Movimento de um feto humano de 24 semanas

Este v√≠deo mostra um feto de 24 semanas com uma quantidade relativamente grande de fluido amni√≥tico permitindo movimento de todos quatro membros. O registro tamb√©m demonstra os movimentos pequenos dos dedos e indica√ß√Ķes do movimento de deglutir. Este grau de movimenta√ß√£o √© t√≠pico para um beb√™ desta gesta√ß√£o e torna a captura de imagens de seu c√©rebro um desafio.

Do King’s College London, via Wired, Fogonazos

O Bal√£o e o 11/9

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O que faz com que a √°gua mantenha o formato do bal√£o, mesmo ap√≥s o bal√£o ter estourado? √Č a in√©rcia, a resist√™ncia de qualquer objeto f√≠sico √† altera√ß√£o de seu estado de movimento ou repouso. Nos r√°pidos instantes ap√≥s o estouro do bal√£o el√°stico, a √°gua j√° come√ßa a cair, mas al√©m da gravidade n√£o h√° nenhuma for√ßa significativa que altere sua forma. Tudo acontece t√£o r√°pido que sempre passa despercebido de nossos olhos, enxergar a in√©rcia s√≥ se torna mais claro em c√Ęmera lenta.

Mas nem sempre. Uma das demonstra√ß√Ķes mais claras da in√©rcia √© tamb√©m uma das mais famosas e tr√°gicas imagens hist√≥ricas do s√©culo 21: a queda das Torres G√™meas do World Trade Center, no atentado de 11 de setembro. As torres ru√≠ram t√£o perfeitamente para baixo, que as teorias de conspira√ß√£o sobre uma ‚Äúdemoli√ß√£o controlada‚ÄĚ voaram nos instantes seguintes aos escombros, reverberando at√© hoje.

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Pois cada uma das torres do WTC pesava aproximadamente 500.000 toneladas. ‚ÄúN√£o havia nenhuma possibilidade de que qualquer torre ca√≠sse para os lados, uma vez que um edif√≠cio de 500.000 toneladas possui muita in√©rcia para cair de qualquer outro modo exceto virtualmente direto para baixo‚ÄĚ, informam os 20 fatos sobre a queda do World Trade Center. √Č a in√©rcia. Remova a integridade estrutural de um edif√≠cio de 500.000 toneladas, e ele vai cair diretamente para baixo, algo como a √°gua do bal√£o. Apenas, dada sua escala muito fora de nossa experi√™ncia cotidiana, a queda levar√° at√© dez segundos e poder√° ser acompanhada por olhos assombrados.

Demoli√ß√Ķes controladas nem sempre lembram a queda das Torres G√™meas, muitos devem lembrar de pr√©dios gigantescos ou grandes chamin√©s tombando para os lados. A ironia aqui √© que fazer com que essas milhares de toneladas tombem para os lados √© que √© o feito de engenharia! A estrutura do edif√≠cio √© desintegrada de forma controlada, em uma sequ√™ncia planejada, aproveitando ainda a for√ßa da gravidade, direcionada pelo que resta da estrutura, para que os escombros sejam direcionados para um lado determinado.

V√≠deos de demoli√ß√Ķes foram nos fornecendo uma no√ß√£o distante de como um grande edif√≠cio rui ‚Äúnaturalmente‚ÄĚ. Gravidade e in√©rcia s√£o os principais elementos em a√ß√£o.

Claro, nada impede que a incompetência gere resultados ainda mais inesperados, como nesta demolição mal-controlada:

Veja Mundos Além de um Grão de Areia

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Se a Ci√™ncia √© a poesia da realidade, novas descobertas cient√≠ficas s√£o mais estrofes desvendadas aos versos. H√° menos de um s√©culo, cientistas descobriram o que faz o nosso Sol brilhar em uma poesia unindo desde a gravidade, atrav√©s da qual toda massa no Universo atrai a si mesma, at√© uma nova forma de energia, ordens de grandeza mais poderosa que o fogo, que pode ser liberada quando a atra√ß√£o gravitacional une part√≠culas com tanta intensidade que leva √† fus√£o de seus n√ļcleos. Sem in√≠cio nem fim, entender as estrelas como fornalhas nucleares tamb√©m leva √† compreens√£o de que elas respondem ainda pela origem dos elementos qu√≠micos que comp√Ķem o mundo em que vivemos. Foi h√° menos de um s√©culo que cientistas descobriram o verso de que, como declamou Carl Sagan, somos poeira de estrelas.

A beleza deste verso s√≥ foi descoberta h√° algumas d√©cadas, e √© profunda. ‚ÄúTodo √°tomo em seu corpo veio de uma estrela que explodiu. E os √°tomos em sua m√£o esquerda provavelmente vieram de uma estrela diferente daqueles em sua m√£o direita. √Č realmente a coisa mais po√©tica que conhe√ßo sobre a f√≠sica: Voc√™s s√£o todos poeira de estrelas‚ÄĚ, lembra o f√≠sico Lawrence Krauss. ‚ÄúN√£o poder√≠amos estar aqui se estrelas n√£o tivessem explodido, porque os elementos ‚Äď o carbono, nitrog√™nio, oxig√™nio, ferro e todas as coisas que importam para a evolu√ß√£o e a para a vida ‚Äď n√£o foram criados no in√≠cio dos tempos. Eles foram criados nas fornalhas nucleares de estrelas, e a √ļnica forma deles formarem nosso corpo √© se essas estrelas tiverem sido gentis o bastante para explodir. (‚Ķ) Estrelas morreram para que voc√™ estivesse aqui hoje‚ÄĚ.

E há belezas sem fim sendo descobertas pela ciência, em novos versos da poesia da realidade. Nesta coluna descobriremos um particularmente novo e belo, que envolve uma história um pouco mais longa para ser contada, mas com versos em cada estrofe.

Continue lendo em D√ļvida Razo√°vel: Veja Mundos Al√©m de um Gr√£o de Areia

12.740 bal√Ķes no ar, 400 toneladas flutuando

Para promover um novo centro, mais de 30.000 romenos lan√ßaram nada menos que 12.740 bal√Ķes, tamb√©m conhecidos como lanternas chinesas, em Bucareste. O evento realizado no m√™s passado foi reconhecido de longe como o recorde mundial de lan√ßamento de lanternas ‚Äď o anterior era de m√≠seros 900 bal√Ķes.

Ao apreciar o espet√°culo ‚Äď mais v√≠deos no Youtube ‚Äď, cabe sempre apreciar um pouco mais o que estamos vendo. O peso total desses bal√Ķes deve ter ultrapassado uma tonelada, considerando o peso total de cada bal√£o ao redor de 100 gramas.

E quanto √†s 400 toneladas do t√≠tulo deste post? Ao ver essas milhares de lanternas flutuando ao sabor do vento, lembrei do peso de uma simples nuvem, daquelas que voc√™ pode ver diariamente, com um quil√īmetro de tamanho e 100 metros de espessura. Pois aquela nuvem branca que parece t√£o leve cont√©m a massa de centenas de toneladas de √°gua.

Uma grande nuvem de tempestade pode chegar a mais de 10 quil√īmetros de altura, com um volume de 785 bilh√Ķes de metros c√ļbicos. Essas podem ter uma massa de 4 milh√Ķes de toneladas!

Consideramos a coisa mais natural do mundo que em um dia comum toneladas do elemento que comp√Ķe a maior parte de nossos corpos estejam flutuando acima de nossas cabe√ßas. E que milh√Ķes de toneladas figurem como uma nuvem escura √© motivo para preparar o guarda-chuva e reclamar do tempo.

Apreciar toda chuva pelo conhecimento de quão extraordinário não é viver em um planeta onde o elemento fundamental da vida que conhecemos existe ao mesmo tempo em seus três estados físicos, em um ciclo do estado gasoso ao líquido que o distribui por praticamente todo o planeta talvez seja pedir um entusiasmo exagerado com o conhecimento.

Mas aquelas belas 12.740 lanternas no ar também vão incomodar um tanto quando caírem.

Faucaria e HR Giger

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Com a estreia de Prometheus é divertido descobrir que há uma planta no estilo de HR Giger, criador da bizarra estética de Alien.

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√Č uma Faucaria tigrina, do g√™nero Faucaria, com folhas triangulares com protuber√Ęncias nas extremidades que parecem bocas de animais (fauces em latim). Ou de um Alien.

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Apesar da aparência de bocas, as plantas não são carnívoras, e sim suculentas, retendo água no interior das grossas e bizarras folhas. Não mordem ninguém.

Mais imagens em Kuriositas, e para mais Alien e Prometheus, a resenha de Gabriel Cunha no Ciensinando:

O Ponto de Feynman

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Os primeiros d√≠gitos do Pi cont√™m muitas repeti√ß√Ķes de n√ļmeros duplos, destacados em amarelo, e algumas repeti√ß√Ķes de n√ļmeros triplos, em verde. Na posi√ß√£o decimal 762, no entanto, surge uma repeti√ß√£o de seis n√ļmeros nove: 999999.

Richard Feynman certa vez brincou que gostaria de memorizar todos os d√≠gitos do Pi at√© esse ponto, de forma que poderia recit√°-los e terminar com um ‚Äúnove nove nove nove nove nove e assim por diante‚ÄĚ, sugerindo que o Pi continuaria com a s√©rie de noves e seria assim um n√ļmero racional. √Č uma piada para iniciados, uma vez que o Pi √© um n√ļmero transcendental: se voc√™ ri da diferen√ßa entre um n√ļmero racional e um transcendental vai entender a piada.

Essa sequ√™ncia de seis noves no Pi ficou conhecida assim como ‚ÄúPonto de Feynman‚ÄĚ, e √© uma curiosa coincid√™ncia, mesmo uma anomalia. Considerando o Pi como um n√ļmero normal, em que grosso modo os n√ļmeros ‚Äúsurgem‚ÄĚ com igual probabilidade, as chances dessa repeti√ß√£o de seis d√≠gitos ocorrer √© de apenas 0,08%. Para fazer ideia de qu√£o improv√°vel ela √©, a pr√≥xima repeti√ß√£o de seis d√≠gitos id√™nticos no Pi ocorre na posi√ß√£o 193.034. E ela tamb√©m √© de noves!

Spoiler: Em ‚ÄúContato‚ÄĚ, no livro original de Carl Sagan, a protagonista ao final descobre nada menos que Deus, ou o Criador do Universo, ao decodificar uma mensagem nos d√≠gitos do Pi. O Pi √© uma constante matem√°tica e uma mensagem arbitr√°ria s√≥ poderia ser codificada nele por um Ser que tivesse criado os pr√≥prios fundamentos da Realidade. O que √© uma excelente reviravolta no romance de fic√ß√£o, mas os matem√°ticos com suas piadas sobre n√ļmeros racionais e transcendentais tamb√©m querem provar que o Pi √© em verdade um n√ļmero normal, como vimos acima, o que significaria que qualquer mensagem arbitr√°ria que fosse encontrada em seus d√≠gitos seria mero acaso.

Voc√™ pode brincar de encontrar ‚Äúmensagens‚ÄĚ no Pi clicando em Pi-Search. Buscando nos primeiros 100 milh√Ķes de d√≠gitos, as chances de encontrar qualquer sequ√™ncia de 6 n√ļmeros ‚Äď como a sua data de nascimento ou senha de banco ‚Äď √© de quase 100%.

Arte em Ondas Estacion√°rias

Uma corda, dois motores. Girando em sentidos contr√°rios, a instala√ß√£o de arte de Daniel Palacios cria ondas estacion√°rias que variam de acordo com o movimento do p√ļblico ao redor. A arte cria tanto formas tridimensionais quanto sons cortando o ar.

Entender algo da arte envolvendo ondas estacionárias revela um tanto do segredo desse outro vídeo:

Aqui, o truque principal est√° na c√Ęmera, que captura imagens em v√°rios quadros por segundo ‚Äď a olho nu n√£o se v√™em as gotas im√≥veis no ar, exceto se todo o conjunto fosse iluminado por luz piscante, estrobosc√≥pica. Mas se poderia sim ver os fios de √°gua dobrados pelo som, em ondas estacion√°rias no ar.

A Inteligência é uma Força Fundamental da Natureza

Existem quatro for√ßas fundamentais na natureza. Tudo que conhecemos interage fundamentalmente atrav√©s destas quatro for√ßas: gravidade, eletromagnetismo e as for√ßas nucleares forte e fraca. Cada uma se comporta e √© modelada de forma diferente, e depois que Albert Einstein unificou massa e energia, seu grande sonho passou a ser unificar todas as for√ßas fundamentais em um s√≥ modelo, de forma a atingir uma Teoria de Tudo. Todo o Universo modelado fundamentalmente por um conjunto √ļnico de equa√ß√Ķes.

Que as for√ßas nucleares forte e fraca fossem descobertas ‚Äď Einstein iniciou seu projeto apenas com a gravidade e eletromagnetismo ‚Äď e a f√≠sica qu√Ęntica demonstrasse que em escala subat√īmica tudo se comportava de forma, digamos, qu√Ęntica, significou que seus sonhos permaneceram inacabados. A fotografia de como deixou seu escrit√≥rio em Princeton para a posteridade de certa forma reflete sua obra sem fim.

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Desde então, não descobrimos mais forças fundamentais na natureza, e de fato conseguimos unificar duas delas: a força nuclear fraca e o eletromagnetismo podem ser modelados como formas diferentes da mesma interação fundamental, a força eletrofraca. Já há alguns anos a teoria de Supercordas promete terminar o serviço, mas a Teoria de Tudo permanece ainda assim um sonho.

Quando se ouve falar de uma ‚ÄúTeoria de Tudo‚ÄĚ, um dos pensamentos mais naturais √© imaginar qu√£o estranho ou mesmo insano seria que tudo que conhecemos, que tudo que existe, seja modelado por um conjunto √ļnico de equa√ß√Ķes. Compreender√≠amos instantaneamente todo o Universo? Onde estariam nossos sonhos, seriam eles reduzidos a simples equa√ß√Ķes?

O espet√°culo de uma revoada de estorninhos deve nos ajudar a entender melhor o que exatamente o sonho de uma Teoria de Tudo representa.

Em uma revoada de estorninhos, mais de mil indiv√≠duos podem voar em conjunto. Cada um deles interage apenas com aqueles pr√≥ximos a si e reage de acordo com regras simples, por√©m coletivamente exibem um comportamento emergente hipnotizante. A simplicidade de cada agente individual, e a complexidade emergente do conjunto, foi modelada e demonstrada inicialmente no campo da Intelig√™ncia Artificial com os ‚ÄúBoids‚ÄĚ de Craig Reynolds.

Inteligência Artificial modelando o comportamento da inteligência natural de estorninhos é algo fascinante com resultados como o que você vê acima.

Talvez ainda mais fascinante é a abordagem tomada por físicos da Universidade de Roma: eles modelaram o comportamento de revoadas de estorninhos baseados no magnetismo. A forma como estorninhos mudam de direção em revoada pode ser modelada exatamente com as mesmas ferramentas matemáticas que descrevem partículas de metal mudando seu spin em reação a campos eletromagnéticos.

O que os f√≠sicos italianos indicaram √© que estorninhos podem se comportar como part√≠culas e sua intera√ß√£o pode ser modelada como uma das for√ßas fundamentais. Mas √© a intelig√™ncia de tais estorninhos que reproduz a intera√ß√£o fundamental, n√£o h√° realmente nenhum campo de for√ßa √† dist√Ęncia entre um e outro estorninho. N√£o al√©m daqueles que existem tamb√©m entre duas pedras, que sem intelig√™ncia podem colidir livremente se lan√ßadas ao ar.

Se por um lado o estudo dos f√≠sicos italianos demonstra a aplica√ß√£o de um modelo matem√°tico simples a um comportamento complexo, ele deve ressaltar como a met√°fora tamb√©m funcionaria no sentido inverso. H√° muitos outros comportamentos complexos que n√£o s√£o modelados matematicamente. A forma como a intelig√™ncia pode reger o comportamento de um sem n√ļmero de seres poderia ser interpretada como um universo de diferentes ‚Äúfor√ßas fundamentais‚ÄĚ que dificilmente seriam unificadas. Se a intelig√™ncia √© uma for√ßa fundamental da natureza, h√° infinitas for√ßas fundamentais na natureza.

Al√©m das for√ßas fundamentais, h√° uma infinidade de epifen√īmenos que emergem a partir da√≠, adicionando e multiplicando a complexidade do Universo em todas as formas que conhecemos ‚Äď e a infinitude de outras que ainda iremos descobrir.

Engrenagens Paradoxais

Repare bem: as engrenagens adjacentes est√£o girando no mesmo sentido!

Engrenagens comuns de rodas dentadas sempre ir√£o girar em sentidos contr√°rios, um fato que n√£o √© universalmente apreciado e responde por confus√Ķes em logotipos como o abaixo:

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Estas três engrenagens que deveriam representar inovação estão em verdade travadas e jamais irão girar. Em resposta às críticas, e depois do vexame, o logo com engrenagens travadas foi abandonado.

As engrenagens paradoxais patenteadas pelo engenheiro da Renault Jean Mercier desafiam essa lógica. Para entender como funcionam, o vídeo abaixo deve ser esclarecedor:

Devido √† forma como o torque √© transmitido por partes deslizantes, sua efici√™ncia n√£o √© muito alta, o que limita muito sua aplica√ß√£o. Mas se voc√™ pode apreciar engrenagens adjacentes girando no mesmo sentido ‚Äď e no v√≠deo inicial, contando mesmo com multiplicadores de torque ‚Äď perguntar para que servem √© um pequeno detalhe.

Proje√ß√Ķes topogr√°ficas de Jim Sanborn (e algo de como o Kinect funciona)

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Situado a quase um quil√īmetro de dist√Ęncia, um projetor m√≥vel lan√ßou padr√Ķes geom√©tricos artificiais sobre esta ilha irlandesa, destacando um belo contraste na arte de Jim Sanborn. Clique para mais fotografias da s√©rie em Design Boom.

Proje√ß√Ķes em grande escala est√£o se tornando cada vez mais comuns em espet√°culos ‚Äď basta uma busca por mapped projection ‚Äď mas elas tamb√©m funcionam no sentido inverso, como a s√©rie de Sanborn sugere: pode-se descobrir a geometria de uma cena atrav√©s de uma proje√ß√£o. O acess√≥rio Kinect do Xbox funciona desta forma, projetando um padr√£o de pontos em infravermelho e aplicando computa√ß√£o para extrair a geometria da cena a partir da imagem resultante.

O padr√£o de pontos do Kinect pode parecer aleat√≥rio, mas n√£o √©, de fato ele se repete nove vezes. Sistemas anteriores ao Kinect geralmente projetavam padr√Ķes geom√©tricos mais simples como os de Sanborn. Parte da m√°gica, e talvez a parte principal da m√°gica que torna o brinquedo da Microsoft t√£o mais barato e acurado que vers√Ķes anteriores est√° no uso inteligente e inovador desse padr√£o est√°tico de pontos. Inteligentemente, os segredos industriais por tr√°s desse padr√£o de pontos n√£o s√£o descritos em detalhe nas patentes p√ļblicas do sistema.

A forma como eles parecem aleatórios mas ao mesmo tempo são repetidos lembra a matemática dos ladrilhos de Penrose, por sua vez vistos na natureza nos quasi-cristais que renderem um prêmio Nobel em 2011.

Uma olhada no site de Jim Sanborn revela como todas suas obras misturam ciência e arte, e uma das obras mais conhecidas de Sanborn é Kryptos, que contém textos cifrados e está localizada na própria Agência Central de Inteligência, a CIA dos EUA, em Langley, Virginia.

Microsoft Word - kryptos.doc

Arte e ciência, da CIA à Microsoft.

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