Veja Mundos Além de um Grão de Areia

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Se a Ci√™ncia √© a poesia da realidade, novas descobertas cient√≠ficas s√£o mais estrofes desvendadas aos versos. H√° menos de um s√©culo, cientistas descobriram o que faz o nosso Sol brilhar em uma poesia unindo desde a gravidade, atrav√©s da qual toda massa no Universo atrai a si mesma, at√© uma nova forma de energia, ordens de grandeza mais poderosa que o fogo, que pode ser liberada quando a atra√ß√£o gravitacional une part√≠culas com tanta intensidade que leva √† fus√£o de seus n√ļcleos. Sem in√≠cio nem fim, entender as estrelas como fornalhas nucleares tamb√©m leva √† compreens√£o de que elas respondem ainda pela origem dos elementos qu√≠micos que comp√Ķem o mundo em que vivemos. Foi h√° menos de um s√©culo que cientistas descobriram o verso de que, como declamou Carl Sagan, somos poeira de estrelas.

A beleza deste verso s√≥ foi descoberta h√° algumas d√©cadas, e √© profunda. ‚ÄúTodo √°tomo em seu corpo veio de uma estrela que explodiu. E os √°tomos em sua m√£o esquerda provavelmente vieram de uma estrela diferente daqueles em sua m√£o direita. √Č realmente a coisa mais po√©tica que conhe√ßo sobre a f√≠sica: Voc√™s s√£o todos poeira de estrelas‚ÄĚ, lembra o f√≠sico Lawrence Krauss. ‚ÄúN√£o poder√≠amos estar aqui se estrelas n√£o tivessem explodido, porque os elementos ‚Äď o carbono, nitrog√™nio, oxig√™nio, ferro e todas as coisas que importam para a evolu√ß√£o e a para a vida ‚Äď n√£o foram criados no in√≠cio dos tempos. Eles foram criados nas fornalhas nucleares de estrelas, e a √ļnica forma deles formarem nosso corpo √© se essas estrelas tiverem sido gentis o bastante para explodir. (‚Ķ) Estrelas morreram para que voc√™ estivesse aqui hoje‚ÄĚ.

E há belezas sem fim sendo descobertas pela ciência, em novos versos da poesia da realidade. Nesta coluna descobriremos um particularmente novo e belo, que envolve uma história um pouco mais longa para ser contada, mas com versos em cada estrofe.

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Planeta Você b

exoplanets

Todos os 786 planetas conhecidos (em junho de 2012) em escala (alguns tamanhos de planetas baseadas em sua massa).

Do sempre sensacional xkcd de Randall Munroe, no centro do diagrama h√° um pequeno ret√Ęngulo destacado em cinza.

Esse é o nosso sistema solar. Todo o resto orbita outras estrelas e foram descobertos apenas recentemente. A maior parte deles é enorme porque esse é o tipo que aprendemos a detectar primeiro, mas estamos agora descobrindo que os menores são de fato mais comuns.

Não sabemos nada sobre o que há em qualquer um deles. Com melhores telescópios, isso pode mudar.

Vivemos em uma época excitante.

H√° menos de duas d√©cadas os primeiros exoplanetas foram confirmados. At√© n√£o muito mais tempo atr√°s, n√£o se sabia mesmo se sistemas planet√°rios seriam ou n√£o comuns ‚Äď hoje sabemos que praticamente todas as estrelas possuem planetas ao seu redor.

Em uma gera√ß√£o fomos do primeiro planeta fora do sistema solar para mais de sete centenas de planetas gigantescos orbitando estrelas a muitos anos-luz de dist√Ęncia, com uma ubiquidade ainda maior de planetas menores, mais parecidos com a Terra.

Isso √© extraordin√°rio, revolucion√°rio. Pensadores falam por mil√™nios da pluralidade de mundos, da vastid√£o do Universo, de como h√° muitas estrelas e de como devem existir muitos e muitos mundos. Eram especula√ß√Ķes vision√°rias, otimistas. Mal conheciam todos os planetas do sistema solar at√© recentemente.

Foi por√©m durante nossas vidas, durante cada anivers√°rio que fizemos nos √ļltimos anos, que astr√īnomos deixaram de especular e est√£o de fato encontrando muito mais planetas do que existem no sistema solar, fora dele. J√° n√£o s√£o especula√ß√Ķes, n√£o s√£o vis√Ķes, s√£o observa√ß√Ķes. S√£o mundos de verdade, cada um deles com coordenadas e √≥rbitas definidas, ao redor de estrelas catalogadas. Sabemos que est√£o realmente l√°.

‚ÄúExplorar novos mundos, buscar novas formas de vida e novas civiliza√ß√Ķes, audaciosamente indo aonde ningu√©m jamais esteve‚ÄĚ.

Durante nossas vidas os primeiros passos para transformar nossos sonhos de exploração em realidade estão sendo tomados. Durante nossas vidas o primeiro planeta fora do sistema solar a ser visitado por nossos descendentes será catalogado.

E voc√™ pode ser a pessoa a descobri-lo! Voc√™ pode descobrir o lar da primeira col√īnia humana interestelar. Talvez n√£o possamos explorar outras estrelas em nossas vidas, talvez tenhamos sorte se pudermos fazer um passeio pelo espa√ßo.

Mas algum de nós, daqueles que cresceram enquanto os primeiros exoplanetas foram catalogados, será um daqueles que descobrirá o primeiro exoplaneta que nossa espécie irá visitar. E este alguém pode ser você. Não é um sonho, é uma possibilidade. Coletivamente, é uma certeza: durante os próximos anos muitos milhares de exoplanetas de todas as classes nas proximidades de nosso sistema solar serão descobertos.

Podemos construir para nossos descendentes o futuro extraordinário sonhado por nossos antepassados, descobrindo o conhecimento sobre o qual irão viver suas vidas. Vivemos em uma época excitante.

Qu√£o grandes s√£o as erup√ß√Ķes solares?

Rápido vídeo ilustrando como uma erupção nada incomum pode ultrapassar o comprimento de 30 planetas Terra enfileirados.

Se isso soa impressionante, como realmente √©, deve destacar como √© impressionante que tenhamos passado a maior parte de nossa hist√≥ria sem fazer ideia de que fen√īmenos t√£o vastos acontecem na superf√≠cie da estrela que passa sobre nossas cabe√ßas todos os dias.

Porque pens√°vamos que o Sol era perfeito e imaculado. [via GReader Daniel B Orlandine]

Curso gratuito do Observatório Nacional

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O Observat√≥rio Nacional abriu inscri√ß√Ķes para o curso a dist√Ęncia de Astrof√≠sica do Sistema Solar. Completamente gratuito, realizado online e com dura√ß√£o at√© agosto de 2010 (carga hor√°ria de 120 horas), o curso ainda fornece um certificado √†queles que o completarem com nota m√≠nima 7,0.

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