Por que as ostras são afrodisíacas?

“Ciência é difícil…”

“Ciência é chato…”

“Cientistas são chatos…”

Quantas vezes já ouvi isso… Tudo mentira! A ciência é o maior barato!

Sim, existe ciência e cientistas chatos. Assim como existem advogados chatos, bombeiros chatos e (meu deus, quantos) pedagogos chatos.

Saber ciência é divertido e eu vou provar pra vocês. Esse vídeo foi gravado ontem, no aniversário da belíssima Roberta Foster, minha amiga dos tempos de São José, quando fomos da 7a série H (a lendária ‘Equipe Cão’); na presença de outros ex-Maristas feras: a acupunturista Bia Korb, o alquimista Maurício Simão e a cantora Ana Cuba (mulheres de Holanda). Mas foi o advogado Paulo Melo que fez pergunta que gerou o primeiro podcast do VQEB.

“Mas Mauro, você que é biólogo…”

Faltou dizer exatamente o papel do Zinco, ainda que ele não seja exatamente conhecido.

Existem muitas evidências que o Zinco é necessário para manter os níveis normais de testosterona no plasma sanguíneo. A deficiência de Zinco pode impedir a liberação de hormônio luteinizante e do hormônio folículo estimulante pela glândula pituitária (hipófise), que estimulam as células de Leydig, nos testículos, a produzir a testosterona. Muitas estudos mostram que as concentrações de Zn estão diretamente relacionadas as concentrações de triiodotironina (T3) e tiroxina (T4) no sangue.

Mas a ação do Zinco poderia ser no próprio testículo: além da sua participação na síntese de proteína, o zinco estaria envolvido na ligação do T3 com o seu receptor nuclear. De fato, existem dois ‘Zinc Fingers’ na estrutura do domínio de ligação do Receptor Andrógeno humano. Os ‘dedos de zinco’ são muito bem conhecidos e receberam esse nome pela semelhança da estrutura que eles formam ao articular um átomo central de Zn com 4 cisteínas adjacentes que ajudam a estabilizar a ligação da proteína ao DNA, com os dedos de uma mão. Assim, a deficiência nos níveis de testosterona circulante seria causada pele redução na liberação de testosterona em consequência da inabilidade das células de Leydig em responder as gonadotrofinas.

O Zinco também inibiria a aromatase que converte o excesso de testosterona em estrogênio, fazendo com que ela funcione mesmo na ausência de excesso e levando ao acumulo de estrogênio (que diminui a libido e provoca aumento de peso, principalmente em homens mais velhos). Isso pode ser ainda mais agravado pelo consumo regular e excessivo de álcool, que diminui a carga corporal de Zn.

Chato é o Big Brother Brasil!

Discussão - 1 comentário

  1. rafael disse:

    Gosto muito de entender todos esses mecanismos bioquímicos e cascatas de hormônios. Porém a alegação original é de que a ostra é afrodisíaca logo após ser comida. Logo precisamos adicionar uma boa dose de placebo (e nocebo) nessa análise
    Precisamos considerar que o ser humano não é uma maquina, tanto é que WHO considera saúde social e psicológica junto com a “biológica” como essenciais.
    Na minha opinião o curso de biológicas precisa ter aulas de filosofia e historia. Outro ponto é até onde essa alegação é falsificável ? Populações que não comem nenhum fruto do mar possuem esse tipo de problema ?
    Sempre leio o seu blog, acho muito boa essa sua iniciativa de divulgar ciência para o púbico em geral. Continue o bom trabalho
    Abraço

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