Blogagem Coletiva – Luz

A chefia do Scienceblogs Brasil, utilizando-se de cláusulas contratuais totalmente leoninas, exigiu dos pobres blogueiros a confecção de um post de luz. Eu fiz vários.

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De Sérgio Fabris no Guindaste

Leia mais, ossos, cor da pele e luz?

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Vida: Definição

Dizem que “vida” é um conceito que até hoje carece de uma definição adequada. Alguns “cientistas” com certeza há muito resolveram esse problema. Para eles,

A vida é uma doença fatal, de herança genética, transmitida sexualmente”.

Cisto Sinovial

João Batista era eletricista. Ficou desempregado e conseguiu arrumar um “bico” de porteiro no meu condomínio. Uns 30 anos de idade, sergipano, de pele clara e sorriso fácil, frequentemente sofria repreensões do zelador, seu Belerino, por conversar demasiadamente com as “meninas-que-trabalhavam-em-casa-de-família”. “Meu fraco, Doutor”- como ele dizia. Sabia que eu era médico. Um dia, após estacionar o carro na vaga, abri a porta e dei de cara com o João. “Doutor, olha isso que apareceu na minha mão. É grave?” Examinei e na face dorsal da mão havia um nódulo de uns 2 ou 3 cm de diâmetro.

cisto sinovial

“Está doendo?” perguntei. “Não, Doutor. Não dói nada” – respondeu. Comecei o discurso: “João, isso parece bastante um cisto sinovial. É um cisto benigno.” Enquanto falava, apertava o cisto com o polegar para sentir a consistência e ver se realmente não doía. “Antigamente, tratava-se isso colocando um livro pesado em cima, de preferência uma Bíblia e ele desaparecia. Hoje sabemos que é autolimitado, desaparece sozinho.” Fui falando devagar e pausadamente. João Batista prestando a maior atenção. “Alguns médicos operam isso, mas só se estiver doendo muito. Portanto, não há nada a se fazer por enquanto” –  terminei. Ele disse “Então não é nada, né, Doutor? Posso ficar tranquilo?” Eu já sem muita paciência “Sim, João, pode ficar tranquilo. Qualquer coisa me avise”.

Algumas semanas depois, estaciono o carro e deparo novamente com João Batista. “Fala, João. O que foi dessa vez?” – disse amistosamente. Ele olhou para mim, chegou mais perto como quem vai contar um segredo e disse “Doutor, o senhor benze?”

Eu entendi tudo em frações de segundo. Também fiz uma tenebrosa previsão do futuro nos milésimos seguintes. Milhares de pessoas na porta do condomínio, crianças chorando no colo de mães impacientes, idosos, barracas de churrasquinho, a vizinhança em polvorosa, todos esperando o Doutor Benzedor… Inverti as sombrancelhas e falei bem sério “João Batista, eu não benzo. Seu cisto desapareceu sozinho! Se você espalhar para alguém que eu te benzi, vou falar com o Belerino e ele te manda embora!” “Não, não, Doutor. Faça isso, não! Só queria saber. Não precisa ficar bravo. Pode ficar tranquilo que eu não falo para ninguém” – disse ele, se desculpando e andando em direção à portaria. Virei as costas e entrei no elevador segurando a risada. Já pensou, eu benzedor!

Algumas semanas se passaram e após estacionar meu carro… Bem, lá estava João Batista de novo! Saí do carro e olhei para ele sem dizer nada. Ele, com a mesma cara com a qual falava com as “meninas-que-trabalhavam-em-casa-de-família” me perpetrou a seguinte frase:

“Doutor, eu sei que o senhor não benze. Sei sim, pode ficar tranquilo e não falei isso para ninguém. Mas dá para o senhor passar o dedo aqui?”

Com o indicador apontava para a outra mão onde jazia, imponente, um novo cisto sinovial…

imagem retirada de Ehow.

Conselho de Darwin para Ruth

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A foto, vi primeiro aqui.

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