Blogs de Profs

Dois exemplos de blogs de professores
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O primeiro pretende ser um reposit√≥rio das actividades que o professor Pedro Isidoro desenvolve no seu projecto Bioarte, com alunos da Escola B√°sica n.¬ļ2 de Carregal do Sal / Agrupamento de Escolas de Carregal do Sal.
Do que me foi dado a observar, este projecto envolve a observação de vários seres vivos, com ajuda de lupas binoculares, e posterior desenho do que se observou.
Uma excelente forma de desenvolver a capacidade de observa√ß√£o, indispens√°vel a qualquer pessoa…
7930704_3zlSO.jpegExcerto do projecto:
“…o fio condutor assenta na combina√ß√£o de algumas actividades desenvolvidas em dois clubes da escola – Clube dos Cientistas e Clube do Ambiente. Os alunos seleccionados pertencem a turmas do 5¬ļ ano de escolaridade que cedo se manifestaram interessados em realizar actividades no √Ęmbito da observa√ß√£o de “coisas” ao microsc√≥pio. Afinal o microsc√≥pio, apesar do seu aperfei√ßoamento, tem sido a mola impulsionadora dos progressos da BIOlogia.
Elaborou-se um plano de ac√ß√£o que abrangesse: a recolha e observa√ß√£o de insectos e plantas com lupas binoculares e microsc√≥pios, o registo dos desenhos realizados pelos alunos, registos fotogr√°ficos, pesquisa de informa√ß√£o cient√≠fica detalhada sobre os organismos observados, cria√ß√£o de um livro digital com toda a informa√ß√£o recolhida e, finalmente, divulga√ß√£o peri√≥dica de todas as actividades √† comunidade educativa.”
“Bioarte” /
A respons√°vel pelo segundo blog de professores que hoje apresento j√° foi aqui referida. √Č a Beatriz Tom√°s Oliveira.
No blog “Prof Bia a bordo” conta-nos a sua participa√ß√£o, a bordo da Caravela Vera Cruz, na recente Campanha cient√≠fica EMEPC √†s Ilhas Selvagens. Foram tempos muito intensos, quer ao n√≠vel de experi√™ncia profissional e investigativa, que a n√≠vel pessoal, relatados na primeira pessoa.

Imagens: dos blogs citados.

Bioformas…

Gosto.
Recordou-me este post.
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Nome: Trachelophorus giraffa
Imagem: daqui

Google Body Browser

Aproveito o coment√°rio do leitor bessa para informar que a Google abandonou/vendeu esta ideia, embora o visualizador do corpo humano possa ser agora consultado em Zigote Body

ATUALIZAÇÃO 29 março 2012

Uma excelente aplicação para vários níveis de ensino Рo Google Body Browser, da Google Labs.
Podemos afirmar que esta ferramenta educativa é a versão anatómica do Google Earth mas estaríamos a menosprezar o Body Browser.
Com vários níveis de observação e análise a 3D do corpo humano, esta ferramenta pode ser utilizada de forma muito intuitiva, sendo muito fácil seleccionar o tipo de informação que desejamos: osteologia (ossos), orgãos (do sistema digestivo, por exemplo), sistema nervoso, entre outros.

Os diferentes tipos de informação anatómica poderá ser combinada já que se podem ocultar ou tornar progressivamente mais visíveis, dependendo do objectivo.
Legendas das diferentes estruturas podem ser mostradas/ocultadas mas apenas em ingl√™s – apesar de um n√ļmero consider√°vel de estruturas anat√≥micas terem o seu nome em latim…
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A somar a isto, a capacidade zoom e rotação 3D, fazem deste site uma excelente aplicação educativa.
Apesar de poder funcionar noutros browsers, a Google f√°-lo correr melhor no Google Chrome.
Melhor que as minhas palavras √©, de certeza, o v√≠deo acima…
Imagens – Google Body Browser

 

Escuva terras, ou o drama de se chamar toupeira

toupeira1.jpgNa terra do meu pai havia vários montes que sempre me intrigaram. Quando digo na terra, é mesmo na terra, essa que se lavra e suja os pés.
A outra, o sítio onde se cresce ou apenas se nasce, não importa para a história, apenas que era vizinha da de Aquilino.
Os montes de terra apareciam sem eu perceber como nem porquê. Surgiam nos lameiros, terrenos junto a cursos água, bons para erva fresca e sestas olhando vacas pastar.
Nos lameiros, aqui e ali, o verde era manchado de castanho, quais pintas em cara sardenta. O caos de cores alterava-me a ordem que tentava p√īr em tudo: o lameiro era verde, ladeado pelo ribeiro, escuro pela sombra das √°rvores que a√≠ se encostavam e, do outro lado, um outro verde, rasteiro, de um batatal.
E depois os montes castanhos.
Essas constru√ß√Ķes desordenadas, pequenos altos de terra, moeram-me o ju√≠zo durante os ver√Ķes que passava nas Terras do Demo.
Um dos dias de Agosto, em brincadeiras com o Luciano, perguntei-lhe que raio era aquilo feito de terra, no meio dos lameiros.
“Escuva terras”, largou-me ele, como se fosse a coisa mais natural do mundo.
“Ah…que era terra j√° eu sabia…”, avancei, tentando ver se o outro se explicava melhor.
“S√£o uns ratos danados, esses bichos. Sempre a fu√ßar, a fu√ßar na terra. Depois d√° nisto.”
“A maneira de dar cabo deles √© cortar um bocado de pl√°stico, enterr√°-lo nesses montes com o gargalo para cima que o assobio do vento na garrafa d√° logo cabo deles!”.
Toma e embrulha, faltou-lhe dizer.
Toupeiras.
E n√£o deviam gostar que lhes assobiassem nas varandas, pensei eu.
Esta história foi assim mesmo, na sua maioria, e já lá vão mais de 30 anos.
Não tenho a certeza se seriam toupeiras europeias (Talpa europaea) as escuva terras que partilhavam o lameiro do meu pai, mas é bem provável.
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As toupeiras s√£o mam√≠feros que pertencem √† ordem Talpidae sendo mais facilmente observ√°veis as suas constru√ß√Ķes do que elas pr√≥prias. Vivem a maioria da sua vida debaixo do solo, escavando e construindo t√ļneis de forma solit√°ria, e defendendo agressivamente o seu territ√≥rio √† excep√ß√£o da √©poca de acasalamento. Nessa altura, os machos tentam literalmente interceptar os t√ļneis constru√≠dos pelas f√™meas, iniciando-se ent√£o o acasalamento.
As patas anteriores, com grandes garras, permitem-lhes o seu modo de vida subterr√Ęneo, alimentando-se sobretudo de insectos ou minhocas, o seu manjar predilecto.
A anatomia especial deste animal, nomeadamente a capacidade de articula√ß√£o do √ļmero e o grande desenvolvimento muscular nesta zona, associado √†s enormes garras e um osso semelhante a um polegar, colocam este animal entre os grandes construtores zool√≥gicos. A maioria da for√ßa das patas anteriores √© exercida a partir do antebra√ßo, r√°dio e c√ļbito, sendo tamb√©m necess√°ria a colabora√ß√£o das patas posteriores para empurrarem a terra que vai sendo escavada.
As constru√ß√Ķes das toupeiras garantem-lhes alguma inimizade por parte dos agricultores que se esquecem que os t√ļneis constru√≠dos pelas toupeiras aumentam n√£o s√≥ o arejamento dos terrenos, como contribuem para uma melhor fertiliza√ß√£o dos mesmos.
A capacidade física destes animais é extraordinária, tendo sido observado uma toupeira, com cerca de 80 gramas, construir quatro montes de terra com cerca de 15 quilos em apenas 90 minutos. Se fizéssemos a comparação para a nossa espécie, seria o equivalente a um ser humano de 70 quilos escavar 10000 quilos numa hora.
N√£o consigo deixar de imaginar estas bichezas a trabalharem para o Metro de Lisboa…
Imagens:
ARKive – http://www.arkive.org
Hall, B. K. (ed). 2007. Fins into Limbs: Evolution, Development, and Transformation. Chicago: University of Chicago Press, 433 pp.

Vídeo РARKive

Bichinho-de-prata (Lepisma saccharina)

(texto escrito para o “Not√≠cias do Gil”, jornal da Escola Secund√°ria Gil Eanes)
tv300002.jpgQue sabia eu do bichinho-de-prata (Lepisma saccharina), para al√©m das t√©nues mem√≥rias? Mem√≥rias que, n√£o sendo de nojo ou repugn√Ęncia, como as que tenho das baratas, ou mesmo de alegria, como as dos bichos-de-conta, ainda assim existem. Apesar de n√£o impressionantes, as mem√≥rias que recordo desses bichos n√£o se foram, est√£o impregnadas.
Mas por que motivo n√£o olvidei esse bichinho? Pela semi-precisosidade do seu nome comum – bichinho-de-prata? N√£o me parece. Decidi ent√£o procurar nos livros.
Estes animais são aquilo que os biólogos designam por cosmopolitas. Não por irem assistir a passagens de modelos a Nova Iorque, ou jantar a Paris, porque também o fazem, mas antes porque são encontrados em ambientes domésticos um pouco por todo o mundo.
Fujo da luz, porque não me é boa. Há qualquer coisa no sossego da sombra que me faz bem. Discreto e fugidio como sou, é no escuro que me sinto em casa.
Quais ratos-de-biblioteca, abominam a luz, escapando-se para locais escuros mal s√£o descobertos. Os seus olhos compostos s√£o muito reduzidos, valendo-se este animal de outros sentidos para sobreviver.
Os bichinhos-de-prata, insectos da ordem Zygentoma, possuem o abd√≥men achatado e longas antenas. Esta ordem tamb√©m inclui outras 470 esp√©cies recentes, sendo encontrado o seu membro mais antigo em rochas que datam do Cret√°cico inferior do Brasil, com 108 milh√Ķes de anos idade.
Julgam que n√£o como os comp√™ndios, n√£o devoro os manuais, n√£o engulo papel, enfim. A verdade √© que sou letrado, n√£o pelo estudo, mas pelo est√īmago.
Literalmente letrados, porque √© esse um dos seus ambientes humanos preferidos, entre palavras e letras. Refugiando-se da luz e procurando um ambiente ideal para se alimentarem, os bichinhos-de-prata instalam-se entre p√°ginas de livros. Por a√≠ andam, embora n√£o s√≥ de celulose se alimentem, j√° que poeiras e outros restos org√Ęnicos fazem parte da sua alimenta√ß√£o. Como poucos outros insectos que se alimentem de restos org√Ęnicos, os bichos-de-conta possuem subst√Ęncias que transformam a celulose (enzimas), n√£o necessitando de estabelecer parcerias com bact√©rias para digerir o material de que s√£o feitos os livros.
Sempre que um desses bichos enormes abre os livros onde me escondo, fujo, e se por algum motivo me apanham, as bestas enormes ficam com as suas m√£os cobertas de restos das escamas prateadas que revestem todo o meu corpo.
Sem asas e com apenas um cent√≠metro de comprimento, safam-se rapidamente com as suas seis pernas sempre que regressamos a um livro h√° muito fechado. No √ļltimo segmento abdominal t√™m tr√™s cerdas que lhes conferem o seu aspecto caracter√≠stico, para al√©m da cor prateada que lhes valeu o nome comum.
E a fama de bicho letrado. Pelo menos para mim.
Apesar de n√£o ser esquisito, h√° autores que prefiro para os meus repastos: o negrume das p√°ginas de um livro de Saramago deixa-me, por vezes enfastiado; o branco em excesso dum poema da Sophia, apesar de satisfat√≥rio, causa-me algum desconforto, pois sinto-me desprotegido. J√° a assimetria dos textos do O’Neill me deixa um pouco sem saber para que lado ir.
Imagem: daqui

The Edges of the World

POST CONVIDADO DE CATARINA AMORIM
fonte-escultura (Large).JPG“The Edges of the World” √© um universo fluido de algo quase reconhec√≠vel mas nunca percebido que escapa constantemente √† nossa percep√ß√£o apesar dos tra√ßos definitivos de vida. Feita de nylon e cor e longos t√ļneis transl√ļcidos a instala√ß√£o de Ernesto Neto estende-se como um polvo ao nosso redor ou, tal Jonas e baleia, engole-nos inteiros enquanto se espalha pelo andar de cima da Hayward Gallery em Londres, tent√°culos em cada um dos tr√™s terra√ßos do espa√ßo.
Boca talvez (Large).JPGA exposi√ß√£o, daquele que √© um dos maiores artistas contempor√Ęneos brasileiros, est√° at√© dia 5 de Setembro no Southbank Centre e vale a pena ver se passarem pela cidade.
Ernesto Neto representou o Brasil na Bienal de Veneza em 2001 e √© conhecido pelas suas esculturas biom√≥rficas, pe√ßas abstractas de formas org√Ęnicas que evocam organismos vivos que n√£o reconhecemos mas que sabemos dever√≠amos identificar. Ao contr√°rio da maioria da arte – intoc√°vel, afastada e muitas vezes de conte√ļdo inacess√≠vel – as pe√ßas de Neto pedem (as tabuletas confirmam) para ser pisadas, acariciadas e cheiradas (camomila e alfazema na Hayward) sendo esta interac√ß√£o e os visitantes per se parte essencial da obra. Esta √© uma arte centrada no pr√≥prio corpo e vem do movimento brasileiro “Neoconcreto” que aparece no fim dos anos 50 (tamb√©m em resposta √† ditadura brasileira?) buscando um abandono da geometria fixa e cores simples associados com a arte abstracta da √©poca em prol da express√£o da complexidade humana numa nova pl√°stica de arte que exige uma proximidade f√≠sica ao espa√ßo da exposi√ß√£o.
Estranho (Large).JPGNa Hayward, Neto criou corredores labir√≠nticos de nylon amarelo e verde com bolsas de ervas arom√°ticas onde a m√£o tem que passar e escadas de um material semelhante a madeira aparentemente demasiado fr√°gil para o nosso peso mas que indiferente nos pede para subirmos. Uma vez em cima entramos noutro mundo separado do anterior por mais nylon e cor excepto pela abertura √† volta da estrutura por onde subimos. Ai somos invadidos por um sentimento de vertigem (eu pelo menos) mas √© demasiado tarde e estamos j√° perdidos na paisagem alien. Num dos terra√ßos da galeria h√° tamb√©m uma escultura-fonte onde se pode tomar banho, n√£o exactamente √† “la dolce vita” j√° que necessita de marca√ß√£o antecipada (chamando 0844 847 9910) numa concess√£o √†s normas inglesas de sa√ļde e seguran√ßa (…) e onde, quando fui, duas mi√ļdas se banhavam com ar de f√©rias de biqu√≠ni e toalha. H√° muito mais mas a minha parte favorita (como as fotos mostram) foram mesmo os labirintos transl√ļcidos que √† vez perdem e escondem e revelam todos os outros visitantes que caminham ao teu lado separados pela estrutura num exerc√≠cio de cores e cheiros. Alguns descal√ßados com medo de a danificar. A experi√™ncia √© imersiva, tomando totalmente conta dos sentidos se nos abrirmos a isso mas √© tamb√©m divertida e cheia de surpresas.
Escadas para outro mundo (Large).jpgEu fui num dia cheio de sol com jogos de luz e sombra por todo lado, à tarde, escapando-me farta de rescrever o projecto da minha bolsa e gostei imenso.
Hayward gallery, Southbank Centre até dia 5 de Setembro parte do festival que comemora o Brasil.
Imagens: Catarina Amorim

A Natureza dos N√ļmeros

As pessoas n√£o s√£o n√ļmeros.
A Natureza também não.
Mas eles, os n√ļmeros, est√£o por todo o lado.
E fazem a Natureza como ela é.

Sugest√£o de Vitorino Ramos, a partir do seu magn√≠fico blog, num post que tamb√©m apresenta excelentes sugest√Ķes de leitura.

Fim da Inf√Ęncia

Da primeira vez que folheei a revista n√£o percebi o drama.
Só numa segunda abordagem involuntária, talvez ampliada pela luz do meio-dia, me despertou para a aberração.
Ao contrário do que Peter Pan explicitamente apregoava, as crianças de hoje não se querem crianças.
Adultos precoces ou, mais pavoroso, adolescentes cool, com laivos de sexualidade à la MTV.
N√£o sei que pensar.
Talvez os tempos actuais impliquem uma precocialidade de aparência.
Talvez.
O desfasamento é tanto maior quanto é do senso comum que as crianças de hoje em dia revelam uma altricialidade pouco vulgar noutros tempos, dependentes dos pais para tudo, mesmo para brincar.
Velhas nas roupas; crias dependentes nos comportamentos.
P.S. – a revista do El Pa√≠s de hoje revela pelo menos cinco an√ļncios de roupa para crian√ßa nos quais se v√™ tudo menos crian√ßas.
Precocial – “Cria independente e activa pouco tempo depois de ter eclodido”
Altricial – “Cria muito dependente dos pais quando eclode”

Imagens Рrevista do jornal El País de 28 de Março de 2010.
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Tento na Língua

Cymothoa exigua_adpat_natureza_radical_mark_caverdine.jpgNenhum dos casos √© muito agrad√°vel, muito menos para mentes eticamente bem formadas ou est√īmagos sens√≠veis.
Ainda assim, encontro-lhes pontos de contacto.
ResearchBlogging.org
O parasita Cymothoa exigua é um crustáceo isópode que actua de maneira singular.
Explico, enquanto se torcem.
Já na boca do peixe, o C. exigua fixa-se na boca do peixe por intermédio de patas semelhantes a ganchos (pereópodes), começando por sugar o sangue dos tecidos da língua, até que esta acaba por atrofiar.
Após o repasto, que pode durar algum tempo, o parasita de até quatro centímetros, passa a alimentar-se do que o peixe ingere, substituindo-lhe a língua por completo.
tongueeater_zoom.jpgCuriosa é a semelhança de forma entre a desaparecida língua do peixe e o recém instalado. Para além de função análoga, já que o parasita desempenha a usurpação lingual com enorme competência, também o aspecto da cavidade bucal do peixe parece quase inalterada. Brusca e Gilligan avançam com a hipótese de que peixes parasitados poderão ter melhor desempenho alimentar que peixes sem língua.
Ou seja, em termos de eficiência, esta relação parasítica parece conceder alguma vantagem sobre patologia ou doenças que afectem a língua de peixes.
Pois…melhor uma l√≠ngua substituta que nenhuma, parece ser a conclus√£o.
Quanto ao segundo caso, apenas deixo um vídeo.
Deixo aos leitores o estabelecimento de paralelismos.
A existirem.

Referências:
Brusca, R.C. and Gilligan, M.R. (1983): Tongue replacement in a marine fish (Lutjanus guttatus) by a parasitic isopod (Crustacea: Isopoda). Copeia 813-816.
Brusca, R., & Gilligan, M. (1983). Tongue Replacement in a Marine Fish (Lutjanus guttatus) by a Parasitic Isopod (Crustacea: Isopoda) Copeia, 1983 (3) DOI: 10.2307/1444352
Mark Carwardine. 2005.Natureza radical. Ediouro Publica√ß√Ķes Ltda. Rio de Janeiro.
Zimmer, C. 2000. Parasite Rex. Arrow Books. London.

Imagens:
Matthew Gilligan – primeira, adaptada do livro de Mark Carwardine; segunda daqui

Natura nusquam magis est tota quam in minimis

Natura_minimis.jpgNatura nusquam magis est tota quam in minimis
Plínio, o Velho (23-79 d.c.)
“em parte alguma encontramos a natureza na sua totalidade como nas suas mais pequenas criaturas”
(in O Polegar do Panda, S.J. Gould, Gradiva, 2002)
Imagem:
daqui