Relativismo e Fé

mt1147373256.jpg

Em livre tradução, segue o fragmento:

“Por esta razão, os eventos políticos de 1989 (queda do muro) também mudaram o cenário teológico. Até então, o marxismo vinha sendo a última tentativa a fornecer uma fórmula válida para a correta configuração da ação histórica. O marxismo acreditou que conhecia a estrutura da história mundial e a partir dela tentou demonstrar como poderia conduzi-la ao caminho correto. O fato de que essa presunção era baseada estritamente em um método científico que substituiria totalmente a fé pela ciência e fazendo desta última uma praxis, lhe deu um forte apelo. Todas as promessas não cumpridas das religiões pareceram então, possíveis por meio de uma praxis política baseada cientificamente.

A não-cumprimento da promessa trouxe grande desilusão que está ainda longe de ser assimilada. Consequentemente, me parece provável que novas formas de concepcão marxista do mundo aparecerão no futuro. No momento, não há outra alternativa senão a perplexidade. A falha do único sistema com base científica para resolver os problemas humanos poderia apenas justificar o nihilismo ou mesmo, o relativismo total.”

Continua…

“Por sua vez, o relativismo parece ser o fundamento filosófico da democracia. Diz-se que a democracia baseia-se no princípio de que ninguém pode ter a pretensão de saber qual é o caminho certo a tomar e é enriquecida pelo fato de que todos os caminhos são mutuamente reconhecidos como fragmentos de um esforço em direção ao que é melhor por meio do diálogo. Um sistema livre deve ser essencialmente um sistema de posições interconectadas e relacionadas pois são dependentes de situações históricas abertas a novos acontecimentos. Assim, uma sociedade liberal seria uma sociedade relativista: apenas sob esta condição ela poderia continuar livre e aberta ao futuro.”

Perguntinha: alguém sabe de quem seria este texto? Vou desenvolver uma ideia polêmica no próximo post e isso faz alguma diferença. Inté…