Black Sabbath: ‚ÄúIron Man‚ÄĚ a meio milh√£o de Volts

Mais uma performance do grupo ArcAttack. Tudo real: todo o som que você escuta é produzido pelo zumbido modulado de centenas de milhares de volts cruzando o ar.

Entenda a Bobina de Tesla musical (alto-falante i√īnico), e confira o Tema de Doctor Who com Bobinas de Tesla.

Baleias, ovelhas e cavalos no espaço

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‚ÄúTamb√©m n√£o se falou mais no fato de que, contra todas as probabilidades, uma cachalote havia de repente se materializado muitos quil√īmetros acima da superf√≠cie de um planeta estranho. E como n√£o √© este o ambiente natural das baleias em geral, a pobre e inocente criatura teve pouco tempo para se dar conta de sua identidade ‚Äėenquanto‚Äô cachalote, pois logo em seguida teve de se dar conta de sua identidade ‚Äėenquanto‚Äô cachalote morto‚ÄĚ. ‚Äď Douglas Adams, O Guia do Mochileiro das Gal√°xias

Se uma baleia cachalote em pleno espa√ßo √© um dos eventos mais improv√°veis que se pode imaginar, o que voc√™ diria da seguinte hist√≥ria: o √≥leo de baleia, especificamente o espermacete de cachalotes, seria prezado por suas propriedades √ļnicas como o baix√≠ssimo ponto de congelamento, e assim estaria sendo usado para lubrificar desde o telesc√≥pio espacial Hubble at√© a sonda interestelar Voyager? Algumas variantes chegam at√© a especular que estas sondas espaciais usariam √≥leo de baleia como combust√≠vel!

Ador√°vel e absurda como possa parecer, infelizmente a anedota deve ter pouco tempo para se dar conta de sua identidade enquanto anedota para logo em seguida se dar conta de sua identidade enquanto mito desmentido. Com mais rumores circulando a respeito nos √ļltimos meses, o perfil oficial da NASA para o Hubble no Twitter esclareceu que a hist√≥ria simplesmente:

‚ÄúN√£o √© verdade. Falei com o Gerente de Sistemas Astrof√≠sicos da NASA que trabalhou no Hubble. Ele diz que n√£o h√° √≥leo de baleia na nave‚ÄĚ.

A importa√ß√£o de √≥leo de baleias foi proibida nos EUA a partir de 1976, e fornecedores de lubrificantes vinham se adaptando √† regula√ß√£o bem antes disso. Segundo a √ļltima fornecedora de √≥leo de baleia lubrificante nos EUA, a Nye Lubricants, ‚Äúfoi f√°cil encontrar um substituto para √≥leo de espermacete‚ÄĚ. √ďleo de jojoba, uma planta americana, ‚Äúde onde pode ser expresso um √≥leo virtualmente id√™ntico em estrutura molecular‚ÄĚ.

O √≥leo de baleia sim era apreciado por suas propriedades, mas quaisquer que fossem pelo visto jojoba o substituiu. E √≥leos sint√©ticos podem ter substitu√≠do a jojoba. Afinal, as propriedades do √≥leo de baleia tamb√©m n√£o eram t√£o √ļnicas assim. Ao contr√°rio da lenda, o espermacete sim se congela, de fato muito facilmente, a ponto de que parte pode se solidificar e formar velas.

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Mas afinal, n√£o sabe ainda o que √© o espermacete de que falamos? Em espanhol, Felix Ares explica ‚ÄúDe velas y ballenas‚ÄĚ tudo sobre o √≥leo e algo de sua hist√≥ria, incluindo como a unidade de medida do padr√£o SI para a intensidade luminosa, a candela (cd), foi estabelecida derivada da intensidade de luz de uma vela de espermacete inglesa.

Enquanto os alemães definiam sua unidade de luminosidade a partir de uma lamparina queimando acetato de amila e os franceses queimavam azeite de colza, quando um comitê internacional decidiu em 1948 padronizar a unidade através de meios mais confiáveis, foi a vela de espermacete inglesa a referência escolhida.

Mesmo hoje, a intensidade luminosa do monitor que você deve estar observando neste exato momento é definida em candelas, e assim se o espermacete de cachalotes não viaja entre as estrelas, ele ao menos encontra seu caminho como padrão de medida que deve se estender ainda por um bom tempo.

Unidades de medida nos levam às ovelhas. Em outra anedota curiosa, Carl Pyrdum lembra que o tamanho dos sofisticados e-readers, do Kindle ao tablet iPad, deriva do tamanho padrão de livros, por sua vez derivados… do tamanho de ovelhas medievais!

Na Europa, livros eram feitos de pergaminhos, e os pergaminhos feitos de pele de ovelha dependiam do tamanho das criaturas. ‚ÄúDespele, corte as partes curvas das pernas, e voc√™ fica com um gigantesco pergaminho, muito grande para a maior parte dos usos em livro‚ÄĚ, conta Pyrdum.

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‚ÄúMas est√° tudo bem, porque voc√™ pode dobr√°-lo no meio, e ter√° um par de folhas (quatro p√°ginas contando a frente e verso) que voc√™ pode juntar com v√°rias outras folhas de mesmo tamanho para fazer um livro de tamanho ‚Äėfolio‚Äô. Dobre de novo e voc√™ obt√©m um livro de oito p√°ginas chamado ‚Äėquarto‚Äô, que √© o livro do tamanho de um dicion√°rio ou enciclop√©dia‚ÄĚ. E assim por diante.

O tamanho da tela do iPad deve algo ao tamanho da pele de ovelhas medievais dobradas duas vezes. Talvez três. A história, que ainda não pude confirmar ou refutar, lembra uma das já clássicas sobre a origem da bitola dos trilhos americanos. Diz a lenda que a medida foi herdada dos ingleses, que a herdaram de suas carroças, por sua vez herdadas da largura das estradas do império romano, finalmente determinadas pela largura ocupada por dois traseiros de cavalos. Como a bitola ferroviária determinou a largura máxima de foguetes transportados por trens, os traseiros de cavalos romanos teriam determinado a largura de foguetes lançadores.

Fabulosa como seja a lenda, aqui est√° mais uma oportunidade para que ela se d√™ conta de sua identidade enquanto mito parcialmente desmentido. Como Cecil Adams, um dos mais famosos destruidores de mitos, ‚Äúlutando contra a ignor√Ęncia desde 1973‚ÄĚ, j√° abordou o tema h√° dez anos, a linhagem de traseiros de cavalos romanos at√© foguetes lan√ßadores da NASA n√£o √© cont√≠nua como quer dizer a lenda. Ao final, por outro lado, traseiros de cavalos sim foram o padr√£o mais ou menos constante e informal que fez com que estradas romanas, inglesas, e ent√£o ferrovias no Velho e Novo Mundo tivessem a mesma bitola aproximada que t√™m. Dois traseiros de cavalos s√£o uma medida conveniente para a largura de uma estrada.

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Ao pesquisar os diversos nexos para este texto que j√° ficou mais longo do que esperava, encontrei ainda outra hist
ória de como óleo de baleia teria desempenhado um papel crucial na conquista espacial. E uma um tanto inacreditável.

Bem, na d√©cada de 1980, a NASA perdeu muitos de seus dados, incluindo as grava√ß√Ķes originais em alta qualidade do pouso na Lua. Por qu√™?

‚ÄúSuas primeiras esta√ß√Ķes registravam dados de sat√©lite em fitas mestre de alta resolu√ß√£o que usavam √≥leo de baleia para aglutinar part√≠culas de ferro no acetato. O √≥leo de baleia tornava as fitas muito mais dur√°veis, mas quando a pesca comercial de baleias foi proibida em meados dos anos 1980, a NASA n√£o p√īde mais adquirir essas fitas de longa durabilidade. Ent√£o ela reutilizou as antigas. Engenheiros da NASA gravaram em cima de 200.000 fitas mestre, incluindo registros em alta resolu√ß√£o de espa√ßonaves diversas como os primeiros sat√©lites Landsat e a Apollo 11, preservados apenas em c√≥pias de baixa resolu√ß√£o. ‚ÄėEnorme quantidade de dados foi perdida‚Äô‚ÄĚ.

Poderia ser apenas mais uma lenda sobre óleo de baleia e a NASA, não fosse o fato de que o parágrafo vem diretamente da Science. Será mesmo esta a explicação para a perda do que pode ter sido um dos mais importantes registros na história da humanidade? Falta de fitas de gravação com óleo de baleia?

‚ÄúChamem-me Ishmael‚ÄĚ.

GIFs animados de mecanismos

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A tampa de uma panela com √°gua fervendo come√ßa a pular: √© uma m√°quina a vapor. Pode parecer r√ļstica ao extremo, e realmente √©, mas no GIF animado acima voc√™ confere o princ√≠pio de funcionamento da primeira m√°quina a vapor pr√°tica inventada por Thomas Newcomen em 1712, que n√£o √© muito diferente.

O vapor de uma caldeira levanta um pist√£o, isto n√≥s reconhecer√≠amos de praticamente qualquer motor. Mas a parte que hoje parece bizarra ocorre para que o pist√£o des√ßa. √Āgua fria √© jogada a fim de que o vapor se condense, e o processo se reinicie.

Com o aquecimento e resfriamento do mesmo pist√£o a cada ciclo, a m√°quina a vapor era extremamente ineficiente ‚Äď e foi justamente aperfei√ßoando esse projeto que James Watt revolucionou o mundo impulsionando a Revolu√ß√£o Industrial. Mas podemos apreciar a simplicidade da id√©ia de uma m√°quina a vapor que √© essencialmente uma tampa de panela gigante resfriada com baforadas de √°gua fria a cada ciclo.

Na continua√ß√£o, alguns outros GIF animados curiosos indo dos mist√©rios da m√°quina de costura aos canh√Ķes de um encoura√ßado.

 

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Do chão à estratosfera

V√≠deo capturado em alta defini√ß√£o de uma viagem do ch√£o at√© a alta atmosfera, resumido em 5 minutos. Voc√™ j√° pode ter assistido a v√≠deos similares ‚Äď a ideia j√° foi mesmo propaganda viral ‚Äď mas o diferencial aqui √© a grande angular.

Com a lente olho de peixe, os primeiros momentos do v√≠deo lembram muito os primeiros momentos do cl√°ssico ‚ÄúPot√™ncias de dez‚ÄĚ, outra ideia bem revisitada recentemente.

As imagens podem dar certa vertigem, o que torna ainda mais not√°vel apreciar que h√° 50 anos atr√°s, o norte-americano Joseph Kittinger fez essa mesma viagem pessoalmente, nada menos que tr√™s vezes. Compare os v√≠deos modernos capturados com c√Ęmeras de alta defini√ß√£o com essas imagens do ponto de vista de Kittinger:

Em 1960, em seu √ļltimo salto, Kittinger subiu em um bal√£o a uma altitude superior a 31 quil√īmetros, em uma queda livre que durou quase 5 minutos, com uma velocidade m√°xima de quase 1.000km/h, tocando a barreira do som. Em queda livre, √© preciso repetir. Depois de quebrar v√°rios recordes, incluindo o de ser o humano mais r√°pido a cruzar a atmosfera (sem o aux√≠lio de nenhum ve√≠culo) bem como o de, a rigor, ser o primeiro homem a alcan√ßar os limites do espa√ßo, Kittinger continuou sua carreira militar e foi mesmo prisioneiro de guerra no Vietn√£.

Joseph tem hoje 81 anos e vive na Fl√≥rida, sendo ainda consultor do projeto de Felix Baumgartner de quebrar seu pr√≥prio recorde. Ainda h√° muitos herois vivendo entre n√≥s. O que antes exigia imenso hero√≠smo, no entanto, hoje pode ser experimentado de certa forma por qualquer um por algumas centenas de d√≥lares, um bal√£o e uma c√Ęmera. [via Fogonazos]

Um mundo sem carros

‚ÄúE se amanh√£, todos os carros desaparecessem?‚ÄĚ. Ross Ching concretizou uma Los Angeles sem carros atrav√©s da m√°gica da fotografia em lapso de tempo e um tanto de edi√ß√£o de imagens e v√≠deos ‚Äď os curiosos sobre o processo, inspirado nas fotografias de Matt Logue, podem conferir sua p√°gina sobre Running on Empty.

√Č um v√≠deo hipnotizante, ajudado pela trilha de Radiohead, que provoca todo tipo de reflex√£o. Por aqui, o nexo que oferecemos √© Futurama, a utopia tecnol√≥gica promovida pela General Motors na Feira Mundial de 1939.

Los Angeles é, hoje, a realização desta utopia tecnológica. As maquetes de 1939 podem não parecer muito modernas hoje, porque nós as vivemos ao dirigir por rodovias mesmo no Brasil, mas na época eram apenas sonhos e fantasias. Ou melhor, eram uma utopia sonhada pela General Motors, de um mundo repleto, sem surpresa, de carros.

Sete décadas depois, a própria General Motors se viu à beira da falência, algo inesperado, mas a utopia que sonhou e promoveu se tornou realidade. O que talvez seja ainda mais inesperado. O adágio de que é preciso tomar cuidado com o que se deseja, porque pode se concretizar, vem à mente, pois vivemos na Futurama da General Motors mesmo nas principais metrópoles brasileiras. E essa não é exatamente uma utopia.

A quem veja nesta uma distopia terrível, entretanto, é preciso tomar cuidado ao desejar que todos os carros desapareçam: o desejo pode se tornar realidade, e o resultado pode não ser um belo clipe contemplativo ao som de Radiohead. Já advogava Sidarta Gautama o caminho do meio, e a este não há highway. [via Nerdcore]

Jonathan, o Frankenstein

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Em meio a rel√Ęmpagos e trovoadas de uma tempestade, o cientista maluco, o doutor Frankenstein, comemora descontroladamente. ‚ÄúEst√° vivo! Est√° vivo!‚ÄĚ, grita enquanto a cria√ß√£o monstruosa que acabar√° por mat√°-lo adquire vida. √Č a imagem gravada fundo na consci√™ncia coletiva do complexo de Frankenstein, dos perigos da ci√™ncia descontrolada. O an√ļncio recente de mais um passo na dire√ß√£o de vida sint√©tica provocou medo, enquanto o principal respons√°vel foi imediatamente comparado ao doutor que gritava ‚Äúest√° vivo!‚ÄĚ. Uma busca por ‚ÄúCraig Venter Frankenstein‚ÄĚ retorna mais de 30.000 resultados, muitos dos quais de ve√≠culos importantes de m√≠dia.

A hist√≥ria de terror de Mary Shelley cumpre um bom papel ao chamar aten√ß√£o √† necessidade de que conquistas cient√≠ficas e tecnol√≥gicas sejam sempre cercadas de cautela e discuss√£o. Como seres emocionais, contudo, o monstro de Frankenstein talvez fale bem demais com nossos sentimentos e muito pouco com a raz√£o, elemento essencial para que a cautela n√£o se transforme simplesmente em um p√Ęnico t√£o insano quanto o do fict√≠cio doutor.

Para lidar com isso na mesma moeda e contrabalançar o jogo, apresentamos aqui um adorável vídeo muito real de Jonathan. Um bebê de oito meses com problemas auditivos, no momento da ativação do implante coclear que permite que finalmente escute sons.

Assista atentamente, na marca de cinco segundos o m√©dico diz ‚Äúit‚Äôs back on again‚ÄĚ, ou ‚Äúest√° ligado de novo‚ÄĚ, e como um interruptor de luz, ou mesmo como um raio, a express√£o do beb√™ muda instantaneamente enquanto nossos cora√ß√Ķes se derretem pouco a pouco. Mais de 150.000 pessoas j√° receberam implantes cocleares e passaram a escutar melhor o mundo de sons que nos cerca, em dispositivos eletr√īnicos que n√£o s√£o movidos a tempestades tenebrosas nem criados por cientistas malucos, mas sim por simples baterias e uma comunidade m√©dica e cient√≠fica trabalhando para melhorar nossa qualidade de vida. Se voc√™ ficou curioso, a amiga Giseli Ramos, ‚Äúuma ciborgue com ouvido bi√īnico‚ÄĚ, conta mais sobre sua experi√™ncia com implantes cocleares.

Ci√™ncia e tecnologia s√£o instrumentos poderos√≠ssimos que podem nos permitir concretizar praticamente tudo que imaginarmos, sejam estes sonhos ou pesadelos. Compreender melhor estas possibilidades e discuti-las com toda a sociedade √© o que diferencia um doutor Frankenstein isolado em seu castelo de centenas de milhares de Jonathans acessando um mundo de sensa√ß√Ķes com o ligar de um interruptor.

Tema de Doctor Who com Bobinas de Tesla

A banda ArcAttack em uma performance com a m√ļsica tema do seriado ingl√™s Doctor Who, ‚Äútocada‚ÄĚ atrav√©s de descargas el√©tricas liberadas por bobinas de Tesla, atingindo o artista usando um traje de Faraday. Dr. Who, Tesla e Faraday? √Č uma concentra√ß√£o absurda de poder enerd√©tico por cent√≠metro c√ļbico.

Rapidamente, alguns nexos: o tema de Dr. Who foi uma das primeiras m√ļsicas sintetizadas de sucesso, √© m√ļsica eletr√īnica composta por Ron Grainer e concretizada por Delia Derbyshire na BBC, recortando e colando peda√ßos de fita magn√©tica, em 1963!

Bobinas de Tesla foram inventadas, claro, por Nikola Tesla, ningu√©m menos que o g√™nio vision√°rios que concebeu e concretizou sozinho todo o sistema moderno de gera√ß√£o e transmiss√£o de energia el√©trica por corrente alternada. Suas bobinas foram e s√£o tamb√©m importantes nas primeiras transmiss√Ķes de r√°dio (que, a rigor, ele tamb√©m inventou), e na apresenta√ß√£o geram descargas el√©tricas que aquecem o ar e provocam o zumbido, que pode ser modulado para produzir os diferentes tons da m√ļsica.

Finalmente, o traje de Faraday é uma referência à gaiola de Michael Faraday, outra figura fantástica da história da ciência. Em uma tempestade, você pode se abrigar no interior de um carro seguro porque a eletricidade passará no exterior do metal. Da mesma forma, o traje metálico protege o artista de ArcAttack.

O próprio Tesla chegou a brincar com descargas elétricas sem usar nenhum traje, mas Tesla era um ser sobre-humano, ele não conta*. [via Geeks Are Sexy]

Nikola Tesla

*O que é uma brincadeira, claro. Nem mesmo Tesla resistiria às descargas que podem ser vistas no vídeo. Podemos sim suportar descargas elétricas porque em alta voltagem elas tendem a percorrer a superfície da pele, mas há um limite fisiológico, relacionado principalmente à intensidade da corrente.

A Busca pela Longitude, a uma década do GPS civil

1-Navigation

Somos cercados por tecnologias fabulosas, que podem por vezes combinar em uma pequena bugiganga tantos avanços e conhecimentos científicos que não surpreende que sejam consideradas mágicas. E podem ser tanto mais mágicas quanto mais simples seja sua função. Vide o caso do GPS.

Por algo ao redor de um sal√°rio m√≠nimo √© poss√≠vel adquirir um aparelho que informar√° sua posi√ß√£o em praticamente qualquer ponto da superf√≠cie do planeta, atualizada a cada intervalo de segundos. Simples assim, o GPS diz onde voc√™ est√°. Mas m√°gico, porque esta simples tarefa envolve n√£o apenas a aplica√ß√£o de in√ļmeras √°reas da ci√™ncia em um feito surpreendente de engenharia, como tamb√©m reflete as complexidades da hist√≥ria humana.

N√£o iremos nos estender aqui sobre as complexidades cient√≠ficas que tornam a maquininha capaz de localiz√°-lo com uma precis√£o em torno de 15 metros em um planeta com superf√≠cie de 510 milh√Ķes de quil√īmetros quadrados. O Carlos Orsi publicou h√° pouco um texto fant√°stico indo da Teoria da Relatividade de Einstein √† poeira c√≥smica a 1 bilh√£o de anos-luz, que j√° deve fornecer uma boa id√©ia do qu√£o incr√≠vel √© a fa√ßanha: Relatividade, buracos negros e o GPS.

Nosso interesse maior aqui são as complexidades da história dos macacos que inventaram essa bugiganga, a pretexto de uma misteriosa mensagem recebida do professor José Ildefonso.

 

Vire à direita 100 metros à frente. Ou atrás.

‚ÄúNeste m√™s de maio comemora-se o 10¬ļ anivers√°rio do fim do SA (Selective Availability)‚ÄĚ, ele me avisava. Muito bem, antes de seguir o link, n√£o fazia a menor id√©ia do que ele estava falando. Selective Availability? Depois de visitar o link, caiu a ficha. Faz dez anos que o sistema GPS deixou de ter erros deliberados inseridos em seu sinal.

Erros deliberados? Um fabuloso sistema de navegação global derivado de testes da precisão da teoria da relatividade com relógios e medidas ultra-precisas… e temos erros deliberados?

Somos muito afortunados porque para n√≥s, uma pequena m√°quina capaz de dizer com uma precis√£o de 15 metros ou menos aonde estamos nos parece algo √ļtil para saber em que rua pegar o retorno, ou avisar todos no Twitter que acabamos de chegar √† pizzaria, incluindo suas coordenadas no planeta. Para outras pessoas em diferentes confins do mundo uma m√°quina com esta capacidade √© atraente ao inv√©s para coordenar melhor ataques de guerrilha ou direcionar m√≠sseis. N√£o h√° tantas ruas asfaltadas para se perder em, nem muitas pizzarias em tais lugares.

H√° guerras neste momento, e em uma guerra, um GPS √© extremamente √ļtil. Este choque entre nossas confort√°veis vidas de classe m√©dia no mundo ocidental e a realidade em outros cantos do planeta tamb√©m ocorre com outras tecnologias incluindo imagens de sat√©lite e mapeamento a√©reo dispon√≠veis pelo Google, por exemplo.

Pequeno detalhe, o sistema GPS foi criado pelo Departamento de Defesa americano e ainda √© administrado pela For√ßa A√©rea gringa. Foi e √© um sistema militar. Sua disponibilidade p√ļblica, civil, o que significa que poderia ser usada mesmo pelo inimigo, foi oferecida inicialmente ent√£o com uma ressalva, que era a ‚ÄúSelective Availability‚ÄĚ.

Qualquer um poderia utilizar o sinal do GPS para localizar-se pelo globo, mas o sinal continha erros propositais variantes de at√© 100 metros. Isto tornaria seu GPS muito pouco √ļtil pela navegar pela cidade, com erros do tamanho de um quarteir√£o. Tamb√©m seriam menos √ļteis para combatentes inimigos. Receptores seletos, dispon√≠veis apenas aos militares americanos, eram capazes de compensar o erro no sinal, que era em verdade pr√©-definido de acordo com chaves reservadas, podendo assim contar com a melhor precis√£o dispon√≠vel pelo sistema.

Precis√£o esta que, no entanto, todos n√≥s podemos usufruir desde 1 de Maio de 2000, quando Bill Clinton ordenou que a ‚ÄúSelective Availability‚ÄĚ fosse efetivamente encerrada, com o erro introduzido sendo reduzido a zero. Por esta √©poca, j√° fazia mais de uma d√©cada que a Uni√£o Sovi√©tica havia se esfacelado, o GPS j√° estava sendo usado mesmo pela avi√£o civil americana, e, outro pequeno detalhe, os militares americanos haviam desenvolvido t√©cnicas para impedir que o sinal GPS seja usado em √°reas seletas pelo globo, tornando efetivamente desnecess√°rio tornar o sinal globalmente impreciso. Eles podem ‚Äúdeslig√°-lo‚ÄĚ nas em √°reas determinadas quando desejarem.

Se Orsi o lembrou de sinais a um bilh√£o de anos-luz de certa forma determinando a posi√ß√£o precisa da sua seta no GPS, 100nexos quer lembr√°-lo tamb√©m de como macacos pelados sempre podem encontrar usos terr√≠veis para algo √† primeira vista t√£o singelo quanto dizer ‚Äúvire √† direita para chegar ao seu destino‚ÄĚ. Complicados, esses humanos.

 

Pombos e Longitude

Antes do advento da tecnologia espacial ‚Äď e tantas outras tecnologias ‚Äď que permitiram o desenvolvimento do sistema GPS, localizar-se pelo planeta n√£o era mesmo tarefa f√°cil. Volte apenas algumas d√©cadas, e temos uma fant√°stica ilustra√ß√£o de como m√≠sseis inteligentes se guiavam antes do GPS, antes da miniaturiza√ß√£o de componentes eletr√īnicos: o famoso psic√≥logo behaviorista B.F. Skinner, famoso por treinar e experimentar com pombos, chegou a treinar e desenvolver pombos capazes de guiar m√≠sseis na Segunda Guerra.

Na imagem abaixo, um prot√≥tipo, os tr√™s recept√°culos s√£o espa√ßo reservado para tr√™s pombos sa√≠rem bicando o caminho do m√≠ssil em dire√ß√£o ao alvo atrav√©s de pequenas telas. Usariam tr√™s pombos para que, combinados, o erro fosse menor. Era o ‚ÄúProjeto Pomba‚ÄĚ. E n√£o, esta n√£o √© uma piada.

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Mísseis guiados por pombos. Só não seriam algo pior do que mísseis guiados por seres humanos, como os Kamikazes japoneses. Um sistema GPS fez muita falta.

Voltemos mais alguns s√©culos, e o problema de localizar-se pelo mar durante a era das Grandes Navega√ß√Ķes, da expans√£o mercantil, era ainda mais vital. N√£o apenas em guerras, mas simplesmente para cruzar os oceanos pacificamente, incont√°veis vidas foram perdidas em navios deparando-se inesperadamente com terra, ou andando em c√≠rculos no mar.

Pois bem, com seus primitivos instrumentos, a bordo de navios sacolejando, marinheiros podiam determinar com alguma precisão a sua latitude, isto é, quanto ao norte ou sul estavam. Bastava uma olhada na elevação das estrelas, do Sol. Grosso modo, no equador o Sol estaria a pino, próximo dos pólos, estará baixo no horizonte.

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O problema maior, muito maior, er
a descobrir a longitude. Um problema que levou s√©culos para ser solucionado, e pode ser considerado sem exagero um dos mais importantes problemas cient√≠ficos do s√©culo XVIII. √Č simples entender a dificuldade: a Terra est√° girando. N√£o bastam observa√ß√Ķes astron√īmicas simples como as da latitude. A longitude n√£o √© medida como a dist√Ęncia ao equador ou aos p√≥los, e sim como a dist√Ęncia ao meridiano zero que passa pelo Observat√≥rio de Greenwich, Inglaterra. Algo um tanto arbitr√°rio, mas h√° um motivo para isso.

Quem finalmente solucionou o problema da longitude foi um ingl√™s, foi John Harrison. Um relojoeiro auto-didata que dedicou praticamente toda sua vida a solucionar o problema da longitude, ao qual o Parlamento Brit√Ęnico ofereceu um pr√™mio de milh√Ķes ‚Äď e que Harrison, apesar de t√™-lo solucionado, acabou nunca ganhando oficialmente. √Č uma biografia das mais incr√≠veis na hist√≥ria da tecnologia, incluindo Isaac Newton declarando que a id√©ia de Harrison jamais teria frutos, e momentos de grande tens√£o e expectativa enquanto as tentativas de Harrison eram testadas.

A leitura imperd√≠vel sobre a hist√≥ria do problema da longitude e os percal√ßos e a vit√≥ria de John Harrison √© o livro ‚ÄúLongitude‚ÄĚ, de Dava Sobel, que dramatiza levemente as aventuras, que s√£o contudo em sua ess√™ncia completamente reais. A hist√≥ria de Harrison tamb√©m foi dramatizada em um seriado hom√īnimo, ‚ÄúLongitude‚ÄĚ, e em um document√°rio da PBS americana, ‚ÄúLost at Sea: The Search for Longitude‚ÄĚ, todos fascinantes.

Aos interessados pelos feitos t√©cnicos de Harrison, confira suas inven√ß√Ķes como o ‚Äúescape gafanhoto‚ÄĚ ou o simples e engenhoso p√™ndulo Gridiron, combinando metais diferentes para que a dilata√ß√£o por calor n√£o afetasse o comprimento final do conjunto. Harrison tamb√©m utilizou inova√ß√Ķes como rolamentos em seus mecanismos em busca da m√°xima precis√£o na medida do tempo.

Porque Harrison solucionou o problema da longitude com um rel√≥gio. Ou melhor, v√°rios rel√≥gios. V√°rios dos mais precisos rel√≥gios j√° constru√≠dos at√© ent√£o, com uma precis√£o de fra√ß√Ķes de segundo ao dia, mesmo em condi√ß√Ķes adversas a bordo de navios cruzando os tr√≥picos. De posse de um rel√≥gio preciso, bastaria comparar a hora local com aquela de um meridiano conhecido, geralmente Greenwich, para descobrir sua longitude.

Sabemos, por exemplo, que quando aqui é meio-dia, no Japão, nosso antípoda, é meia-noite do dia seguinte. São doze horas de diferença. O inverso também vale: caso não soubéssemos em que longitude estamos, e descobríssemos que nossa hora local difere doze horas daquela no Japão, saberíamos que estamos do outro lado do planeta em relação ao Japão. Saberíamos nossa longitude, saberíamos nossa posição, usando um relógio. A Terra girar se tornava finalmente algo a favor da medida de longitude.

 

Espaço-Tempo

Definir nossa posição no espaço através do registro preciso do tempo. Como o sistema GPS viria a demonstrar de vez, testando e aplicando mesmo a Teoria da Relatividade, estes dois conceitos fundamentais estão intrinsecamente relacionados. Não é um mero recurso adicional pedido pelo cliente que todos aparelhos receptores de GPS também registrem horário. O registro da hora com precisão absurda continua sendo, como era com os relógios de Harrison, algo fundamental para localizá-lo pelo planeta.

A rela√ß√£o intr√≠nseca entre espa√ßo e tempo se traduz na constante fundamental da velocidade da luz, a raz√£o absoluta e imut√°vel da dist√Ęncia percorrida por um f√≥ton em um determinado per√≠odo de tempo. Id√©ias das mais revolucion√°rias e fundamentais √† f√≠sica moderna, aplicadas em uma m√°quina em seu bolso, para uma precis√£o de metros, que foi contudo inicialmente disponibilizada com uma imprecis√£o deliberada para que macacos pelados n√£o a usassem contra os macacos pelados que criaram tal tecnologia.

Finalmente, há dez anos, completados este mês, nós podemos usufruir de toda esta tecnologia, de toda esta ciência, de toda esta história para Twittar nossa latitude… e longitude.

Lan√ßamento da Apollo 11 em c√Ęmera lenta

Os primeiros instantes de uma viagem histórica de 400.000 km, registrados a 500 quadros por segundo, agora em alta definição. Incomensuravelmente imperdível (clique no vídeo para a versão em HD no Youtube).

A narração também é muito boa, explicando em detalhes o que estamos vendo:

  • Logo no in√≠cio vemos as chamas subindo, que s√£o ent√£o sugadas para baixo. √Č porque a queima de querosene e oxig√™nio l√≠quido logo alcan√ßa a pot√™ncia total e √© tanto material sendo ejetado para baixo, com tanta for√ßa – mais de 3.000 toneladas de empuxo -, que o ar circundante tamb√©m √© sugado.
  • Tamb√©m podemos ver muitas part√≠culas brancas caindo. √Č o gelo que havia se formado ao redor dos tanques de oxig√™nio l√≠quido, a -184 graus Celsius, caindo com as trepida√ß√Ķes.
  • Outro detalhe curioso: logo na sa√≠da dos foguetes, vemos um g√°s escuro, que s√≥ depois fica brilhante. O g√°s escuro vem direto das turbinas, e √© escuro porque √© realmente mais frio. Sendo mais frio, √© direcionado como um envolt√≥rio na parte exterior da queima, servindo como uma esp√©cie de isolante t√©rmico protegendo em parte o bocal de sa√≠da.
  • Mais adiante, todo o quadro fica branco, e quando voltamos a enxergar podemos ver algo queimando. Mesmo isto foi projetado, com uma esp√©cie de tinta desenvolvida para n√£o s√≥ queimar como, ao faz√™-lo, tamb√©m proteger o material abaixo, para que a plataforma possa ser reutilizada mais vezes. O material fica ao final completamente negro, carbonizado.
  • Um detalhe √© que a esta altura tudo queima… em meio a jatos de √°gua, que j√° est√£o sendo despejados para resfriar a plataforma. Boa parte da √°gua sublima evapora instantaneamente, da√≠ todo o vapor dominando a cena. A √°gua s√≥ se torna mais reconhec√≠vel momentos depois, e fica mais clara nos instantes finais do v√≠deo, quando atinge a c√Ęmera.

J√° escrevi por aqui sobre como as dist√Ęncias das miss√Ķes Apollo, traduzidas em pixels, poderiam fornecer uma no√ß√£o do qu√£o espetacular foi a fa√ßanha. O v√≠deo e a explica√ß√£o dos fen√īmenos, indicando a extens√£o em que os m√≠nimos detalhes de algo descomunal foram planejados, √© mais uma forma de apreciar o feito.

“N√£o se pode enfatizar o quanto de mais valoroso o sucesso do projeto Apollo representa, as conquistas s√£o intermin√°veis”, come√ßou a s√©rie “A Humanidade n√£o merece ir √† Lua“, que seguiu com as partes II, III, IV, V e… a parte final, que ainda deve ser publicada levando em conta as reviravoltas recentes na pol√≠tica espacial americana.

As miss√Ķes Apollo foram e s√£o motivo de orgulho e inspira√ß√£o, registrados em vastas dist√Ęncias ou mesmo a 500 quadros por segundo, com tantos eventos, fen√īmenos e detalhes que poderiam se estender por ainda mais tempo. [via Nerdcore]

A barra de progresso de download é uma ilusão

Olhar uma barra de progresso avançando lentamente não é um dos momentos mais emocionantes ao mexer em um computador, mas já inclui uma ilusão de percepção. Um estudo de Chris Harrison, Zhiquan Yeo e Scott Hudson, da Universidade de Carnegie Mellon, mostra que barras de progresso animadas, que hoje são onipresentes em sistemas operacionais, aparentam ser até 11% mais rápidas do que realmente são.

No v√≠deo acima, cortesia da New Scientist, todas as barras com anima√ß√Ķes variadas avan√ßam com a mesma velocidade, mas √© poss√≠vel perceber que algumas parecem andar mais r√°pido que outras. Posteriormente vemos como uma barra em que a varia√ß√£o de cor se torna mais r√°pida √† medida que a barra se aproxima do final parece acelerar ‚Äď quando a velocidade √©, em verdade constante. Finalmente, vemos como uma anima√ß√£o com ‚Äúondas‚ÄĚ movendo-se na mesma dire√ß√£o do progresso da barra parece faz√™-la andar mais devagar. Ondas no sentido contr√°rio, ao inv√©s, aceleram a percep√ß√£o de avan√ßo.

Tudo ilus√£o, e uma baseada em estudos anteriores que j√° haviam mostrados como est√≠mulos r√≠tmicos ‚Äď como ondas piscando ‚Äď podem alterar a percep√ß√£o de tempo, e tamb√©m como nossa percep√ß√£o de movimento depende do contexto. O primeiro efeito explicaria a ilus√£o de movimento acelerado com piscadas gradualmente acelerando, o segundo responderia pela acelera√ß√£o aparente √† medida em que as ondas viajam no sentido contr√°rio parecem destacar o movimento da barra de progresso.

056 

F√£s de produtos Apple ficar√£o animados com o fato de que barras de progresso com anima√ß√Ķes similares alcan√ßaram os computadores da empresa de Steve Jobs j√° h√° mais de uma d√©cada, mas usu√°rios Windows v√™m apreciando barras de progresso mais animadas em vers√Ķes recentes do sistema. Tais melhorias visuais n√£o parecem ter levado em conta tais efeitos de percep√ß√£o: as anima√ß√Ķes foram originalmente inseridas provavelmente como um simples indicador de que o sistema n√£o travou e ent√£o tamb√©m como atrativos visuais.

ProgressBar-Highlight

Curiosamente, talvez por isso mesmo nenhum desses sistemas aplica as ilus√Ķes da forma mais efetiva indicada agora pelo trabalho de Harrison. A dire√ß√£o em que as ‚Äúondas‚ÄĚ de movimento na barra viajam deveria ser invertida, e as mudan√ßas pulsantes de cor poderiam, ao inv√©s de ser constantes, acelerar √† medida em que a tarefa chegasse perto do fim.

S√£o apenas ilus√Ķes de progresso: a velocidade das barras continuar√° exatamente a mesma, mas este √© um caso em que o usu√°rio poder√° gostar de ser enganado, vendo o tempo passar mais r√°pido.

S√≥ tor√ßamos para que operadores de telemarketing n√£o passem a explorar tamb√©m ilus√Ķes auditivas. [via Gizmodo BR]

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Harrison, C., Yeo, Z., and Hudson, S. E. 2010. Faster Progress Bars: Manipulating Perceived Duration with Visual Augmentations. In Proceedings of the 28th Annual SIGCHI Conference on Human Factors in Computing Systems (Atlanta, Georgia, April 10 – 15, 2010). CHI ’10. ACM, New York, NY. (22% acceptance rate, Best Paper Nomination)

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