A Mesquinhez de um Sonho

Cartola, semi-analfabeto, lavador de carros, fez uma letra de música assim: “Preste atenção, querida, muita atenção, o mundo é um moinho. Vai triturar teus sonhos tão mesquinho. Vai reduzir as ilusões à pó.” Confira no vídeo abaixo.

O problema aqui é o “vai triturar teus sonhos tão mesquinho“. Sim, porque Cazuza, garoto esperto da zona sul do Rio, gravou Cartola lindamente e cantou “vai triturar teus sonhos tão mesquinhoS”, no plural, como pode ser ouvido aqui.

No singular, mesquinho concorda com mundo e rima com moinho. No plural, concorda com sonhos (e não deixa de rimar, vá). Um adjunto adnominal tem que concordar com o nome ao qual está vinculado. Tanto em uma como na outra interpretação, a gramática está correta, penso eu; e a beleza preservada. Muitos poderão achar estranha a construção “cartoliana”, mas ao pensar melhor, logo percebem que também ela é perfeita. Qual seria a certa, então? A chave é a interpretação das duas locuções possíveis, a saber “mundo mesquinho” e “sonhos mesquinhos”. Se mesquinho quer dizer

    1. Que não tem o indispensável em quantidade suficiente.

2. Pobre.
3. Sovina, somítico, fona.
4. Infeliz, desditoso.
5. Inspirado em sentimentos vis.
6. De aparências ou formas acanhadas.

então, todos esses adjetivos podem ser atribuídos a “mundo”. Mas que dizer de “sonhos mesquinhos”? Um sonho pode ser sovina, infeliz ou mesmo pobre? É possível que em um sonho, alguém “economize energia onírica” e sonhe mesquinhamente? De minha parte, acho que Cartola está certo. Assim, como Nei Matogrosso (em sua interpretação um pouco kitsch): sonhos não são mesquinhos jamais. O mundo é que é.

(via Amigo de Montaigne)

Prêmio Bê Neviani

O Twitter tem se tornado uma ferramenta importante para blogueiros, tanto na comunicação ágil, como na divulgação de posts e notícias. Dentro desse contexto, há pessoas que ajudam a divulgar e nós do Scienceblogs Brasil e, eu particularmente, gostaria de agradecê-las. Por isso, o Ecce Medicus aderiu à campanha do Prêmio Bê Neviani conforme o “release” da idealizadora @sibelefausto. Obrigado pelos RTs, obrigado pela força. Participem!

Prêmio Bê Neviani
Porque não basta divulgar, tem que dispersar!

Depois do recente anúncio feito pela vetusta Biblioteca do Congresso (Library of Congress), comunicando que arquivará todas as mensagens públicas postadas no Twitter desde o início do serviço de microblog, não restam dúvidas de que esta mídia social veio para ficar.

Segundo os cofundadores Bizz Stone e Evan Williams, hoje o Twitter tem 105 milhões de usuários registrados, e 300 mil novos usuários ingressam no serviço a cada dia. Seu crescimento médio foi de 1.500% por ano, desde a fundação da “Twitter Inc” em março de 2006. O serviço atende a 19 bilhões de buscas por mês. Apenas comparando, o Google atende a 90 bilhões no mesmo período.

Não se pode negar – o Twitter é uma ferramenta 2.0 por excelência: seu conteúdo é gerado e compartilhado pelos próprios usuários. A dinâmica do microblog funda-se primordialmente na atuação dos tuiteiros, que seguindo e sendo seguidos, dispersam conteúdos virtuais.

A ação de tuiteiros que dispersam conteúdos relevantes no universo tuitiano merece destaque e deve ser aplaudida. Foi essa premissa que inspirou a criação do Prêmio Bê Neviani, reconhecendo a incrível capacidade de dispersão de tuítes com conteúdo diversificado, como cultura, ciência, tecnologia, notícias e muito mais, do perfil @Be_neviani.


Hoje, dia 22 de abril de 2010, estamos lançando o Prêmio Bê Neviani: porque não basta divulgar, tem que dispersar

Regulamento:

– O Prêmio Bê Neviani é aberto a todos os tuiteiros que tenham blogues de conteúdo informativo: ciências, cultura (literatura, cinema, artes, fotografia, música, etc), filosofia, notícias, dicas e assemelhados.

– Os blogues participantes da campanha tuitarão, no período de 23 de abril de 2010 a 23 de maio de 2010 links para seus posts, publicados em qualquer data e com qualquer temática, obrigatoriamente usando a hashtag #PremioBeNeviani e o encurtador de links Bit.ly.

– No período de vigência da campanha, os retuítes (RTs) que os links desses posts receberem serão computados para a apuração de dois ganhadores, um em cada uma das duas seguintes categorias:

Categoria 1: blogueiros – o vencedor será o blogueiro cujo post recebeu mais RTs. O prêmio dessa categoria será o livro “Criação Imperfeita”, de Marcelo Gleiser.

Categoria 2: tuiteiros – o vencedor será o tuiteiro que deu RTs em qualquer dos tuítes postados durante a vigência da campanha. Essa categoria terá sua apuração por sorteio. O prêmio para essa categoria será o livro “Além de Darwin”, de Reinaldo José Lopes.

O anúncio do prêmio será em 30 de maio de 2010, pelo Twitter.

Para participar, envie um tuíte para as administradoras @sibelefausto ou @dra_luluzita, ou então comente aqui, que entraremos em contato.

Abaixo, segue a relação dos blogues e tuiteiros participantes. À medida que mais blogueiros aderirem a essa campanha, essa listagem será atualizada.

Blog – Blogueiro-tuiteiro

100nexos @kenmori

Amiga Jane @lacybarca

Blog Bastos @bastoslab

CeticismoAberto @kenmori

Chapéu, Chicote e Carbono 14 @reinaldojlopes

Ciência na Mídia @ciencianamidia

Discutindo Ecologia @brenoalves e @luizbento

Dicas Caseiras para quem mora só @uoleo

Ecce Medicus @Karl_Ecce_Med

Efeito Azaron @efeitoazaron

Ideias de Fora @IdeiasdeFora

Joey Salgado… mas bem temperado @joeysalgado

Karapanã @alesscar

Maquiagem Baratinha @aninhaarantes

Meio de Cultura @samir_elian

Minha Literatura Agora @jamespenido

O Amigo de Wigner @LFelipeB

O divã de Einsten @aninhaarantes

O que todo mundo quer @desireelaa

Química Viva @quiprona

Quiprona @quiprona

Rabiscos @skrol

Tage des Glücks @nataliadorr

Tateando Amarras @eltonvalente

Terreno Baldio @lacybarca

Twiterrorismo @aninhaarantes

Uma Malla pelo Mundo @luciamalla

Uôleo @uoleo

Quer Pegar Gripe? Veja Como

Mais um sensacional vídeo garimpado pela Industrial Mori & Magic a quem agradecemos novamente. Muita gente gostaria de saber como um vírus se reproduz dentro do organismo humano e os médicos, biólogos e pesquisadores da área, apesar de saberem, vão ter seus sonhos realizados com esse vídeo extremamente didático.
Um vírus, por não possuir a maquinaria genética das células (as dos mamíferos, por exemplo, que têm núcleo e organelas que fabricam proteínas e outras coisas importantes para vida celular), necessita “emprestá-la” de outros seres vivos. Para isso acontecer, vários passos têm que ser dados e o vírus, muito frágil, tadinho, pode sucumbir facilmente em qualquer um deles. Mas, por meio de uma série de truques dignos de filmes de ficção científica (ou de zumbis), o vírus “coloniza” um ser vivo milhares de vezes maior que ele e o faz trabalhar para si, tal como um escravo ou zumbi.

É isso que o filme mostra. Deixa claro também, que toda essa “esperteza” do vírus é combatida com nosso sistema imunológico. Esse sim, ninja na arte de sobreviver aos mais variados ataques. O que o filme não fala e que eu não posso deixar de comentar é que podemos ajudar nosso sistema imunológico bastante. Como? Fazendo-o “enxergar” os vírus. As células de defesa obviamente NÃO têm olhos. Como então, elas podem “comer” (dizemos, fagocitar) um vírus como o filme mostra? É uma reação do tipo chave-fechadura como foi explicado, ou então, por meio da produção de substâncias que “atraem” as células de defesa para o alvo. Para isso ocorrer, normalmente uma nutrição adequada e boa saúde garantem nosso sucesso. Haja vista a quantidade atual de seres humanos nesse pobre planetinha perdido no universo. O problema é que a tal “chave-fechadura” é muito menos eficaz quando o organismo não “conhece” o invasor. Ele tem que usar um tipo de “chave-mestra” digamos, para encontrar e fagocitar o agente infeccioso. Isso demora mais do que se tivéssemos a chave específica correta. Mas como “conhecer” um invasor antes que ele nos invada? Isso é impossível!
Entretanto, há quase 2,5 séculos, a ciência médica descobriu um jeito de “apresentar” ao sistema imunológico um invasor, mesmo antes de que ele nos cause doenças. Alguém é capaz de adivinhar como?

Traduzido e Legendado por Kentaro Mori.

Uma versão mais completa, porém em inglês pode ser encontrada aqui. (Cortesia do Átila)

Quando os Especialistas Falham

Segundo Edgard Morin: “O especialista torna-se ignorante de tudo aquilo que não concerne a sua disciplina.” O buraco aumenta quando o “não-especialista renuncia prematuramente a toda possibilidade de refletir sobre o mundo, a vida, a sociedade, deixando esse cuidado aos cientistas, que não têm nem tempo, nem meios conceituais para tanto.”

Têm sido muito frequentes, citações de médicos contra a vacinação da gripe A/H1N1, sendo o médico por si só, já um especialista em saúde. Pelo que tenho visto, os títulos de especialista, PhDs, doutorados ou quaisquer que sejam, configuram-se exatamente na definição moriniana de “especialista”. Por “tornar-se ignorante de tudo aquilo que não concerne a sua (sub)disciplina”, quando emite uma opinião sobre assuntos diversos de sua área especificíssima, ele o faz como qualquer outro leigo. Isso pode não ter maiores consequências desde que ocorra numa esfera privada.

Na nossa sociedade entretanto, reina uma “cultura dos especialistas”. Quando um especialista fala, ele fala por nós, que “renunciamos a toda possibilidade de refletir sobre o mundo” ou os fatos que nos cercam. Numa esfera pública, portanto, a fala de um especialista tem um peso bastante diferente, mesmo que ele emita apenas uma opinião pessoal.

Mas e quando esse “especialista” fala uma bobagem?

Ao confundir o público com o privado, ao não avaliar adequadamente o peso de sua opinião pessoal sobre um assunto sobre o qual não tem todos os dados para raciocinar, o “especialista” se torna então, um refém de seu discurso. Sequestrado pelas forças políticas e sociais nas quais está inserido, sua fala se encaixará perfeitamente no discurso ideologizado de quem tem interesses outros ou simplesmente é vítima de um devaneio ignóbil conspiratório qualquer.

É exatamente isso que está acontecendo com os médicos que se posicionaram contra a vacinação da gripe A/H1N1. Uma importante sociedade médica publicou um editorial de um de seus colunistas médicos questionando a vacinação para diabéticos, contrariando recomendações do próprio ministério da saúde. (Esse texto foi retirado do ar como editorial e colocado como opinião pessoal. Menos mal. Diminui a confusão do público com o privado.) Como essa manifestação, muitas outras são citadas por pessoas que se posicionaram contra a vacinação. Entretanto, a decisão de ser contra a vacinação não é uma decisão racional. É uma decisão baseada em “medos”, desinformação, opiniões preconceituosas, “conversas de comadre”, emails falsos ou com verdades parciais e outras tantas maneiras altamente eficazes de transmitir mensagens que manipulam “mitos”. Cansei de escrever que a ciência não matou os mitos do homem (aqui, aqui e aqui, para citar alguns). Muitas vezes, meus colegas de condomínio (sciblings) mal me compreendem por repetir esse bordão, entretanto, aqui está uma prova viva de que “argumentos racionais” muitas vezes não são mecanismos geradores de certezas eficientes no ser humano.

Gostaria de concluir dizendo que, antes de mais nada, a vacinação é opcional, no caso específico da gripe suína. Quem não quiser se vacinar, ora, que não se vacine! A epidemia esse ano será bem mais branda, eu aposto. A mortalidade da nova gripe é ainda um mistério e cada país parece estar calculando a sua, o que faz mais sentido, tendo em vista as condições climáticas, sanitárias e populacionais de cada um. A doença é diferente da gripe sazonal. Seu público-alvo é diferente. Eu é que não vou experimentar. O que devia ser feito, foi. Agora é esperar o inverno.

This picture depicts a map of the world that shows the  co-circulation of 2009 H1N1 flu and seasonal influenza viruses. The  United States, Europe, Thailand and China are depicted. There is a pie  chart for each that shows the proportion of laboratory-confirmed  influenza cases that have tested positive for either 2009 H1N1 flu or  other influenza subtypes. The majority of laboratory-confirmed influenza cases reported in the United States and Thailand have been 2009 H1N1  flu.

Bebida Alcoólica e Vacina contra Gripe A H1N1

http://media.mercola.com/ImageServer/public/2009/November/11.26vaccine.jpgO álcool não é um item imprescindível da alimentação humana. Há, acreditem, pessoas que passam a vida toda sem colocar uma gota de álcool na boca e vivem muito bem, até mais que os usuários crônicos da bebida. O excesso de álcool causa inúmeros males à espécie humana dentre os quais cirrose hepática, alterações neurológicas e psiquiátricas graves, sem contar a violência. Sou a favor da lei do Código de Trânsito Brasileiro que instituiu a alcoolemia 0 (zero) e impôs penalidades mais severas para o condutor que dirige sob a influência do álcool. Pelo número enorme de perguntas que recebi sobre a influência da ingesta alcoólica na vacinação contra gripe A H1N1, concluí que valia a pena escrever um novo post um pouco mais elucidativo. Aqui vai, então, minha tentativa de salvar os “bebuns” do meu Brasil!

Empreendi uma busca na Pubmed com os seguintes termos: alcohol consumption, alcohol ingestion, alcohol & immunization efficacy, immunization efficiency, immunization rate, vaccination, vaccination efficacy, vaccination efficiency, vaccination rate.

Achei dois estudos relacionados ao assunto que queremos saber, ambos em alcoólatras e sobre a vacina da hepatite B. São eles Rosman et al. Efficacy of a high and accelerated dose of hepatitis B vaccine in alcoholic patients: a randomized clinical trial. Am J Med (1997) vol. 103 (3) pp. 217-22 e Nalpas et al. Secondary immune response to hepatitis B virus vaccine in alcoholics. Alcohol Clin Exp Res (1993) vol. 17 (2) pp. 295-8. Os links mostram os resumos. A conclusão é que em alcoólatras a eficácia da vacina para hepatite B é menor. Ponto. Achei um estudo coreano que mostra que o número de pessoas que se vacinam para gripe sazonal é menor nos alcoólatras o que talvez indique um certo descaso patológico dos alcoólatras nessa situação específica. Curiosamente, a conclusão do estudo é que o fator mais importante para que uma pessoa se vacine é a indicação do médico.

Muitos profissionais de saúde, médicos, enfermeiros e agentes de saúde, recomendam a NÃO ingestão de álcool nos dias subsequentes à qualquer vacinação. As interações entre o álcool e as vacinas não são bem conhecidas e de fato, há estudos que mostram que a ingestão de álcool altera a imunidade desfavoravelmente. Além disso, os efeitos colaterais da vacina podem ser mascarados ou exacerbados pelo álcool, o que dificultaria um possível diagnóstico. Aliás, essas são as mesmas razões para não se vacinar estando-se gripado ou doente.

Achei também um documento do CDC (Centro de Controle de Doenças e Epidemiologia do governo americano) recomendando a não ingestão de álcool durante o período de vacinação, sem citar, entretanto, as razões para isso.

Em suma, acho bastante prudente esperar ao menos uma semana em abstinência alcoólica após a vacinação (isso não inclui abstinência sexual, gente!) apesar de não haver uma referência específica sobre o assunto (se alguém achar, por favor coloque nos comentários que, com certeza, vou ler e comentar). Vale a pena perder uma semaninha para poder tomar um vinho tranquilo no inverno que se aproxima, sem medo de pegar gripe suína.

Ciência e Poesia

¡Que viva la ciencia! ¡Que viva la poesía!
Jorge Drexler – Mi Guitarra y Vos

António Cícero responde hoje na Folha (para assinantes) a pergunta “o que é poesia?”. Depois de fazer uma bela e sucinta caracterização dos discursos orais e escritos, em determinado momento, ele escreve:

“Os textos que dizem coisas de caráter prático ou mesmo cognitivo, tais como os textos técnicos e científicos, são mais ou menos assim, abertos e fluidos, pois, caso contrário, o que dizem acaba por deixar de ser verdadeiros, de modo que eles se tornam obsoletos e deixam de ser lidos, isto é, deixam de se concretizar.”

Esses textos são instruções. Têm o objetivo de levar um conhecimento ou técnica ao seu leitor. Esse é seu fim. Se a técnica muda ou o conhecimento perde de alguma forma seu valor, os textos, ato contínuo,  se tornam descartáveis. A poesia e a literatura seriam então, textos não descartáveis. Para isso, seria preciso que não fossem um simples meio para que se transmita uma técnica ou conhecimento. A poesia e a literatura deveriam ser um fim em si mesmo, ou como escreve Cícero, “… textos que não estão sujeitos a esse tipo de descartabilidade são aqueles cujo valor – atenção: neste ponto, não há como não empregar juízos de valor – não depende de serem verdadeiros ou falsos”. Os textos literários pertenceriam “mais à ordem dos monumentos que dos documentos”, brinca Cícero, fazendo poesia.

Imediatamente, meu cérebro começou a procurar exemplos que contradissessem um de meus colunistas prediletos com aquele mesmo prazer mórbido dos alunos CDFs (acho mais legal que nerd) que tentam pregar peças nos pobres professores. Me perguntei então, se a poesia não poderia transmitir algum tipo de conhecimento ao invés apenas de permitir uma contemplação “monumental” ou se um livro ou artigo científicos não poderiam perenizar-se não pelo conhecimento seminal que proporcionaram, mas talvez, por um encadeamento de ideias elegante, uma condução cognitiva suave e especial que poderíamos, por que não, chamar de bela. Ao organizar assim meu pensamento, os exemplos enxamearam com o zumbido característico da abundância.

A crítica literária moderna trouxe esse tipo de pensamento à ciência. Contra um artigo somente outro artigo. Uns acham que isso é “pós-moderno” demais. Pode ser, mas acho bem mais divertido ver “conhecimento” em poesia e poesia em “literatura científica” que ficar procurando a Verdade em cada rodapé das coisas que leio. Separar as coisas como quer Cícero também é meio sem graça.

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Se por um acaso, algum leitor quiser ilustrar com exemplos, por favor, a caixa de comentários está à disposição.

Foto Intense Science de nenonafirestardragonstrgteg1’s photostream at Flickr.

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