código genético que sofre mutações aleatórias
Patrulheiros puristas vocabulares, ativar! Forma de um dicionário pernóstico de gelo! Forma de um gorila biocientista!
– Zã, veja, um “código genético” malvado ocupando o lugar de “material genético”.
– É mesmo, Zanza, “código genético” significa a relação entre trincas de bases no ARNm e o aminoácido correspondente incorporado no peptídeo codificado pelo gene, ele não poderia estar no lugar de “material genético”, que é o correspondente ao conteúdo genético de um organismo ou sistema.
– Pois é. Isso só pode ser fruto do trabalho do maligno Doutor Confusão. Zã, cuidado, o “código genético” vai lançar um raio em sua direção!
Zuuuuuuuuuuuuuuuuuuu!
– Foi por um triz, Zanza. Vamos acabar com ele.
– Mas como Zã?
– Vamos matá-lo de tédio.
– Boa idéia, maninho. Vamos recitar diversos detalhes científicos absolutamente desinteressantes.
– “Código genético”, você sabia que você é partilhado por quase todos os seres vivos conhecidos? E que por isso denomina-se que existe um “código genético universal”? E que as variações que existem são todas muito parecidas com o “código genético universal”?
– É. E também pelo fato de “código genético” ser partilhado é que é possível a técnica de transgenia, pois a proteína codificada por um trecho de ADN inserido em um organismo produzirá a mesma proteína do que a que seria produzida pelo organismo doador.
– Veja, Zanza, está dando certo. Ele parece que vai vomitar. Ele está fugindo.
– Rápido, vamos aproveitar e colocar o “material genético” no lugar dele.
– Hã, maninha, temos um problema?
– Que foi, Zã?
– O “material genético” também estava escutando a nossa conversa e não suportou.
– E, agora, o que vamos fazer?
– Vamos fingir que foi uma trapalhada do Blip.
– Mas peraí, Blip não é o macaquinho do Space Ghost?
– Ah, eu sempre confundo Blip com Gleek… Mas cadê ele?
– Com licença. Este macaco é de vocês?
– Sim, seu guarda.
– Eu sou fiscal do Ibama. Vocês têm licença para trazer um animal exótico ao país?
– Licença?
– Sem licença, hein? Por favor, acompanhem-me. Vocês responderão por crime ambiental, artigo 31. E se o exame detectar maus tratos, responderão também pelo artigo 32. E você têm autorização para realizar manipulações genéticas?
– Mas não realizamos nenhuma manipulação genética.
– Vocês estavam alterando o código genético…
– Seu guarda, você também foi atacado pelo Doutor Confusão. O código genético não é a mesma coisa que material genético…
– Zã…
– Que foi Zanza?
– Você matou o fiscal do Ibama de tédio também…
– Ihhh, estamos encrencados.
– Vamos dizer que foi o Blip.
– Gleek!
– Tanto faz.
– Falei que deveríamos continuar com os Super Amigos.
– Se eles não nos tivesse expulsado…
Patrulheiros puristas vocabulares, desativar!

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“Evil Aliens”: Trash ufol√≥gico imperd√≠vel


No primeiro episódio de “South Park”, Cartman é abduzido por alienígenas que lhe implantam uma sonda anal que se transforma em uma gigantesca antena telescópica. Saindo de sua bunda. Se isso é o tipo de humor que você está preparado para apreciar, então “Evil Aliens – Um Novo Contato” é um filme que não pode perder. Talvez não por coincidência, as primeiras cenas também envolvem o rapto por aliens e uma sonda anal, mas aqui o humor é apresentado com litros e litros de sangue.
Com um enredo absurdo e sem qualquer grande pretensão, “Evil Aliens” ainda reserva ao interessado por temas ufológicos, paranormais e “ocultistas” uma grande série de referências que mostram que seus criadores conhecem tais temas melhor do que muitos entusiastas. De linhas de Ley a menções a Doug e Dave, um dos detalhes mais interessantes ao aficcionado deve ser os próprios aliens, que vestem um traje e respiram um gás especial, algo um tanto raro em relatos recentes.
O excelente “Boca do Inferno” comentou como eles lembram o Predador e “usam roupas ridículas“, mas nerds de carteirinha lembrarão que as roupas são uma alusão a nada mais nada menos que o primeiro caso de abdução alien… envolvendo o mineiro Antônio Villas Boas. Sim, o primeiro abduzido da era moderna foi um mineiro. Para sua felicidade, os alienígenas que encontrou não eram tão maus quanto os do filme de Jake West… mas o sexo que teria feito com uma ET, esse é mais um elemento em comum com a imperdível comédia “Evil Aliens”.

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